terça-feira, 29 de junho de 2010

IV Mostra de Bollywood e Cinema Indiano em São Paulo


Queridos, finalmente fechamos a programação da tão aguardada mostra de cinema indiano, que ocorrerá de 6 de julho a 5 de agosto, na Cinemateca, aqui em São Paulo. Durante um mês vocês poderão conferir grandes obras dos últimos cinquenta anos do cinema indiano, com alguns filmes já exibidos em mostras anteriores e outros tantos inéditos no Brasil. 

E este ano temos novidades não só no que diz respeito aos filmes exibidos, mas também a como a mostra foi preparada. Não só alguns dos filmes serão exibidos em 35mm, como também a maioria terá legendas em português. Dois terão legendas em espanhol e outros dois em inglês. Para conferir esses detalhes, veja a ficha técnica de cada filme no final da postagem.

E atenção, este ano a mostra cobrará ingressos, sendo R$8,00  a inteira e R$4,00 a meia.

Então programem-se e nos vemos lá! Segue o texto da Cinemateca:
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 IV MOSTRA DE BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO

06 de julho a 05 de agosto de 2010

A Cinemateca Brasileira, com o apoio do Consulado Geral da Índia em São Paulo e da Academia Internacional de Cinema (AIC), promove a quarta edição da MOSTRA DE BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO.

Iniciativa consolidada no calendário de programação da Cinemateca, conta com uma seleção imperdível de clássicos e produções recentes do cinema indiano. Com curadoria da cineasta Beatriz Seigner, diretora da primeira co-produção Brasil-Índia, Bollywood dream (2010), e do pesquisador do cinema indiano Ibirá Machado, a mostra é composta por 16 filmes, boa parte deles inéditos no Brasil. Pela primeira vez, os amantes do cinema indiano poderão assistir à maioria dos títulos em cópias 35mm trazidas especialmente para o Brasil pelo Consulado Geral da Índia.

Reunindo nomes consagrados da cinematografia indiana como Satyajit Ray, Mani Ratnam, Santosh Sivan, Shyam Benegal, Raj Kapoor, Rajaram Vankudre Shantaram, entre outros, a curadoria dedica especial atenção às produções que tratam de conflitos históricos ligados à formação da identidade da nação indiana. Dentro deste recorte, a mostra contempla clássicos como Garm hava (1973), de M.S. Sathyu, um dos únicos filmes indianos a tratar do impacto da divisão do país, em 1947, sobre a comunidade muçulmana. Garm hava foi indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1974. Mirch masala (1985), de Ketan Mehta, se passa na Índia sob o domínio britânico, e Dil Se.. (1998) é a última parte da trilogia do diretor Mani Ratnam dedicada ao terrorismo. Fechando este recorte, a mostra exibe novamente Theeviravaathi: The terrorist (1999), premiado filme de Santosh Sivan, comprado e distribuído nos Estados Unidos pelo ator John Malkovich.

Entre muitas atrações, merecem destaque especial clássicos como Awaara (1951), de Raj Kapoor, cineasta batizado por historiadores e fãs como o “Chaplin do cinema indiano”; A canção da estrada (1955), obra-prima de estreia do diretor Satyajit Ray, filme que deu origem à famosa Trilogia de Apu, premiado no Festival de Cannes de 1956; Do Ankhen Barah Haath (1957), de Rajaram Vankudre Shantaram, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 1958. Há também títulos raros como Ghare-Baire, também de Satyajit Ray, indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1984; Ankur (1974), de Shyam Benegal, considerado pela crítica um dos representantes do “Paralellal Cinema”, movimento de vanguarda conhecido como a Nouvelle Vague Indiana.

A IV MOSTRA DE BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO também inclui uma série de produções dos anos 2000 como Zubeidaa (2001), de Shyam Benegal, Hum tumhare hain sanam (2002), de K.S. Adiyaman, e Baghban (2003), de Ravi Chopra.

Não indicado para menores de 14 anos

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

PROGRAMAÇÃO

06.07 | TERÇA
SALA CINEMATECA BNDES
18h00 KANNATHIL MUTHAMITTAL
20h30 A CANÇÃO DA ESTRADA

07.07 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
19h30 AWAARA

08.07 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h00 DO ANKHEN BARAH HAATH
21h00 27 DOWN

09.07 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
15h00 ANKUR
17h30 GHARE-BAIRE

10.07 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
14h00 THEEVIRAVAATHI: THE TERRORIST
16h00 DIL SE..

