quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Repescagem da Mostra Cinema Indiano Contemporâneo no MAM do Rio

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Amigos, pra deleite dos fãs de cinema indiano do Rio de Janeiro - e ainda pra alegria dos que perderam a mostra de agosto - o MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio irá receber uma repescagem com alguns dos filmes que estiveram na mostra mês passado, na Caixa Cultural.

E a repescagem já começa nessa quinta feira, dia 16 de setembro, às 18h30, com Dil Chahta Hai, e termina no dia 26, com a exibição de Koi... Mil Gaya. Serão oito filmes reexibidos agora no MAM, mas que não irão ter mais de uma sessão cada. Portanto, programem-se e bora pro Aterro do Flamengo ter mais um respiro de cinema indiano em terras cariocas.

quinta 16, 18h30

Faça o que o seu coração mandar (Dil Chahta Hai), de Farhan Akhtar. 

Índia, 2001, 183 minutos. Classificação livre. Legendas em espanhol.

A
história de três amigos de faculdade e a transição para a vida adulta. Cada um deles tem uma perspectiva totalmente diferente da vida e do amor. Protagonizado pelo admirável Aamir Khan. O filme se destaca pela linguagem bem contemporânea nos números musicais, que incorpora a cultura dos jovens da classe média metropolitana que freqüenta discotecas. Premiado como Melhor Longa-Metragem no National Film Award de 2002. Baseado em anotações do diretor e roteirista Farhan Akhtar sobre suas viagens à Goa e sobre o mês que ele passou em Nova York em 1996. Com Aamir Khan, Saif Ali Khan, Akshaye Khanna, Preity Zinta, Dimple Kapadia.


Sexta 17, 18h30

Zubeidaa (Zubeidaa), de Shyam Benegal. 

Índia, 2001, 150 minutos. Classificação livre.  Legendas em português.

Riyaz Masud é um jornalista que quer conhecer melhor a história da mãe, de quem não se recorda bem, e que faleceu misteriosamente. Através de depoimentos das pessoas que a conheceram e dos pertences que ela deixou para trás, o filme narra a descoberta da história de Zubeidaa, única filha de um cineasta muçulmano, que atuava em filmes secretamente. Capítulo final da trilogia biográfica feita por Benegal, que começou com Mammo (1994) e continuou com Sardari Begum (1996), baseada em histórias reais de mulheres indianas contadas por Khalid Mohammed, crítico de cinema que virou cineasta. O filme obteve o prêmio nacional de Melhor Filme de Longa-Metragem em hindi e prêmio da crítica de Melhor Atriz para Karisma Kapoor no National Film Awards. Com Karisma Kapoor, Rekha, Manoj Bajpai, Rajit Kapoor, Amrish Puri, Farida Jalal, Lillete Dubey e Shakti Kapoor.

 

sábado 18, 18h
Um beijo na bochecha (Kannathil Muthamuttal), de Mani Ratnam. 

Índia, 2002, 130 minutos. Classificação livre.  Legendas em espanhol.

O filme narra a história da pequena Amudha, uma menina adotada pelo casal Thiru e Indira, e criada com dois irmãos pequenos. Ela é uma criança feliz e não sabe a verdade sobre sua origem, até que o casal decide contar sobre a sua adoção no dia de seu aniversário de nove anos. Através do olhar de Amudha, Mani Ratnam apresenta um impactante e sensível retrato da ilha de Sri Lanka na época da Guerra Civil. Premiado no Festival de Toronto em 2002 e selecionado para representar a Índia no Festival de Cannes em 2004. Com R. Madhavan, Simran Bagga, J.D. Chakravarthy, Nandita Das, P. S. Keerthana e Prakash Raj.

domingo 19, 16h

Bombaim (Mumbai), de Mani Ratnam. 

Índia, 1995, 140 minutos. Classificação 12 anos.  Legendas em inglês.  

Shekhar é um homem de uma tradicional família hindu que, ao voltar de férias para a pequena aldeia em Tamil Nadu para visitar seus pais, apaixona-se por Shaila Bano, uma mulher muçulmana da região. Os dois casam-se contra a vontade das duas famílias, e se mudam para Bombaim, onde ele passa a trabalhar como repórter de um grande jornal diário. Pouco tempo depois o casal tem filhos gêmeos e a família começa a viver bem a sua nova vida. No entanto, as crescentes tensões religiosas trazem mudanças e ameaçam abalar e desagregar a família. O filme é baseado em acontecimentos reais ocorridos no sul da Índia durante o violento período de conflitos religiosos que ocorreu entre dezembro de 1992 e janeiro de 1993 e causou grande controvérsia na pós-libertada Índia por representar conflitos inter-religiosos, tendo sua exibição banida em Cingapura e na Malásia. Foi uma das maiores bilheterias da indústria cinematográfica Chennai, tendo sido muito bem recebido pelo público e pela crítica. Com Arvind Swamy, Manisha Koirala, Tinnu Anand, Nasser, Sonali Bendre, Prakash Raj.

quinta 23, 18h30

Do coração (Dil Se…), de Mani Ratnam. 

