domingo, 31 de maio de 2009

Saawariya (2007) - सावरिया

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Saawariya (Amado/a) é um filme bem tipicamente bollywoodiano, ainda mais tendo sido dirigido por Sanjay Leela Bhansali, que em sua curta filmografia, dirigiu dois dos filmes de maior sucesso de público e de crítica na história de Bollywood: Devdas e Black.

Embora eu tenha feito um super elogio para o filme Black, o mesmo não foi dispendido na minha crítica a Devdas, mas pouparei Saawariya. Pra começar, neste filme Sanjay Leela Bhansali seguiu o seu estilo e fez um filme cem por cento em estúdio, com cenário propositadamente exagerado e atuações também propositadamente forçadas. Além disso, o filme se passa inteirinho à noite, facilitando questões de cenário e iluminação. Não que eu não goste disso, um filme pode ser muito bem feito dessa maneira. Aliás, eu gostei de Saawariya, eu poderia dizer que ele é um filme bem bonitinho, mas não passa muito disso. Os personagens são caricatos, o cenário é caricato e quase surreal até, tem uma boa dose de song-and-dances no meio das duas horas de filme, e é uma simpática história de amor-utopia.

E eu diria que, talvez, as atuações dos dois então estreantes Ranbir Kapoor e Sonam Kapoor (que fizeram os protagonistas) foram bem importantes para o filme. Eu digo isso pensando na ideia inicial de Sanjay de colocar como protagonistas Salman Khan e Rani Mukerji (que acabaram sendo coadjuvantes). Acho que a aposta de Sanjay de colocar rostos desconhecidos para os papéis principais foi uma boa sacada, contribuindo mais ainda com o clima bucólico-surreal e mesmo delicado da trama. E esse nem é o estilo de Sanjay, já que em Devdas os protagonistas foram nada mais que Shahrukh Khan e Aishwarya Rai e em Black foram Amitabh Bachchan e a mesma Rani Mukerji que aparece de novo aqui, como coadjuvante. E por Saawariya, Ranbir Kapoor levou o prêmio de melhor ator estreante no Filmfare Awards.

A história do filme é baseada no livro Noites Brancas do russo Fiodor Dostoievski, conforme é dito assim que o filme começa. Toda a trama se passa numa cidade fictícia e é narrada por Gulabji (Rani Mukerji), uma das mais conhecidas prostitutas locais, que conta então a história de Ranbir Raj (Ranbir Kapoor). Raj é um misterioso rapaz que aparece na cidade dizendo ser músico e logo começa a trabalhar no bar RK, o preferido de Gulabji, que se encanta pelo ingênuo e inocente músico. Procurando um lugar pra morar, Raj encontra a pensão de Lilian (Zohra Segal, na época com 95 anos), uma simpática velhota, que ele logo apelida de Lilipop. Os dois acabam por se adotarem como mãe e filho.

Andando pela cidade numa noite (sempre é noite no filme, ok), Raj esbarra com uma misteriora mulher que está chorando sobre uma ponte. Ele logo descobre que ela é Sakina (Sonam Kapoor), mas não consegue entender o porquê da tristeza em seus olhos. Obviamente, no mesmo instante ele apaixona-se por ela, mas quando decide por revelar seu amor, descobre que ela espera há um ano por seu grande amor, Imaan (Salman Khan). Raj, no entanto, não consegue disfarçar seu sofrimento e declara-se para Sakina, dizendo que Imaan jamais apareceria.

Mas eis que o final não é bem favorável a ele, embora, confesso, eu tenha achado bem bonitinho na maneira com que aconteceu.

Eu não li o livro de Dostoievski que inspirou esse filme, mas soube que seu nome, Noites Brancas, deve-se ao fenônemo que ocorre no verão das regiões perto dos pólos, quando o sol não se põe durante algumas noites. O livro se passa justamente durante essas "noites" claras, brancas, portanto, de São Petersburgo, na Rússia. No filme as noites não são brancas, mas ao contrário, são escuras e frias. Mais pro final neva (será a noite branca?), e senti que Sanjay fez um certo resgate do momento poético da neve que ele já havia feito em Black. E depois de saber que o livro originalmente se passa em São Petersburgo, entendi muito melhor a cidade fictícia criada para o filme, totalmente europeia, além de ter uns certos canais no meio, à la Veneza, com direito a gôndolas e tudo - São Petersburgo é chamada de "A Veneza da Rússia".

E fiquei sabendo, depois, de uma outra curiosidade importante: Sanjay Leela Bhansali é grande admirador da obra do finado Raj Kapoor, considerado por muitos o "Chaplin da Índia", e que, portanto, a primeira cena do filme seria uma homenagem à obra Barsaat (1949), que consagrou Raj Kapoor. Além disso, o bar "RK" é uma homenagem direta a ele. Não só bastasse isso, Ranbir Kapoor é nada mais que seu neto.

E se tinha momentos no filme que eu ficava mais feliz que o normal era quando aparecia Lilipop, a velhota dona da pensão, que era uma graça. Infelizmente ela não aparece tanto, mas gostei muito de vê-la.

O filme não fez tanto sucesso na Índia, embora no exterior tenha sido bem recebido. Foi a primeira produção de Bollywood a ser coproduzida por um estúdio de Hollywood, a Sony Pictures Entertainment. Quando lançado, produtores de Kollywood acusaram Sanjay Leela Bhansali de estar plagiando o filme tamil Iyarkai, mas a acusação não se sustentou pois os filmes são muito diferentes. No entanto, ambos eram baseados no mesmo livro Noites Brancas, obviamente justificando alguma semelhança.

E vejam o trailer do filme a seguir.



Colaborou: Barbarella

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Comerciais do Ketchup Heinz

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A empresa de publicidade estadunidense Leo Burnett montou seu escritório na Índia no começo dos anos 2000 e logo em 2004 levou seu primeiro Leão de Bronze no Festival de Cannes de 2004, com a mídia externa do Ketchup Heinz que vocês podem ver acima. A tradução do que está escrito é "Levamos 3 horas pra escrever isto". A ideia era mostrar a consistência do ketchup, que é o diferencial da Heinz em relação às outras marcas.

A mesma ideia foi utilizada em 2006 para dois outros comerciais, dessa vez televisivos, que vocês poderão ver a seguir. Ambos os comerciais também foram indicados no Festival de Cannes, mas dessa vez não levaram nenhum Leão. O primeiro, chamado Housewife (Dona de Casa) mostra uma mulher fazendo um pedido de compras pelo telefone e o último produto pedido é um ketchup. Do outro lado da linha perguntam que ketchup ela quer, e ela responde "o mesmo". Ainda assim a pessoa insiste em saber que marca ela quer, e é aí que a coisa fica muito engraçada. Não vou nem dizer o que ocorre, vejam vocês mesmos. O comercial encerra com uma imagem de uma garrafa do ketchup com o slogan ao lado escrito "Takes a while to come out" (Leva um tempo pra sair).

O segundo comercial chama-se Restaurant (Restaurante) e mostra um casal em um restaurante que está conversando naturalmente, até que chega o garçom. O homem faz seu pedido e diz no final que quer também ketchup. O garçom pergunta então qual ketchup ele quer, e daí começa a mesma coisa que ocorre no comercial anterior. E no final, o mesmo slogan.