11.07 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
19h30 ZUBEIDAA

13.07 | TERÇA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h30 DIL SE..

14.07 | QUARTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 ANKUR
20h30 ZUBEIDAA

15.07 | QUINTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 A CANÇÃO DA ESTRADA
20h30 GHARE-BAIRE

16.07 | SEXTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h30 27 DOWN
21h00 KANNATHIL MUTHAMITTAL

17.07 | SÁBADO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h00 AWAARA

18.07 | DOMINGO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
16h00 DO ANKHEN BARAH HAATH

20.07 | TERÇA
SALA CINEMATECA BNDES
19h30 PARDES

21.07 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h00 EK DIN PRATIDIN
20h00 BAGHBAN

22.07 | QUINTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h00 HUM TUMHARE HAIN SANAM

23.07 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h00 MIRCH MASALA
20h30 GARM HAVA

24.07 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
16h30 HUM TUMHARE HAIN SANAM
19h30 BAGHBAN

25.07 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
18h00 GARM HAVA
20h30 EK DIN PRATIDIN

27.07 | TERÇA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 THEEVIRAVAATHI: THE TERRORIST
20h30 MIRCH MASALA

28.07 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
19h30 DO ANKHEN BARAH HAATH

29.07 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
19h30 AWAARA

30.07 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h00 GARM HAVA
20h30 GHARE-BAIRE

31.07 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 EK DIN PRATIDIN
20h30 A CANÇÃO DA ESTRADA

01.08 | DOMINGO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
20h30 27 DOWN
SALA CINEMATECA BNDES
15h30 PARDES

03.08 | TERÇA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h00 ZUBEIDAA
 
04.08 | QUARTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h00 MIRCH MISALA

05.08 | QUINTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h00 BAGHBAN

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

27 down, de Awtar Krishna Kaul
Índia, 1974, 35mm, pb, 118’ | Legendas em inglês
Sudhir Dalvi, Om Shivpuri, Sadhu Meher, M.K. Raina
Menino vive com o pai, um motorista de trens, numa pequena cidade da Índia. Depois de um acidente, seu pai torna-se bilheteiro da estação e o garoto começa a gastar seus dias perambulando em meio aos vagões. Quando jovem, ele encontra numa de suas viagens uma bela jovem com quem passa a se relacionar. Acreditando que ela está apaixonada, é supreendido quando a moça o apresenta a um velho, na verdade, seu marido. Insatisfeito, o rapaz empreende uma busca para tentar descobrir os motivos que levaram-na a mentir para ele. Premiado no Festival de Locarno de 1974.
qui 08 21h00 | sex 16 18h30 | dom 01 20h30

Ankur, de Shyam Benegal
Índia, 1974, 35mm, cor, 131’ | Legendas em inglês | Exibição em DVCam
Shabana Azmi, Sadhu Meher, Anant Nag, Dalip Tahil
Mulher vive com o marido num humilde vilarejo indiano. O esposo é surdo-mudo e, juntos, eles trabalham para um rico senhor. A situação de ambos altera-se radicalmente quando o filho do proprietário, de regresso à casa paterna, apaixona-se por ela. Indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1974, Ankur foge aos padrões de linguagem do cinema comercial indiano. É considerado pela crítica um dos representantes do “Paralellal Cinema”, movimento de vanguarda também conhecido como a Nouvelle Vague Indiana.
sex 09 15h00 | qua 14 18h00

Awaara, de Raj Kapoor
Índia, 1951, 35mm, pb, 193’ | Legendas em português
Prithviraj Kapoor, Raju, Nargis, Leela Chitnis
Rapaz é abandonado pelo pai, um juiz, anos depois de sua mãe ter sido expulsa de casa. Desamparado, aproxima-se de um punguista, mas, tempos depois, descobre que o malandro foi o responsável pela crise que encerrou o casamento de seus pais. Revoltado, ele mata o homem e é preso. No julgamento, terá como advogada de defesa uma antiga namorada e, como juiz, seu próprio pai. Ator, produtor e cineasta, Raj Kapoor recebeu de historiadores e fãs o título de “Chaplin do cinema indiano”. Seus filmes alcançaram enorme sucesso não só na Índia, chegando a circular pelo Oriente Médio, União Soviética e China. O vagabundo concorreu ao Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 1953.
qua 07 19h30 | sáb 17 19h00 | qui 29 19h30