Dei muita risada em ambas as propagandas, mas em especial com a primeira. Confiram:





quarta-feira, 27 de maio de 2009

Plágios no cinema indiano

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Recentemente o nosso blog Cinema Indiano foi vítima de um sério caso de plágio por um outro blog sobre Bollywood em língua inglesa. Este outro blog era quase inteirinho composto por textos retirados do Cinema Indiano, que eram traduzidos integralmente em algum tradutor online qualquer, sem que o dono do blog plagiador se preocupasse em adaptar os textos ao contexto dele, nem nada do gênero. O absurdo chegou ao ponto de ao menos duas postagens citarem a professora Sandra Bose, do blog Indi(a)gestão. E foi por essa citação que a Sandra descobriu o plágio e não mediu esforços pra desfazer tal disparate, convocando inclusive seus leitores para encontrarmos uma solução a isso, já que aquele blog não tinha nem espaço para comentários e nem opção de contato com o dono.

No entanto, graças a essa mobilização toda, conseguimos descobrir o contato da empresa que hospedava aquele blog, além de descobrir que o dono era um indiano residente nos Estados Unidos. O resultado final da história é que todas as postagens dele foram removidas e o caso de plágio descarado foi concluído. E eu só tenho a agradecer o esforço de todos por isso!

Bom, mas quis pegar esse ocorrido para falar de um fato super recorrente no cinema indiano, que são justamente os plágios descarados (ok, eu digo só sobre o cinema, porque é esse meu tema, mas o fato é que em também muitos outros níveis o plágio ocorre na Índia).

Os indianos raramente têm acesso a conteúdos culturais que venham de fora de seu país, mas mesmo que tenham será de músicas e filmes estadunidenses, se tanto. O fato é que muitos, mas muitos filmes produzidos na Índia copiam - às vezes na íntegra - filmes feitos em outros países. Se não copiam, baseiam-se em, refazendo o roteiro para o contexto indiano. E na maior parte das vezes, se não for sempre, a inspiração não é citada, como se o produto final fosse totalmente original. Eu lembro-me de uma exceção, que é o filme Black, que inspira-se na vida real de Helen Keller e diz isso logo no começo do filme.

O filme Ghajini, por exemplo, agora o maior sucesso de bilheteria da história de Bollywood, é uma refilmagem do filme de mesmo nome feito no Tamil Nadu e que, por sua vez, é cópia do filme estadunidense Amnésia. No próprio Ghajini, uma cena com Kalpana ainda no começo do filme é cópia descarada de uma cena do filme francês O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Em Koi... Mil Gaya há relações diretíssimas com o famosíssimo filme ET, de Spielberg, embora a história seja outra. Os produtores do filme Hari Puttar foram processados pela Warner Bross pela semelhança com o nome Harry Potter, embora o filme seja infinitamente mais semelhante com o famoso Esqueceram de Mim, com Macaulay Culkin.

Enfim, são alguns exemplos que não necessariamente desmistificam a famosa criatividade indiana, mas que ao menos os colocam numa posição de cultura um tanto "antropofágica", se é que posso assim dizer. No fim das contas isso não é de todo negativo, mas essa característica pode ter sua sombra; e ninguém gosta da sombra.

E só pra deixar um exemplo interessante de cópia no cinema indiano, a Sandra Bose me passou uma música do filme Ghayal, de 1990, que é plágio de uma lambada do extinto grupo franco-brasileiro Kaoma. A música copiada chama-se "Lambada" mesmo, e a cópia chama-se "Sochna Kya Jo Bhi Hoga Dekha Jaayega". O filme Ghayal foi o mais premiado no Filmfare Awards do ano. Abaixo vão ambos os vídeos:





Colaborou: Sandra Bose.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Welcome to Sajjanpur (2008) - वेलकम टू सज्जनपुर

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Acabo de assistir ao filme Welcome to Sajjanpur (Bem-Vindo a Sajjanpur), uma comédia muito simples, mas muito divertida e bem contata, além de ser cheia de (in)diretas à sociedade indiana.

O filme é escrito e dirigido por Shyam Benegal, famoso no chamado cinema paralelo indiano, o cinema de arte. Dessa vez, embora ele já tenha experimentado Bollwyood outras vezes, ele agora resolveu aventurar-se em uma comédia bollywoodiana e eu diria que ele foi muito bem sucedido. Na índia, o filme estreou em setembro de 2008 e não fez muito sucesso.

Estrelando Shreyas Talpade e Amrita Rao, o filme conta a história de uma vila, Sajjanpur, onde Mahadev (Shreyas Talpade) trabalha escrevendo cartas para os analfabetos do local. Seu grande sonho é escrever romances. Um belo dia aparece Kamla (Amrita Rao), uma antiga amiga e paixão de infância de Mahadev, que está desesperada querendo escrever uma carta a seu marido, que está já há quatro anos em Mumbai. Enquanto ela dita, ele na verdade escreve o oposto ao que ela dizia, por ciúme. Ele segue fazendo isso com ela, a cada vez que ela recebia uma resposta de seu marido, que ele, por sua vez, mentia o que estava lendo para ela. Nesse meio tempo também aparece uma mãe chorona (cujas lágrimas não saem pelos olhos, mas pelo nariz, que ela enxuga com seu sári) que quer casar sua pentelha filha que é manglik (que tem azar no amor, e por isso teria que casar-se com um cachorro para desfazer o mau-agouro). Aparece Munnibai, um hijra (eunuco) que quer disputar as eleições e sente-se ameaçado pelo grupo corrupto da candidata favorita. Aparece um amigo que apaixona-se por uma jovem viúva filha de um antigo general do exército. Enfim, com a fama de ter mágica em suas palavras, Mahadev tem que lidar com todos os tipos de casos, correndo o risco sempre de ser o responsável pelas consequências do que escreve.

Conforme a história vai se desenrolando, várias coisas vão acontecendo e várias mensagens vão sendo transmitidas, enquanto Mahadev manipula as cartas de Kamla. Logo que Munnibai aparece defendendo sua candidatura, uma cena de música começa, na qual se defende os reais princípios da democracia, em dura mensagem a uma espécie de "coronelismo" que existe ainda com muita força na Índia, não só nas pequenas vilas. Em seguida, o próprio Munnibai, sentindo-se ameaçado, desabafa para Mahadev, dizendo que os eunucos são seres humanos e não monstros, que os homossexuais também têm direitos, também têm coração e sentimento, que Deus os criou como a todos os outros.

Em outro momento, os moradores da vila assistem a um teatro de rua, em que se ataca diretamente a crueldade do capitalismo que avança em zonas rurais, destruindo estruturas camponesas estabelecidas há séculos. Depois ficamos sabendo que a peça foi escrita pelo próprio Mahadev.

As antiquíssimas tradições hindus são também colocadas em questão em diversas oportunidades no filme, sobretudo em relação à moça manglik. Na verdade, o filme deixa claro que isso tudo não passa de superstição.

Eu gostei bastante do desfecho da história, que deixou tudo ainda mais interessante. Gostei também do cuidado impecável com o cenário. Toda a vila foi construída dentro da Ramoji Film City, em Andhra Pradesh, sede do Cinema Telugu, prova de que Bollywood e os cinemas regionais da Índia têm ativo diálogo entre si, inclusive na produção de seus filmes. E consta que, justamente por conta da perfeição da fictícia Sajjanpur, durante as filmagens os atores sempre brincavam uns com os outros e diziam "welcome to Sajjanpur" uns aos outros. Assim, o diretor convenceu-se de que este deveria ser o nome do filme, e não Mahadev Ka Sajjanpur (A Sajjanpur de Mahadev), como já estava definido.