Baghban, de Ravi Chopra
Índia, 2003, 35mm, cor, 183’ | Legendas em português
Amitabh Bachchan, Hema Malini, Paresh Rawal, Lillete Dubey
Casal de indianos dedicou-se a vida toda para os filhos, investindo suas economias para o bem-estar de todos, dando-lhes amor e conforto. Quando o pai decide se aposentar, nenhum dos quatro filhos biológicos se dispõem a cuidar dos pais e eles passam a depender da hospitalidade de estranhos até o dia em que velho resolve escrever um livro narrando a dura experiência familiar.
qua 21 20h00 | sáb 24 19h30 | qui 05 19h00
 
A canção da estrada (Pather Panchali), de Satyajit Ray
Índia, 1955, 35mm, pb, 122’ | Legendas em português
Kanu Bannerjee, Karuna Bannerjee, Subir Bannerjee, Uma Das Gupta
Obra-prima de estreia do diretor Satyajit Ray, filme que deu origem à famosa Trilogia de Apu. Filme moderno que dialoga com o neo-realismo italiano, com o cinema de Jean Renoir e com o cinema clássico americano. Menino vive com a família num pobre vilarejo indiano. Seu pai, um curandeiro sonhador e poeta é forçado a deixar a casa onde moram para buscar trabalho. Premiado no Festival de Cannes de 1956.
ter 06 20h30 | qui 15 18h00 | sáb 31 20h30
 
Dil Se.., de Mani Ratnam
Índia, 1998, 35mm, cor, 163’ | Legendas em português
Shahrukh Khan, Manisha Koirala, Preity Zinta, Raghuvir Yadav
A serviço de uma rádio, descendente de militares viaja pela Índia na tentativa de fazer entrevistas sobre o 50º aniversário da Independência Indiana. Numa de suas jornadas, apaixona-se por uma bela e misteriosa mulher envolvida em atentados terroristas. Melodrama político, Dil Se.. é a última parte da trilogia do diretor Mani Ratnam dedicada ao terrorismo. Premiado no Festival de Berlim de 1998.
sáb 10 16h00 | ter 13 19h30

Do ankhen barah haath, de Rajaram Vankudre Shantaram
Índia, 1957, 35mm, pb, 143’ | Legendas em português
Rajaram Vankudre Shantaram, Sandhya, Ulhas, B.M. Vyas
Guarda de uma prisão tenta reabilitar seis terríveis assassinos levando-os para trabalhar numa fazenda abandonada. Para compor a história do filme, baseada em fatos reais, o cineasta inspirou-se nos preceitos da filosofia de Gandhi. Clássico da cinematografia indiana, foi premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 1958. Além disso, foi também indicado ao Globo de Ouro em 1959.
qui 08 18h00 | dom 18 16h00 | qua 28 19h30

Ek din pratidin, de Mrinal Sen
Índia, 1979, 35mm, cor, 95’ | Legendas em espanhol
Mamata Shankar, Gita Sen, Sreela Majumdar, Satya Banerjee
Como todos os dias, uma família aguarda ansiosamente a chegada de uma de suas filhas – uma operária que sustenta toda a casa. No entanto, nesta noite, a jovem não retorna para o lar depois do trabalho. À medida em que as horas passam, a espera dos familiares torna-se cada vez mais angustiante até chegar ao desespero. Diretor de orientação marxista, Mrinal Sen é autor de obras de forte cunho político. Ek din pratidin concorreu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1980.
qua 21 18h00 | dom 25 20h30 | sáb 31 18h30

Garm hava, de M.S. Sathyu
Índia, 1973, 35mm, cor, 146’ | Legendas em espanhol
Balraj Sahni, A.K. Hangal, Gita Siddharth, Jamal Hashmi
A dramática situação de uma família muçulmana que decide permanecer na Índia após a divisão do país em 1947 – a partilha, resultado do movimento de independência chefiado por Mahatma Gandhi, levou à criação da República da Índia e da República Islâmica do Paquistão.
Considerado uma das expressões da vanguarda do Paralellal Cinema, Garm hava é um dos únicos filmes indianos a tratar do impacto da divisão do país sobre a comunidade muçulmana. Concorreu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1974.
sex 23 20h30 | dom 25 18h00 | sex 30 18h00
 