Eu não achei um trailer propriamente do filme, mas encontrei um vídeo promocional bem divertido, com a música mais animada de Welcome to Sajjanpur, chamada "Sita Ram". Assistam abaixo, e se puderem, vejam o filme!



domingo, 24 de maio de 2009

Roadside Romeo no Brasil

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Hoje recebi uma notícia totalmente inédita: a animação indiana Roadside Romeo, feita pela Yash Raj Films, em coprodução com a Walt Disney Pictures, será oficialmente lançada no Brasil no próximo dia 12 de junho, com 50 cópias.

Embora seja uma animação voltada ao público infantil, esse fato é histórico pois se trata da primeira produção em hindi a ser lançada comercialmente nos cinemas brasileiros. É difícil não esconder a esperança de que tal fato abra as portas para novas produções chegarem por aqui. Sabemos que existe uma diferença entre um filme comum de Bollywood e uma animação, pois as cenas de song-and-dance sempre existiram mesmo nas famosas animações da própria Disney - e Roadside Romeo é cheia delas -, enquanto que no cinema de verdade nós não estamos acotumados.

Mas como Bollywood também faz filmes por vezes sem song-and-dance e de muita qualidade, como Black, por exemplo, ou mesmo - jamais deixarei de citar - Taare Zameen Par, que embora tenha músicas no meio, tem apenas uma dança, e ainda assim diferente do normal bollywoodiano. E esse filme é simplesmente lindo.

Não contarei agora sobre o filme pois pretendo assistir quando estrear e daí então farei uma postagem. O que posso adiantar é que ele foi escrito e dirigido por Jugal Hansraj e na versão original os personagens principais têm as vozes de Saif Ali Khan e Kareena Kapoor. Ainda não sei quem fará as versões dubladas para o português, mas também adianto que, no Brasil, o filme já tem nome: Romeo: O Vira-Lata Atrapalhado.

Colaborou: Barbarella

sábado, 23 de maio de 2009

Hrithik Roshan - ऋतिक रोशन

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Seguindo nossa série das celebridades do cinema indiano, agora é a vez de um ator ser contemplado, já que na última vez tivemos uma atriz. O escolhido foi Hrithik Roshan, atualmente um dos mais famosos de Bollywood. Hrithik representa a grande mudança estética de Bollywood a partir dos anos 2000, com evidente exploração da imagem do corpo. Ele é um dos maiores símbolos sexuais masculinos da Índia.

Nascido no dia 10 de janeiro de 1974, Hrithik Rakesh Roshan também vem de uma família que há tempos já estava no mundo dos cinemas, tal qual muitas das outras celebridades. Seu pai, Rakesh Roshan, hindu do Punjab, é diretor de cinema que, por sua vez, é filho do diretor musical Roshan. Sua mãe, Pinky, é filha de J. Om Prakash, produtor e diretor. Seu tio, Rajesh Roshan, é também diretor de música.

Estudou a infância toda na Bombay Scottish School. Depois entrou na Sydenham College, onde graduou-se em comércio (pra quê essas pessoas ainda fazem uma faculdade que em nada tem a ver com o que elas já sabem que seguirão a gente não sabe). Mas antes de contar que logo ele entrou pro mundo do cinema, deixe-me dizer um pouco mais de sua vida particular.

No dia 20 de dezembro de 2000, ele casou-se com Sussane Khan (hoje Sussane Roshan), uma designer de interiores, filha do ex-ator Sanjay Khan. Eles tiveram o primeiro filho, Hrehaan Roshan, em 2006, e o segundo, Hridhaan Roshan, em 2008. Agora neste mês de maio foi anunciado que Sussane está grávida do terceiro filho.

Bom, nos anos 80, ainda criança, Hrithik apareceu em três filmes, mas passou toda a década de 90 por trás das câmeras, como assistente do pai. No ano 2000, porém, veio com tudo. Estrelou no filme Kaho Naa... Pyaar Hai, dirigido por seu pai, aparecendo como protagonista masculino ao lado de Amisha Patel. O filme acabou sendo o maior sucesso do ano, além de ter levado o prêmio de melhor filme no Filmfare Awards. Hrithik virou estrela da noite pro dia, levando ambos os prêmios de melhor ator estreante e melhor ator no mesmo Filmfare Awards. No mesmo ano ele ainda estrelou nos filmes Fiza, que embora tenha fracassado nas bilheterias, também deu a Hrithik uma indicação ao prêmio de melhor ator, e em Mission Kashmir, que foi o terceiro maior sucesso do ano.

Em 2001 estrelou em Yaadein e Kabhi Khushi Kabhie Gham. Esse último foi o segundo maior sucesso do ano e deu a Hrithik várias indicações, mas nenhum prêmio. Em 2002, todos os três filmes em que ele apareceu fracassaram. Foram eles Mujhse Dosti Karoge!, Na Tum Jaano Na Hum e Aap Mujhe Achche Lagne Lage.

No ano 2003, apareceu no filme de ficção científica Koi... Mil Gaya, dirigido por seu pai. Foi o maior sucesso do ano e deu a Hrithik o segundo prêmio de melhor ator no Filmfare Awards, além do prêmio de melhor ator dado pela crítica.

Depois em 2004 estrelou o fracassado Lakshya, embora sua performance tenha sido elogiada. Fez uma pausa em 2005, para em 2006 estrelar um dos maiores sucessos de sua carreira até agora, Krrish, uma continuação de Koi... Mil Gaya. Nesse filme ele interpreta um super-herói, o que foi super bem recebido pela indianada que já via ele naturalmente como tal. Krrish deu a ele vários prêmios, mas não do Filmfare Awards.

Em 2006, finalmente, fez seu primeiro papel de vilão no filme Dhoom 2, no qual fez par com Aishwarya Rai. Esse filme foi o maior sucesso do ano e um dos maiores sucessos da história de Bollywood e deu a Hrithik o terceiro prêmio de melhor ator no Filmfare Awards. O sucesso desse filme, porém, é controverso. Muitos acreditam que se dá muito mais pelo fato de em parte se passar no Rio de Janeiro (na praia Cocabanana, como diz um dos personagens), onde aparecem mulheres de biquínis, além de ter uma cena raríssima de aparecer no cinema indiano: um beijo, aqui entre Hrithik e Aishwarya.

Pausou de novo em 2007 para dedicar-se ao filho, mas retornou em 2008 com o de novo sucesso Jodhaa Akbar, de Ashutosh Gowariker, onde fez par de novo com Aishwarya Rai. Ele levou o quarto prêmio de melhor ator no Filmfare Awards com esse filme. Neste momento ele está nas filmagens do filme Kites, no qual fará par com a atriz mexicana Bárbara Mori, e acaba de assinar um contrato com Sanjay Leela Bhansali para parear de novo com Aishwarya no filme Guzarish. Também está prometido para 2010 o filme Krrish 2.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Festival Cel.U.Cine de Micrometragens

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Aqui neste blog eu não costumo dar acesso a coisas que não tenham a ver com as próprias produções audiovisuais da Índia. Faço isso pra garantir a integridade do Cinema Indiano, mantendo-o como a maior fonte sobre a produção cinematográfica e publicitária indianas. No entanto, hoje resolvi acatar um pedido de publicar aqui as informações sobre um festival de micrometragens que em nada tem a ver com a Índia. Afinal, é na ajuda que o mundo prossegue.