Ghare-Baire, de Satyajit Ray
Ìndia, 1984, 35mm, cor, 140’ | Legendas em português
Soumitra Chatterjee, Victor Banerjee, Swatilekha Chatterjee, Gopa Aich
Desafiando tradições familiares, mulher é incentivada pelo marido a ter uma educação liberal e universitária. A relação entre ambos é abalada quando seu marido a apresenta para um amigo engajado nas lutas contra a Coroa britânica. Neste filme, Satyajit Ray trata da emancipação da mulher num contexto de repressão e controle social. Concorreu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1984.
sex 09 17h30 | qui 15 20h30 | sex 30 20h30

Hum tumhare hain sanam, de K.S. Adiyaman
Índia, 2002, 35mm, cor, 172’ | Legendas em português
Salman Khan, Shahrukh Khan, Madhuri Dixit, Atul Agnihotri
Homem se casa com a mulher por quem foi apaixonado desde a infância. Apesar do amor que a esposa lhe dedica, ele passa a suspeitar que ela tenha um caso amoroso com um velho amigo, a quem conhece desde menina. Incitado pelo ciúme, o marido pede o divórcio. Ainda que ela suplique, seu ódio cresce a cada dia.
qui 22 19h00 | sáb 24 16h30
 
Kannathil Muthamittal, de Mani Ratnam
Índia, 2002, 35mm, cor/pb, 123’ | Legendas em português
Madhavan, J.D. Chakravarthi, Nandita Das, P.S. Keerthana
Incitada pelo marido, membro do grupo separatista Tamil Tiger, uma mulher entrega a filha para a adoção. Tempos depois, a fim de conhecer seus pais biológicos, a menina, já com nove anos, decide voltar para casa e é envolvida pela guerra civil que acomete a região. Sua mãe terá de lidar com a possibilidade de ela se tornar uma das crianças guerrilheiras do Tamil Tiger.
Premiado no Festival de Cinema de Jerusalém de 2003.
ter 06 18h00 | sex 16 21h00
 
Mirch masala, de Ketan Mehta
Índia/Inglaterra, 1985, 35mm, cor, 128’ | Legendas em português
Ram Gopal Bajaj, Benjamin Gilani, Mohan Gokhale, Nina Kulkarni
Na Índia sob o jugo britânico, uma mulher dá uma surra num fiscal de impostos que quer obrigá-la a se deitar com ele. Ela se esconde dos soldados que saem em seu encalço colocando toda os moradores da cidade onde mora na luta contra as autoridades.
sex 23 18h00 | ter 27 20h30 | qua 04 19h00

Pardes, de Subhash Ghai
Índia, 1997, 35mm, cor, 191’ | Legendas em português
Shahrukh Khan, Amrish Puri, Mahima Chaudhry, Apoorva Agnihotri
Bem-sucedido nos negócios, indiano vive nos Estados Unidos mas sente saudades de sua terra natal. A fim de encontrar uma mulher para seu filho, ele resolve então voltar para a Índia. Encontra a futura nora na casa de um velho amigo e, tempos depois, os dois jovens se casam e passam a morar também nos Estados Unidos. No entanto, logo a moça descobre que seu marido tem um especial gosto por bebidas alcóolicas.
ter 20 19h30 | dom 01 15h30
 
Theeviravaathi: The terrorist, de Santosh Sivan
Índia, 1999, 35mm, cor, 95’ | Legendas em português | Exibição em betacam digital
Ayesha Dharker, K. Krishna, Sonu Sisupal, Vishwas
Produção independente inspirada por eventos em torno do assassinato do ex-Primeiro Ministro Rajiv Gandhi. Jovem se alia a uma organização terrorista e voluntaria-se para matar um político num ataque suicida. Em meio aos preparativos, ela descobre que está grávida. Hesitante, passa a questionar a natureza do sacrifício que está prestes a fazer. Primeiro filme indiano exibido no Sundance Film Festival, foi comprado e distribuído nos Estados Unidos pelo ator John Malkovich.
sáb 10 14h00 | ter 27 18h30