Abaixo vai o release do festival:

A Cel.U.Cine inova a produção de curtas no Brasil com o 1° Festival de Micrometragens brasileiro. Focado em produções de até 3 minutos, o festival possibilita ainda que os filmes sejam gravados em celulares, câmeras digitais e mini-dvds.

O Festival Cel.U.Cine de micrometragens, adotando novas mídias, principalmente o celular, tem tudo pra se tornar um pólo difusor de cultura no Brasil. Sempre oferecendo novas possibilidades, como a utilização da mídia celular para a produção e ampla difusão de conteúdos brasileiros criativos.

A Cel.U.Cine conta também com grandes parcerias, como o canal Brasil e a RIO Filmes, onde os micrometragens serão exibidos com exclusividade pelo canal e lançados em DVDs pela produtora.

A segunda etapa do Festival está em andamento, os filmes estão sendo enviados diretamente ao portal www.celucine.com.br até o dia 3 de junho. O resultado da 2° etapa sairá entre os dias 16 e 22 de junho.

Liberte seu lado cultural e criativo produzindo seu micrometragem. Participe do Festival Cel.U.Cine.

Rubina Ali também tem a casa demolida

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Depois de Azharuddin Ismail ter seu barraco destruído numa favela de Mumbai, agora Rubina Ali, que interpretou Latika criança no filme Quem Quer Ser um Milionário? também teve o mesmo destino. Igual o primeiro, que veio à mídia por ter levado uma surra do pai em público, Rubina também apareceu nos jornais com a notícia de que supostamente seu pai queria vendê-la (o que parece que foi posteriormente desmentido). Antes mesmo de o filme estrear no Brasil, nós já havíamos falado de Rubina nesta postagem, dizendo de seu sonho de virar estrela de Bollywood, com seu barraco - agora demolido - ao fundo.

Casa de atriz de "Quem Quer Ser um Milionário?" é demolida

da Associated Press, em Mumbai - Folha de S. Paulo, 20 de maio

Após a casa de um dos atores mirins de "Quem Quer Ser Um Milionário?" ser demolida na semana passada em Mumbai, a garota Rubina Ali, 9, que também estrelou o filme vencedor do Oscar, viu seu pequeno casebre cor-de-rosa se transformar em escombros.

"Eu estou me sentindo mal", disse Rubina à Associated Press. "Estou pensando onde irei dormir", completou a menina.

Um funcionário da companhia de trens da cidade disse que a demolição dos barracos onde a família vivia foi necessária para a construção de uma passarela elevada.

Na manhã desta quarta-feira, diversos policias patrulhavam a área da favela munidos de bastões de bambu, enquanto equipes de demolição davam início ao trabalho.

Segundo familiares da menina, o pai de Rubina, o carpinteiro Rafiq Qureshi, foi agredido por oficiais armados com porretes momentos antes da demolição começar, sendo encaminhado ao hospital.

Ao mesmo tempo que homens com marretas e barras de metal demoliam as paredes de sua casa, Rubina e sua madrasta resgatavam o que podiam dos escombros. No início da tarde, o ruído da última parede sendo derrubada foi ouvido.

De acordo com o pai de Rubina, os produtores do filme haviam se comprometido em ajudar a família a encontrar um novo lar. O diretor do filme vencedor de oito estatuetas no Oscar deste ano, Danny Boyle, firmou um acordo com os produtores que dava garantias de que os atores mirins teriam moradia e educação até terminarem os estudos.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Caminho das Índias - Música Bangra Jaya

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A pedidos insistentes, resolvi fazer a postagem da música instrumental da novela Caminho das Índias, chamada Bangra Jaya.

Na verdade não há muito a se falar sobre ela, até porque como os próprios leitores do Cinema Indiano já vinham me falando, não há quase nada sobre essa música na internet. A música é de Alexandre de Faria, um importante compositor carioca que tem maior reconhecimento no exterior do que no próprio Brasil. Recentemente ele foi convidado para fazer parte da trilha sonora da minissérie global Amazônia: De Galvão a Chico Mendes, da mesma Glória Perez da novela de agora, e acabou sendo chamado de novo para fazer a produção musical de Caminho das Índias.

Por isso mesmo, acredito que ele tenha composto essa música exclusivamente para a novela, o que justificaria em parte a falta de informações sobre tal na rede.

O termo Bangra hoje é muito difundido porque se fala genericamente que é esse o ritmo da maior parte das músicas de Bollywood. A verdade, porém, é que o bhangra é um ritmo musical que surgiu no Punjab, um estado do noroeste indiano, hoje dividido entre Índia e Paquistão. Não se sabe ao certo o período histórico que surgiu, mas o fato é que a comunidade sikh da região acabou por popularizar muito o bhangra, hoje disseminado por quase toda a Índia - e inclusive no cinema. Tal popularização levou à generallização do termo, para todos esses ritmos e danças mais acelerados e animados. É o caso dessa música de Alexandre de Faria, que é mesmo bem divertidinha.

Como não existe um clipe pra essa música (pois não veio de nenhum filme e o autor também não fez nada do gênero, ao que consta), então coloco a seguir o que há no Youtube disponível, que não passa da imagem do CD da trilha sonora indiana de Caminho das Índias, com a música tocando. E clicando aqui você pode fazer o download de Bangra Jaya. Para saber sobre todas as outras músicas indianas da novela, clique aqui, e para as músicas instrumentais clique aqui.



terça-feira, 19 de maio de 2009

Festival de cinema indiano em Nova Iorque

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Supermen of Malegaon, 2009, de Faiza Ahmad Kahn

O MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque) irá sediar o festival The New India, com dezesseis produções recentes do cinema indiano, incluindo alguns documentários, como Smile Pinki, premiado na última edição do Oscar. As informações todas estão no site do museu, mas mesmo assim traduzi o texto pra vocês, que vai a seguir.
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Muito além de Quem Quer Ser Um Milionário?, a Índia é uma das nações que mais crescem no mundo, com uma indústria de cinemas a ser considerada. Mais de mil filmes são produzidos por ano, dos blockbusters de Bollywood aos filmes intimistas malayalam, bengaleses e tâmeis, os "filmes de arte". Num país de mais de um bilhão de habitantes, se há algo que todos compartilham é a paixão pelo cinema.

Seguindo o sucesso do India Now, exibido no MoMA em 2007, The New India apresenta dezesseis produções indianas contemporâneas e alguns curtas. A seleção engloba desde ficções até documentários produzidos na Índia hoje. Entre os celebrados atores e diretores que estarão no festival estão Naseeruddin Shah, Nandita Das, Abhay Deol e a documentarista vencedora do Oscar Megan Melan.

The New India abre com a premiere de Nova Iorque do filme Yes Madam, Sir, de Megan Doneman e narrado por Helen Mirren, um fascinante retrato de uma das mais controversas imagens públicas da Índia, Kiran Bedi [nota do Ibirá: Kiran Bedi é a mulher que simplesmente instituiu que os presos da maior prisão da Índia, a Tihar Prision, praticassem a meditação Vipassana, na década de 90]. Ambas estarão na premiere deste documentário.