Zubeidaa, de Shyam Benegal
Índia, 2001, 35mm, cor, 153’ | Legendas em português
Karisma Kapoor, Rajit Kapoor, Surekha Sikri, Amrish Puri
Filha de cineasta, uma jovem trabalha secretamente como atriz. Ao tomar conhecimento do  ofício da filha, o pai a proíbe de atuar e lhe arranja um casamento. Ela dá luz a um filho e tudo parece estar bem quando uma briga familiar faz com que seu marido peça o divórcio. Atriz consagrada, uma das principais estrelas de Bollywood, Karisma Kapoor interpreta o papel da jovem Zubeida.
dom 11 19h30 | qua 14 20h30 | ter 03 19h00
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domingo, 27 de junho de 2010

Boman Irani - बोमन इराणी

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Boman Irani é no mínimo uma pessoa curiosa. Considerando sua idade, começou bem tarde no cinema, mas conseguiu consolidar seu lugar ali dentro - e em muitos (vários!) casos, decisivos. Seus papéis costumam ser muito caricatos, mas isso não tira dele o mérito da qualidade do que faz, conseguindo construir personagens cômicos e ao mesmo tempo vilões com uma destreza que só ele. 

E o cinema indiano precisa - e vive - de pessoas com essa qualidade. E acho que, talvez mais do que todos que conheço, Boman tem a capacidade de construir personagens que escondem de tal maneira o Boman que, se não sabemos de antemão quem é o ator, podemos seguir sem saber.

Boman nasceu em uma família parsi, lá nos idos do dia 1 de outubro de 1956, em Mumbai. Formou-se na Mithibai College, em Mumbai, pela qual conseguiu um diploma de engenheiro. No entanto, ele acabou indo trabalhar como camareiro (isso mesmo) no famosíssimo Taj Mahal Palace And Tower Hotel. Mais tarde, uniu-se à sua mãe pra trabalhar com ela em uma antiga padaria da família. Nessa época, ele criou uma franquia da Uncle Chips, mas que logo fechou em prejuízo.

Isso era já no final da década de 80. Naquele momento, Boman acabou virando um fotógrafo profissional, coisa que faz até hoje. Mas também naquela época, ele iniciou sua carreira no teatro, embora já tivesse bastante contato com isso desde os tempos de escola.

Seu primeiro grande mestre no teatro foi Ayque Padamsee (que fez Jinnah no filme Gandhi). De lá pra cá, Boman já conta com cerca de 40 peças de teatro na bagagem, embora tenha diminuído bastante o ritmo desde que entrou pro cinema.

Inicialmente, Boman começou atuando em alguns comerciais televisivos. Não muito depois, ele já estava de coadjuvante no primeiro filme, Josh (2000), protagonizado por Shahrukh Khan e Aishwarya Rai. No ano seguinte, apareceu na estreia de Rahul Bose na direção, no filme Everybody Says I'm Fine. Em 2002, então, veio Let's Talk.

E então chegou 2003 e sua vida mudou. Boman apareceu na comédia Munna Bhai M.B.B.S., de Rajkumar Hirani, ao lado de Sanjay Dutt, com um papel tão cômico que lhe rendeu uma indicação ao prêmio de melhor comediante, no Filmfare Awards.

Em 2004, então, ele já estava sendo indicado de novo ao prêmio de melhor comediante por seu papel em Main Hoon Naa. No mesmo ano, Boman também apareceu em Lakshya Veer-Zaara. Daí veio 2005 e ele apareceu em nada menos que 10 filmes, dos quais se destacam Page 3, Waqt: The Race Against Time, No Entry, Maine Gandhi Ko Nahin Mara e Being Cyrus.

No ano seguinte, Boman repetiu a dose na continuidade da série Munna Bhai, sendo, dessa vez, indicado ao prêmio de melhor vilão em Lage Raho Munna Bhai. Sua performance em Khosla Ka Ghosla e Don - The Chase Begins Again foram também bastante elogiadas.

Em 2007, ele estava em Heyy Babyy, Eklavya: The Royal Guard e Dhan Dhana Dhan Goal. No ano seguinte, destacou-se em Dostana, Yuvvraaj, Kismat Konnection e Sorry Bhai!. Até que, em 2009, repetindo de novo seu recorde de 10 filmes em um mesmo ano, Boman Irani levou seu primeiro Filmfare Award de melhor ator coadjuvante por seu papel no excelente 3 Idiots, também de Rajkumar Hirani, ao lado de Aamir Khan.