Outras personalidades incluem três sucessos comercial e de crítica de Bollywood: Ashutosh Gowariker (de Lagaan e Jodhaa Akbar), Zoya Akhtar (Luck by Chance) e Dibakar Banerjee (Oye Lucky! Lucky Oye!). Ainda celebrando os diferentes gêneros na produção indiana, haverá também Shashank Ghosh, com seu Quick Gun Murugan, do popular cinema tamil do sul da Índia, e Faiza Ahmad Kahn, com seu documentário Supermen of Malegaon. O cinema bengalês estará representado com um de seus internacionalmente mais reconhecidos diretores, Buddhadeb Dasgupta, com The Voyeurs. E também com uma mostra do cinema paralelo indiano, Neeraj Pandey mostrará seu A Wednesday, um perturbante thriller estrelado por Naseeruddin Shah, no dia 10 de junho.

The New India explorará também alguns dos problemas mais sérios da Índia hoje, como a exploração do trabalho infantil, a AIDS e problemas com guerrilhas sectárias. Filmes politicamente embasados incluem The Firm Land, de Chapour Haghighat, Firaaq, de Nandita Das, e Roots, de Father Joseph Pulinthanath. A mostra terá uma boa seleção de filmes recentes de não-ficção, contando histórias de crianças que por um lado inspiram, mas por outro perturbam; a premiada Megan Mylan com seu Smile Pinki, Rajesh S. Jala, com Children of the Pyre, e Sourav Sarangi, com Bilal.


Para a programação completa do The New India, clique aqui.

domingo, 17 de maio de 2009

Lagaan (2001) - लगान

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Faz tempo já eu estava devendo pra mim mesmo assistir ao filme Lagaan - Once Upon a Time in India (Lagaan - Era Uma Vez na Índia; ou em alguns casos Lagaan - A Coragem de Um Povo), mas até hoje ainda não tinha tido tal oportunidade. E quanto mais o tempo passava, mais eu sentia o peso da responsabilidade aumentar sobre mim, já que este é mais um dos grandes sucessos que o cinema indiano já presenciou em sua história, sendo o único 100% indiano até a hoje a concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro (o primeiro foi Mother India, de 1957, mas era co-produção indo-russa, e o segundo foi Salaam Bombay!, de 1989, com co-produção indo-britânica-francesa). É também o filme indiano que teve mais DVDs vendidos. Não falar sobre ele aqui seria um ultraje.

E finalmente vi Lagaan. E ver este filme não é ver qualquer filme, mas sim assistir a um dos dez mais longos filmes já feitos em Bollywood - Lagaan tem longas 3h44 de filme. Mas por mais longo que possa parecer, o filme passou relativamente rápido.

Escrito e dirigido por Ashutosh Gowariker, produzido pela Aamir Khan Productions e com música de A.R. Rahman, esse filme tinha tudo pra ser muito bom. Todos sabem que sou muito suspeito pra falar quando há Aamir Khan envolvido na história (além de produzir o filme, ele ainda é Bhuvan, o personagem principal de Lagaan), mas o fato é que a produção desse filme rompeu muitos obstáculos que Bollywood costumava ter preguiça de romper - e mais uma vez Aamir Khan é grande responsável por isso. Ah sim, há ainda uma pequena narração no começo e no fim do filme, que é feita por Amitabh Bachchan.

O filme se passa em 1893, quando a Índia estava sob a égide do domínio britânico, na vila de Champaner, no estado do Gujarat. Desde o ano anterior as monções não haviam sido amigáveis e a seca estava castigando os camponeses severamente. O rei local (Raja), Pooran Singh, encontra-se com o Comandante Oficial da região, o Capitão Russel, para pedir permissão que os impostos cobrados aos camponeses (chamado lagaan) fosse reduzido neste ano, por causa da seca. O Capitão diz que aceitaria a proposta caso ele comesse a carne que estava sendo oferecida. O problema, porém, é que o Raja havia acabado de negar a carne por ser vegetariano; e acaba por recusar a proposta do Capitão. O Capitão, por sua vez, diz então que os camponeses pagariam o dobro dos impostos naquele ano - e estava dito. Este ponto é extremamente importante por mostrar como o Império Britânico havia simplesmente eliminado qualquer poder que tivessem os marajás, embora eles não tenham sido destituídos durante a dominação, e embora os indianos sempre tenham prestado reverências a eles e não aos britânicos.

Quando os camponeses ficam sabendo da notícia eles entram em desespero, já que nem o imposto normal eles seriam capaz de pagar. Eles vão, assim, falar com o Raja, na tentativa de convencê-lo a reduzir os impostos. Na hora que vão lá, porém, o Raja está assistindo a uma partida de críquete que está sendo jogada pelos britânicos e os camponeses têm de esperar. Eles ficam lá vendo aquele jogo que nunca tinham visto antes e não entendem nada. Quando a partida acaba o Raja os recebe e diz que nada pode fazer quanto aos impostos, já que ele mesmo também estava com as mãos amarradas. O Capitão Russel aproxima-se e diz que os impostos poderiam ser cancelados por até três anos caso os camponeses vencessem eles numa partida de críquete. Bhuvan acaba aceitando a proposta, pra desespero dos outros que estavam com ele (o Capitão desafiou Bhuvan porque antes ele havia chamado o críquete de "esporte estúpido").

Daí em diante o filme desenrola-se com Bhuvan tentando convencer os desiludidos camponeses a aprenderem o jogo. Logo, Elizabeth, irmã do Capitão Russel, vai ajudar os camponeses pois ela havia achado a decisão de seu irmão extremamente injusta. Todo esse processo é tão tenso quanto a partida em si, que toma cerca de 1h20 do filme. A maior dificuldade é encontrar os jogadores perfeitos na vila para comporem o time ideal. Pouco a pouco, as habilidades de cada um vão aparecendo, mas ainda resta no final um jogador pra completar os 11 necessários. Até que finalmente aparece Kachra, um intocável de braços tortos, que Bhuvan tanto quer no time por sua capacidade de jogar a bola "com efeito". Mas ao Bhuvan dizer que ele será o 11º jogador, todos ficam horrorizados com a ideia de um intocável jogar entre eles. Mas Bhuvan faz um super discurso defendendo a causa coletiva e desprezando a tradição das castas, e toca no ombro de Kachra. O time estava finalmente completo.

E finalmente o dia da partida chega. Daí sim são longas 1h20 de filme muito tensas. Uma imensa multidão de indianos amontoa-se em volta do campo de críquete. Num canto, a comissão britânica torce por seu time, logicamente, mas há ali dois que apoiam o time dos camponeses: Elizabeth e o próprio Raja, que se vê na obrigação oficial de estar entre os oficiais, não entre os seus conterrâneos. Nos momentos finais, minhas mãos estavam até suando de tensão, esperando pelo resultado da partida - que é ÓBVIO que não vou revelar qual foi! Apenas revelo que, ao final, chove.

O filme é praticamente inteiro feito em cenários externos, fora de estúdios. A vila toda de Champaner foi construída para o filme, de maneira super fiel às características de época da região. O maior desafio, porém, foi juntar a multidão que assistiria à partida. Na entrevista com Aamir Khan que publiquei no dia 25 de março, ele dizia que o filme exigia uma produção tão audaciosa que ninguém queria bancá-lo. Lagaan quase não saiu do papel, ele revelou. A plateia que foi assistir ao jogo foi inteiramente composta por nada mais que dez mil camponeses que foram chamados de toda a região, a maioria que nunca nem tinha ouvido falar em cinema. E consta também que o local das filmagens passava por situação climática semelhante à retratada no filme, e que depois de uma semana que o filme havia terminado de ser rodado choveu.