Em 2010, o terceiro episódio da série Munna Bhai traz Boman de volta, em Munnabhai Chale Amerika. Também está em Banda Yeh Bindaas Hai, ao lado de Salman Khan, em Teen Patti, ao lado de Amitabh Bachchan e Sir Ben Kingsley, e também em Mirch, Jaane Kahan Se Aayi Hai e em Housefull.
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sábado, 19 de junho de 2010

Entrevista com Giselli Monteiro

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Caros, hoje tenho a honra de compartilhar com vocês uma entrevista que fiz com Giselli Monteiro, a nossa já conhecida modelo e atriz brasileira que vem balançando Bollywood. Ela conta um pouco como foi que chegou à maior indústria de cinema da Índia, revela um pouco dos bastidores da gravação de Love Aaj Kal e adianta pequenos detalhes sobre seu próximo filme, já gravado. Mostra ser uma garota corajosa e realmente disposta a aprender cada vez mais. Confiram:

Cinema Indiano: Giselli, em primeiro lugar, muito obrigado pela oportunidade da entrevista. Conte um pouco pra nós como foi seu caminho até ser escalada pro filme Love Aaj Kal.
Giselli Monteiro: Na minha primeira viagem à Índia, vim com a intenção de trabalhar como modelo. Nos meus primeiros 20 dias na Índia conheci Imtiaz Ali, o diretor do meu primeiro filme (Love Aaj Kal), que após o meu teste de vídeo ria da tamanha ironia pois, segundo ele eu me encaixava no papel da típica indiana dos anos 60, pela qual ele já havia procurado por toda Índia.

CI: Eu li em uma entrevista que você tinha esse sonho de ir pra Mumbai, já que tantos achavam que você era indiana. Mas você já sonhava com essa possibilidade de fazer parte de Bollywood?
GM: Não, na verdade caí aqui de paraquedas, quando me dei por conta já estava gravando.

CI: Você conhecia Bollywood antes de ir pra Índia? Já tinha visto filmes indianos?
GM: Pra ser sincera a minha imagem sobre Bollywood antes de morar aqui era restrita, não tinha muito conhecimento sobre a cultura da Índia. Já tinha visto poucos filmes de Bollywood antes de vir pra cá porque morei em Singapura, lugar onde há muitos indianos.

CI: Quando você recebeu a proposta de ter um papel no filme, você teve medo de não dar conta, tendo em vista que não falava a língua e nem tinha prática com dança?
GM: Não me lembro de nenhum momento de medo. Embora o desafio ainda ser grande, as pessoas com quem trabalhei até então, os atores e diretores foram sempre compreensivos, o que tornou tudo mais fácil.

CI: Conte-nos como foi o processo de filmagem para Love Aaj Kal, ao lado de celebridades do nível de Saif Ali Khan e Deepika Padukone. Eles te ajudaram?
GM: Não tive oportunidade de gravar com a Deepika Padukone, mas o Saif foi muito querido durante toda a gravação. Sempre me ajudava com as falas da próxima cena e vivia me dando conselhos de atuação.

CI: E como foi a recepção do público indiano ao saberem que você é brasileira e não punjabi, como pensavam? Acha que eles estão preparados para uma atriz estrangeira efetivamente engrenar em Bollywood?
GM: Após o lançamento do filme as pessoas ficaram muito curiosas pra saber quem era aquela Punjab Kudi (menina do Punjabi). E muitos ao descobrirem que sou brasileira ficaram chocados, outros preferiram não acreditar, queriam manter a minha identidade como a indiana da vila. Existem atrizes estrangeiras que fazem muito sucesso por aqui.

CI: Fiquei sabendo que você está estudando hindi. Isso é verdade? E quanto à dança? Começou ou vai fazer aulas? 
GM: Sim é verdade, como retornei de férias agora, estou recomeçando as aulas de Hindi. Até então as aulas de dança foram voltadas para os filmes.

CI: Em seu novo filme, Always Kabhi Kabhi, você também terá papel de destaque? E teremos atores famosos ao seu lado, de novo?
GM: O filme conta a história de quatro amigos que estão terminando o colegial, duas meninas e dois meninos, sou uma dessas meninas e os outros atores são estreantes no cinema. O filme tem como produtor Shah Rukh Khan.