A produção do filme (chefiada por Aamir Khan, faço questão de sempre lembrar!) também preocupou-se com detalhes que até então Bollywood não costumava se preocupar. Para dar mais realidade à questão histórica, optou-se por utilizar um dialeto do hindi mais arcaico. Além disso, foi contratado Bhanu Athaiya, o vencedor do Oscar de Melhor Figurino pelo filme Gandhi, para fazer os figurinos de época para Lagaan.

Antes de o filme fazer sua estreia, Aamir Khan cumpriu sua promessa e fez uma exibição primeiro aos camponeses que participaram das filmagens e que nunca tinham visto um filme antes.

Em 2002, Lagaan roubou todas as cenas na premiação do Filmfare Awards e levou oito prêmios: Melhor Filme, Melhor Ator (Aamir Khan), Melhor Diretor, Melhor Roteiro (ambos para Ashutosh Gowariker), Melhor Trilha Sonora (A.R. Rahman), Melhor Letra de Música (Javed Akhtar, para a música "Radha Kaise Na Jale"), Melhor Playback Masculino (Udit Narayan, para a música "Mitwa") e Melhor Playback Feminino (Alka Yagnik, para a música "O Re Chhori"). Somando os outros prêmios, Lagaan levou 44 premiações, incluindo sete do National Film Awards, a premiação dada pelo governo indiano. Isso sem contar outras tantas indicações, como a já citada para o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Mas apesar de ter achado o filme muito bom, devo revelar que, como antes, ainda acho o críquete um saco. Confesso que graças ao filme entendi um pouquinho mais como esse jogo funciona, mas ainda não me convenci...

A seguir vejam o trailer do filme e depois o clipe da música Radhaa Kaise Na Jale. Não que essa música seja a mais legal do filme, mas sua coreografia é sem dúvida a mais bem cuidada.





sexta-feira, 15 de maio de 2009

Primeiro a surra, agora a casa demolida

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Depois de ficar famoso com o filme Quem Quer Ser Um Milionário?, depois de ir parar na noite de gala do Oscar, depois de levar surra do pai em público, agora Azharuddin teve uma nova sorte: a prefeitura de Mumbai demoliu o barraco em que ele morava em uma favela, sem que a prometida casa fosse entregue. Leia a notícia:

Casa de ator mirim de Milionário é derrubada em favela de Mumbai
por Shilpa Jamkhandikar (Mumbai - Reuters); Último Segundo, 14 de maio


As autoridades municipais de Mumbai demoliram nesta quinta-feira a casa na favela em que vivia um dos atores mirins de "Quem Quer Ser Um Milionário?", deixando sua família na rua, meses depois de o filme premiado com o Oscar ter levado o menino à fama mundial.

Azharuddin Ismail, de 9 anos, representou o personagem de Salim quando criança no filme, a história de um rapaz indiano pobre que compete por amor e dinheiro num programa de televisão.

O barraco em que Ismail vivia numa favela apinhada de pessoas foi um entre vários construídos ilegalmente ao lado de um esgoto que foram demolidos pelas autoridades locais em Mumbai, a capital financeira e do entretenimento da Índia.

"Quando eles chegaram eu estava dormindo. Me sacudiram para me acordar, e um policial até me ameaçou", contou à Reuters Ismail, cercado de malas semiquebradas cheias de roupas e utensílios domésticos.

"O que posso fazer se demoliram minha casa? Vou dormir na rua", acrescentou.

Um pôster de "Quem Quer Ser Um Milionário?", autografado pelo diretor do filme, Danny Boyle, ainda estava colado à única parede do barraco que continuava de pé. Ao lado do lugar corria esgoto ao céu aberto, e o barraco não tinha água corrente.

As autoridades disseram que os barracos já tinham sido demolidos anteriormente, mas foram reerguidos no mesmo lugar.

"Os barracos estão todos encostados num esgoto que precisa ser limpado antes da chegada das monções", disse U.D. Mistry, o funcionário local responsável pelas demolições.

No início do ano houve ultraje público quando foram divulgadas fotos dos astros mirins de "Quem Quer Ser Um Milionário?" ainda vivendo na miséria, apesar do sucesso do filme nas bilheterias e de ter recebido oito Oscar.

O filme também causou controvérsia na Índia devido a seu título original, "Slumdog Millionaire" (que pode ser traduzido como "milionário favelado"), visto por alguns como ofensivo aos moradores de favelas, e pelo tratamento dado ao elenco. Partes da mídia apelidaram de "pornografia da miséria" o retrato traçado da vida de indianos pobres.

Em fevereiro as autoridades habitacionais do Estado de Maharashtra, do qual Mumbai é a capital, anunciaram que dariam casas novas a Ismail e a Rubina Ali, a menina que contracenou com ele no filme. Mas a mãe de Ismail, Shameem, disse que a família agora está à mercê das chuvas.

"Também ouvimos falar que o governo nos prometeu casas, mas o que foi feito? Ainda estamos sem casa", disse ela. "Meu filho deu glória ao país. Será que não deveria receber algum crédito por isso?"

Colaborou: Sandra Bose

Tashan (2008) - टशन

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O filme da vez é Tashan, algo que pode ser traduzido para estilo, mas um estilo com atitude, não o conjunto de aspectos ou característica de algo, assim simplesmente. Tashan é Tashan. Enfim, o fato é que se trata de um filme bollywoodiano que teria muito pra não ser bom, mas que soube fazer bem feito o que se propôs fazer - coisa que muitos na Índia tentam e não conseguem, pelos exageros mil que já estamos acostumados. Ainda assim, o filme acabou que fracassou nos cinemas.

Esse filme foi produzido pela Yash Raj Films e é a estreia de Vijay Krishna Acharya na direção. Antes, ele havia ficado famoso por ser o roteirista da série de sucesso Dhoom, cuja segunda parte (que tem um trecho rodado no Brasil) foi um dos maiores sucessos de Bollywood até hoje. E como diretor estreante é que talvez ele não tenha pecado como alguns estrelinhas de Bollywood vêm fazendo, de fazer da direção em si algo mais importante do que o próprio filme que está por ser mostrado, forçando demais as cenas e a atuação dos atores. E sim, quanto aos atores, embora tenha um bom elenco, nenhum chega a ser também um Shahrukh Khan, o que talvez também salve um pouco mais a simplicidade das coisas.

De qualquer forma, o filme estrela nada mais que Kareena Kapoor, Akshay Kumar, Saif Ali Khan e Anil Kapoor (este último que ficou mais famoso internacionalmente por sua atuação como o apresentador do "Show do Milhão" em Quem Quer Ser Um Milionário?). Em algumas críticas que li do filme diz que ele é de Akshay, que se ele fosse removido do elenco o filme seria ainda pior. Mas eu discordo; não que Akshay não seja bom neste filme, mas acho que a presença dos outros três atores principais também é muito boa e fundamental para o filme.

A história de Tashan é a seguinte: Jimmy Cliff (Saif Ali Khan) trabalha em um call center e é um reconhecido professor de inglês. Aparece então Pooja (Kareena Kapoor) procurando por aulas particulares, e Jimmy logo aceita a proposta. Mas as aulas não eram pra ela e sim para seu chefe, Bhaiyyaji (Anil Kapoor), que aparentemente trabalha com moda ou algo do gênero. Jimmy começa as aulas de inglês com Bhaiyyaji e apaixona-se por Pooja. Em dado momento algo estranho ocorre e Jimmy descobre que Pooja trabalha com Bhaiyyaji por conta de um débito que ela tem com ele, relacionado a seu pai. Eles decidem roubar Bhaiyyaji e fugirem. No entanto, nessa hora Jimmy é enganado por Pooja, que desaparece sozinha com o dinheiro. Na mesma hora, Jimmy descobre que Bhaiyyaji é, na verdade, uma espécie de poderoso chefão (do tipo que Bollywood sempre adorou - os dons). É nessa hora que Bhaiyyaji contrata Bachchan (Akshay Kumar) para resgatar o dinheiro e matar Jimmy e Pooja. O que se desenrola em seguida é a nata do filme e sinceramente acho melhor não contar em respeito aos que pretendem assistir ao filme.

A despeito de duas cenas de song-and-dance que se passam em alguma ilha grega perdida no Mediterrâneo (sendo uma delas com direito a Kareena Kapoor de biquínis, pra loucura da indianada), as outras músicas são rodadas em cenários indianos que vão do Assam ao Rajastão, dos Himalaias ao Kerala - ou seja, de leste a oeste, de norte a sul. E isso justifica-se, pois o dinheiro roubado de Bhaiyyaji havia sido distribuído pelos sete cantos da Índia. Gostei em particular da música Dil Dance Maare, não só porque ela é divertida, mas também porque na coreografia juntou um grupo de gringos que estão fazendo umas filmagens na Índia e os três - Pooja, Jimmy e Bachchan - colocam figurinos e tudo fica muito tosco e muito engraçado.

O filme utiliza uma técnica que eu achei bem divertida para o contexto, que é a narração feita pelos próprios atores durante as próprias cenas. Na verdade, Jimmy e Bachchan narram, e isso dá uma característica bem especial ao roteiro. E falando em roteiro, se tem uma coisa que eu gosto dos filmes indianos são os roteiros lotados de histórias no meio da trama principal. E Tashan, como não podia deixar de ser, tem um roteiro bem assim, com várias histórias que vão aparecendo, como flahsbacks, montando toda a história final. Tudo é muito fantasioso e forçado, mas Tashan é uma comédia-aventura, não se propõe a filme sério em momento algum. E se é assim, então não há porque e o que criticar, mas ao contrário. E claro, claro, claro, Kareena Kapoor é no filme a imagem feminina que Bollywood precisa apresentar como eixo do romance que, óbvio, aparece nesse filme como um triângulo. Enfim, vejam o filme que vale, sim, a pena!

E a seguir o trailer de Tashan (não achei melhor que esse) e depois a música que citei, Dil Dance Maare.





quarta-feira, 13 de maio de 2009

Priyanka Chopra - प्रियंका चोपड़ा

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A última vez que falamos sobre um ator indiano foi sobre Abhishek Bachchan, então hoje é vez de falarmos de uma mulher. E nada melhor que falarmos de Priyanka Chopra, mais uma das Miss Mundo que a Índia já teve (do total de cinco; outra Miss Mundo indiana famosa é Aishwarya Rai).

Priyanka Chopra nasceu no dia 18 de julho de 1982, em Jamshedpur, no estado de Jharkhand, no leste da Índia, uma das regiões mais pobres e populosas do país. Seus pais, Ashok Chopra e Madhu Akhauri, eram ambos médicos. Logo cedo, porém, a família mudou-se para a cidade de Bareilly, no Uttar Pradesh, onde ela estudou na escola St. Maria Goretti. Em seguida foi estudar na La Martiniere Girls' School, em Lucknow, capital do Uttar Pradesh. Depois a família mudou-se para Newton, nos Massachusetts (Estados Unidos), onde ela estudou na Newton High School. A peregrinação continuou quando mudaram-se para Cedar Rapids, em Iowa, onde Priyanka estudou na John F. Kennedy High School. Finalmente, de volta à Índia, ela concluiu o colegial na Escola do Exército de Bareilly, já que seu pai era médico do exército indiano.

Priyanka chegou a iniciar a faculdade na Jai Hind College, de Mumbai, mas teve que abandonar após ganhar o concurso de Miss Mundo, no ano 2000 (no mesmo ano, ela havia ganhado o prêmio de Miss Índia Mundo). Até agora nenhuma outra indiana ganhou o prêmio de novo.

Obviamente, como costuma por vezes ocorrer - mas com mais intensidade na Índia -, após vencer o prêmio Priyanka imediatamente virou atriz (modelo e apresentadora de TV também?). Por incrível que pareça, porém, sua estreia no cinema indiano não foi em Bollywood, mas sim em Kollywood, a indústria tamil de cinema, com o filme Thamizhan, em 2002.

No ano seguinte, porém, ela já estava em Bollywood, com o filme The Hero: Love Story of a Spy. Em seguida ela fez Andaaz, que já deu a ela o prêmio de melhor atriz estreante, pelo Filmfare Awards. Ainda em 2003 ela apareceu em outros filmes, mas nenhum fez sucesso.

Em 2004, no entanto, o filme Mujhse Shaadi Karogi foi o terceiro que mais lucrou no ano. No mesmo ano fez também o filme Aitraaz, uma refilmagem do filme estadunidense Assédio Sexual, com Demi Moore. Ela fez nesse filme seu primeiro papel de vilã, que foi muito elogiado, garantindo-lhe o prêmio de Melhor Atriz Vilã pelo Filmfare Awards.

2005 foi um ano sem sucessos pra Priyanka Chopra. Mas em 2006 ela estava em dois dos filmes de maior sucesso do ano: Krrish e Don - The Chase Begins Again. Em 2007 apareceu em Salaam-e-Ishq: A Tribute to Love e também em Big Brother, mas ambos os filmes não fizeram tanto sucesso. Em 2008, a maior parte dos filmes que participou de novo fracassaram, como Love Story 2050, God Tussi Great Ho e Drona, mas fez sucesso nos filmes Fashion e Dostana. Por Fashion, ela levou seu primeiro prêmio de melhor atriz no Filmfare Awards.

Agora em 2009 Priyanka Chopra aparece em Kaminey, What's Your Raashee? e Pyaar Impossible.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Homem é tudo igual

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O ser humano é de fato idêntico em qualquer parte do planeta, seja aqui ou na Índia. "Ah não, mas o homem indiano é virtuoso, meus amigos do orkut são todos gentis, românticos e educados", algumas de vocês devem estar pensando. Tudo bem, acontece que você sabe o que se passa ali por trás do computador, do outro lado do mundo? Calma, calma, também não estou dizendo que não há exceções, claro que há e eu mesmo tenho amigos e amigas indianos de caráter maravilhoso.

Mas... se como eu já disse aqui algumas vezes que a arte imita a vida (e vice-versa), uma propaganda indiana que crie um roteiro mostrando homens sacanas não deve estar tirando isso do nada, será? Pois vejam a seguir este comercial do celular Virgin, feito na Índia, em que mostra homens sem caráter em ambos os lados do telefone. Nem preciso explicar nada de antemão, as imagens falam por si.