CI: Já há propostas para novos filmes?
GM: Há propostas mas nada confirmado.

CI: Você está gostando de morar em Mumbai? O que mais te atrai aí?
GM: Gosto muito de morar aqui. Acho que o que mais me atrai aqui é o fato de eu ter sempre que aprender tudo todos os dias. Me desafio sempre que tenho um script novo.

CI: E, por fim, uma pergunta que nós sempre gostamos de saber. Há algum filme indiano que seja seu favorito?
GM: My Name is Khan, me fez chorar quando assisti em hindi e sem legendas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mithya (2008) - मिथ्या

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Mithya (Falso) é uma excelente comédia de ação escrita e dirigida por Rajat Kapoor (sim, ele também dirige!) e com produção totalmente independente. Isso significa que, apesar de ser falado em hindi, o filme não pertence a Bollywood.

E sim, como seria praticamente inevitável, sendo escrito e dirigido por Rajat Kapoor, é evidente que o filme estrele Ranvir Shorey e Vinay Pathak, após o sucesso dos três em Bheja Fry. E Mithya também conta com Naseeruddin Shah e Neha Dhupia.

Ranvir Shorey é VK, um ator de segunda classe que sonha em ser grande estrela de Bollywood, além de ser encantado por Sonam (Neha Dhupia), esta sim uma estrela do cinema. Mas sua obsessão não ajuda em nada para alavancar sua carreira, que na verdade nem existe.

Acontece que, um dia, ele é então sequestrado. Logo fica sabendo que ele é idêntico a um chefão mafioso, o Raje Bhai, e quem o sequestra é uma gangue inimiga, cujo chefão é Gavde (Naseeruddin Shah) e que, coincidentemente, tem Sonam como sua amante. E o plano é ambicioso: matariam Raje Bhai e, sem que sua gangue soubesse, VK seria colocado no lugar dele para, então, acabar com a máfia de Raje Bhai. Nada melhor do que se infiltrar no lado inimigo sendo o próprio mandante, afinal.

E VK logo se anima com a ideia, porque seria uma excelente oportunidade de colocar à prova toda sua capacidade de atuação. De fato, ele até se supera tão logo o plano é colocado em prática. Raje Bhai é assassinado e ele encarna o don de maneira perfeita. Ninguém percebe que ele não é de fato ele, por mais que VK temesse profundamente que o reconhecessem pela voz.

Mas quem disse que a história deve ser simples? O destino se impõe a todos no momento em que, num acidente banal, VK, travestido de Raje Bhai, cai, bate a cabeça e perde a memória por completo.

É daí que entra em cena o terceiro personagem de Ranvir Shorey no filme. Não é mais VK, nem Raje Bhai; é um ser humano sem lembranças, sem bagagem. E, definitivamente, o filme é mesmo de Ranvir Shorey. Os outros atores aparecem totalmente de maneira secundária, embora também brilhem no que façam - sobretudo Vinay Pathak e Naseeruddin Shah, sempre incríveis.

E Rajat Kapoor, que já havia dirigido oito filmes antes desse, fez aqui sua obra prima, sem sombra de dúvidas. Tanto na direção quanto no roteiro (escrito também por Saurabh Shukla), deixando o filme imprevisível a cada segundo. Mas, curiosamente, apesar das críticas super positivas, nem o filme, nem Rajat e nem nenhum ator receberam indicação alguma a prêmios.

Mas isso não importa. Mithya entrou como um grande exemplar do que a Índia vem fazendo paralelamente à grande indústria, sem, porém, ter que fazer filmes muito sérios para ser de arte. Assistam. O trailer abaixo não condiz exatamente com o filme, mas coloco mesmo assim. Confiram:

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Taare Zameen Par na Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

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Neste sábado, dia 19 de junho, tem início a 9ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, no Teatro Governador Pedro Ivo, na capital catarinense. A Mostra vai até o dia 4 de julho.

Mas o que importa aqui pra gente é que já no sábado será exibido nosso querido Taare Zameen Par, às 18h. A programação da mostra diz que essa exibição é pré-estreia internacional deste filme, mas confesso que não sei o que isso quer efetivamente dizer, já que nada, até este momento, chegou a meus ouvidos em relação a este filme, finalmente, vir ao Brasil.