E aproveitando essa mesma temática, no blog Indi(a)gestão saiu hoje mesmo uma postagem mostrando uma outra propaganda de celular, dessa vez francesa, porém que mostra mais um pouco do caráter do indiano, mas dessa vez com uma loira ocidental no meio da história. Confiram!

sábado, 9 de maio de 2009

Sholay (1975) - शोले

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Hoje, finalmente, vamos falar do maior sucesso de todos os tempos na história de Bollywood, Sholay, que, ajustando com a inflação, arrecadou cerca de 88 milhões de dólares. Embora o filme Ghajini (2008) tenha arrecadado mais em rúpias, no ajuste Sholay ainda não foi ultrapassado.

O último filme que ganhou uma postagem aqui no Cinema Indiano foi AAG (2007), uma releitura de Sholay que tinha pretensões de ser um mega sucesso e converteu-se no maior fracasso de bilheteria na história de Bollywood, uma interessante dialética bollywoodiana. Assistindo Sholay, porém, muita coisa fica óbvia e que justifica diretamente o fracasso de AAG.

Não que Sholay, que é de 1975, seja um bom filme - e eu não acho que seja. Ao ser lançado na Índia, ele inicialmente foi um fracasso e cogitou-se logo tirá-lo de cartaz para não dar prejuízo. No entanto, por algum fenômeno ainda um pouco inexplicado, o boca-a-boca fez com que o filme pouco a pouco tivesse cada vez mais público em suas sessões até que ficasse pouco mais de cinco anos em cartaz na sala Minerva, em Mumbai.

Bom, e vamos ao que importa. Sholay foi escrito por Javed Akhtar e Salim Khan e dirigido por Ramesh Sippy. Conta a história de uma dupla de bandidos imbatível, Veeru (Dharmendra) e Jai, que acabam sendo recrutados pelo próprio policial que os prendeu para uma missão quase impossível: capturar o terrível Gabbar Singh. No começo do filme, algumas coisas típicas do cinema indiano estragam um pouco a história completa do filme, como o policial chefe da prisão em que está presa a dupla ser semelhante a Hitler, ser todo atrapalhado, e ter indícios de que é gay. Isso seria tranquilo caso o filme fosse uma comédia e o tempo todo pudéssemos dar risada dessas piadas; mas o eixo central do filme é outro, com momentos fortes, inclusive. Mas cinema indiano é isso mesmo, geralmente uma bela mistura.

Quando disse que Sholay tem uma diferença fundamental com sua refilmagem AAG, estava dizendo em relação à construção dos personagens, que em Sholay é feita de maneira muito mais cuidadosa e delicada. Ao longo das 3h18 de filme, cada um dos personagens principais são relativamente bem construídos, trabalhados, sem exageros e excessos, (quase) sem concessões, embora, por ser Bollywood (e por ser cinema, sejamos justos), muitos absurdos aparecem. Até o vilarejo é cuidadosamente bem retratado, com os camponeses fazendo os trabalhos artesanais na vila, na coletividade. Isso simplesmente não ocorre em AAG, onde não há espaço direito aos personagens e nem aos ambientes, mas sim às ações e a um certo megalomanismo que recentemente Bollywood vem pecando em usar. E não havia dito antes, mas Jai é Amitabh Bachchan. Não disse antes porque ele simplesmente ainda não era nada do que é hoje - ainda bem! Em Sholay não há superexposição de nenhum personagem; todos aparecem ao seu tempo e cada qual tem sua função clara e na medida certa.

Ao serem recrutados à dura missão, a dupla muda-se a um pequeníssimo vilarejo rural no meio do nada, onde mora o policial Thakur que os recrutou e que agora está aposentado. Gabbar e sua gangue rondam e infernizam a região a uns tempos, hora ou outra aparecendo na vila para recolherem suas provisões periódicas. Assim que chegam, conhecem Basanti (Hema Malini), uma bela moça que trabalha com sua charrete e que Veeru logo se encanta. Ficam hospedados na casa de Thakur, onde além dele mora somente mais uma viúva. Um mistério ronda a história dessa viúva e do próprio Thakur.

Com o desenrolar dos fatos, porém, após uma grande investida da gangue de Gabbar na vila, descobrimos que Thakur havia sofrido uma seríssima vingança de Gabbar, após este conseguir escapar da prisão. Gabbar havia simplesmente matado toda a família de Thakur (menos a esposa de um de seus filhos) e, para arrematar, corta os seus braços. É por isso que a dupla havia sido recrutada. E claro, se Veeru se apaixona pela moça da charrete, Jai acaba por se encantar pela viúva misteriosa.

O resto da história eu não preciso contar. Vejam por vocês mesmos que este filme, sim, merece - mesmo que eu tenha dito que ele não é um bom filme. E Sholay tem uma moral muito clara por trás dessa história toda, que é a lealdade entre dois amigos. A dupla de bandidos, no final, revela-se não só uma dupla de pessoas de muito caráter, mas também mostra como o amor e dedicação entre os dois supera qualquer coisa. Para nós pode parecer um pouco estranho, mas na Índia é isso mesmo. Além disso, notei outra característica nesse filme, que não sei se relaciona-se com o momento histórico com que o filme foi feito ou se há algo proposital por trás, mas no vilarejo hindus e muçulmanos convivem de maneira absolutamente pacífica, tolerante e fraterna. E nem parece haver tentativa de mostrar que isso é possível, como fazem propositadamente outros filmes mais recentes, isso simplesmente aparece de maneira super natural. E sim, Dharmendra e Hema Malini dão o toque todo especial à obra.

Ah sim, e na trilha sonora ainda temos o direito e honra de ouvir a legendária Lata Mangeshkar. Numa das cenas de música, inclusive, o tema central é o Holi, como recorrentemente tem que aparecer em Bollywood. Bom, então vejam o trailer do filme a seguir e em seguida a cena do Holi, com música cantada por Lata Mangeshkar. O melhor trailer que encontrei é esse, que está com legendas em alemão. Mas o que importa são as imagens.





Polegar Opositor

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Hoje, sem querer, descobri que nosso Cinema Indiano ganhou um prêmio não avisado duas semanas atrás, no dia 24 de abril. Por sorte descobri e agora posso compartilhar com vocês.

Trata-se do Prêmio Lemniscata, criado em Portugal para, segundo o criador, "pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos leitores". No fundo, sabemos que grande parte dos prêmios da blogosfera servem mesmo pra isso.

Quem me transferiu o prêmio foi o Diom, de Pelotas, Rio Grande do Sul, com seu blog Entre o Sagrado e o Profano. Diom, muito obrigado!!!

Agora, como em outras vezes, esbarro-me em um problema técnico-logístico-operacional que pode, eventualmente, barrar meu merecimento de receber tal premiação. Diz que para que este prêmio legitime-se, devo seguir as seguintes regras:

1. Responder à pergunta: "O que significa para si ser um Homo sapiens?";
2. Repassar o selo para outros 7 blogs merecedores.

Bom, a primeira parte é (quase) fácil e (acho que) respondo: para mim, ser Homo sapiens é ter um telencéfalo altamente desenvolvido e um polegar opositor (e viva a Ilha das Flores). O resto vem por consequência.

A segunda parte é que me complico, pois embora eu seja blogueiro e tal, não faz muito parte da minha rotina acompanhar tantos blogs assim; e 7 blogs é muito! Minha listinha ficaria da seguinte maneira:

Indi(a)gestão
Grand Masala
Poplex
EmFormol
Goriji