Devo ressaltar, porém, que, assim como disse sobre a Mostra Internacional do Rio, desta vez o filme também está com o infeliz nome de "Somos Todos Diferentes", descaracterizando o próprio sentido do filme em si. E afinal, todos já conhecemos a obra com sua tradução literal do título, ou seja, "Como Estrelas na Terra".

De qualquer forma, críticas tendo sido feitas à parte, é mais um imenso ganho que temos. Embora esteja em uma mostra de cinema infantil, ele está claramente dirigido a pais e professores, como está escrito na programação. Afinal, este filme não é mesmo para crianças.

Pois então quem estiver em Florianópolis já neste fim de semana não perca a exibição de Taare Zameen Par. Para mais detalhes de toda a programação, confira o site da Mostra.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Deepika Padukone - ದೀಪಿಕಾ ಪಡುಕೋಣೆ

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Deepika Padukone, a despeito de sua já inegável fama, é um rosto novo no cinema indiano. Começou num filme kannada em 2006, mas sua projeção inevitável ocorreu no ano seguinte, com o indiscutível Om Shanti Om.

No dia 5 de janeiro de 1986, Deepika nascia em Copenhage, na Dinamarca. Seu pai, Prakash Padukone, é um aposentado jogador de badminton (peteca com raquetes), com reconhecimento internacional, e sua mãe é uma agente de viagens. Quando Deepika tinha quase um ano de idade, mudaram-se de volta a Bangalore, na Índia. Ela também tem uma irmã mais nova, chamada Anisha.

Em Bangalore, Deepika estudou na Sophia High School e, depois, foi pra Mount Camel College. Enquanto estava na escola, ela treinava com o time estadual de badminton. Embora fosse uma jogadora de destaque, ela acabou não seguindo na carreira esportiva. Outro futuro a aguardava.

E foi então quando ela estava na faculdade que a carreira de modelo despontou no horizonte. Após um concurso de modelos em Bangalore, Deepika foi escalada por uma agência e logo começou a trabalhar pra várias marcas indianas e internacionais, como a Close-Up (pasta de dentes) e a Maybelline (esta última utilizou Deepika como sua modelo internacional). E não tardou para que, em 2006, ela fosse eleita a modelo do ano pela Kingfisher Fashion Awards, que culminou com sua escalação pra ser a representante oficial da Kingfisher Airlines (uma das principais companhias aéreas regionais da Índia) e da Levi's India.

E então, obviamente, no mesmo ano Deepika foi imediatamente escalada pra um filme de Sandalwood, em seu estado natal, o Karnataka, chamado Aishwarya (somente o nome é o mesmo de Aish, a Famosa). Mas algo muito mais recheado a aguardava no ano seguinte. Deepika estrelou, em 2007, o filme Om Shanti Om, ao lado de Shahrukh Khan, consagrando-se como rosto novo e promissor de Bollywood. Mas o mais importante disso é que este filme teve imenso sucesso fora da Índia, sobretudo na Alemanha, projetando Deepika de uma maneira ainda inesperada para a garota. Pelo filme, ela levou o prêmio de melhor atriz estreante no Filmfare Awards e no IIFA, além de ter já sido indicada ao prêmio de melhor atriz em ambas as premiações.

Em 2008, então, ela esteve somente em Bachna Ae Haseeno, ao lado de Ranbir Kapoor, tendo feito um considerável sucesso. No ano seguinte, Chandni Chowk to China, apesar das promessas, fracassou totalmente na Índia. Mas, ainda em 2009, Love Aaj Kal, ao lado de Saif Ali Khan, foi um dos maiores sucessos do ano.

Em 2010 ela esteve em Karthik Calling Karthik, ao lado de Farhan Akhtar, sendo razoavelmente bem recebido, e em Housefull, ao lado de Akshay Kumar, sendo já um dos maiores sucessos do ano. 

E ela está filmando, nesse momento, Khelein Hum Jee Jaan Sey, ao lado de Abhishek Bachchan e dirigido por Ahsutosh Gowariker, e Break Ke Baad, no qual contracenará com Imran Khan.

De março de 2008 a novembro de 2009 Deepika esteve junto de Ranbir Kapoor, estando agora solteira. Ele também está, aliás.
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