Índia, 1998, 140 minutos. Classificação 12 anos.  Legendas em português.

Segundo a literatura árabe antiga, o amor é classificado em sete diferentes tonalidades: atração, paixão, amor, reverência, adoração, obsessão e morte. Essa é uma viagem através destas sete cores, num belo percurso estético e político através da história de Amarkant Varma, um homem que viaja pela Índia a serviço de uma rádio de alcance nacional, na tentativa de fazer entrevistas sobre o 50º aniversário da independência indiana. Numa de suas jornadas, apaixona-se por Meghna, uma misteriosa mulher que revelará-se envolvida em atentados terroristas. Premiado com uma menção especial no Festival de Berlim, é a última parte da trilogia que o diretor Mani Ratnam dedicou ao terrorismo. Foi o primeiro filme indiano a entrar no Top 10 das bilheterias na Inglaterra. Com Shahrukh Khan, Manisha Koirala e Preity Zinta.

Sexta 24, 18h30

Devdas (Devdas), de Sanjay Leela Bhansali. 

Índia, 2002, 185 minutos. Classificação 12 anos.  Legendas em espanhol.

Um dos maiores clássicos do cinema indiano, baseado no famoso romance homônimo do escritor bengalês Sharat Chandra Chattopadhyay. O filme conta a história de Devdas, que depois de muito tempo ausente, retorna à Índia, após concluir seus estudos em direito na Inglaterra. Sua família é muito rica e vive em uma mansão numa vila em Bengali, que têm como vizinhos uma outra família cuja filha Paro cresceu com Devdas. Dessa amizade entre os dois, nasce uma relação de amor que até os tantos anos distantes não foi capaz de apagar. Após o retorno de Devdas tudo parece correr bem para que ambos fiquem juntos, mas a família dele impede que o casamento aconteça, o que o leva a sair de casa e a seguir sua vida com sofrimento. O filme é a terceira filmagem deste clássico da literatura indiana, sendo esta a primeira versão colorida. Foi a mais cara produção indiana até o seu lançamento, consumindo quase 20 milhões de reais. Exibido no Festival de Cannes de 2002 e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2003. Com Shahrukh Khan, Madhuri Dixit, Aishwarya Rai, Jackie Shroff e Kirron Kher.

sábado 25, 16h

Lagaan – a coragem de um povo (Lagaan: Once Upon a Time in India), de Ashutosh Gowariker. 

Índia, 2001, 224 minutos. Classificação livre.  Legendas em inglês. 

É 1893 na vila de Champaner, no estado do Gujarat, em uma Índia sob o domínio britânico. A seca está castigando os camponeses e o Rajá (príncipe hindu) encontra-se com o comandante inglês da região, o Capitão Russel, para pedir uma redução dos impostos sobre a terra, chamada Lagaan. Sem explicações, o Capitão decide aumentar ainda mais os impostos e os camponeses, desesperados, vão pedir ajuda ao Rajá. Chegando à propriedade do Raja, os camponeses presenciam que o Rajá está assistindo a uma partida de críquete com o Capitão britânico, e um dos camponeses, Bhuvan, diz que o jogo é imbecil. Depois do comentário de Bhuvan, o Capitão propõe um desafio: a suspensão de três anos de impostos caso os camponeses vençam os ingleses numa partida de críquete. Bhuvan aceita a aposta, para desespero dos demais camponeses, pois a perda do jogo implicará num novo aumento das taxas. O filme é praticamente todo feito em cenários externos, fora de estúdios. Somando os prêmios recebidos, Lagaan levou quase 50 premiações, incluindo oito no Filmfare Awards e sete no National Film Awards, alé da indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

domingo 26, 16h

Você não está sozinho (Koi… Mil Gaya), de Rakesh Roshan.

Índia, 2006, 176 minutos. Classificação livre.  Legendas em português.  

Uma ficção científica de Bollywood. O cientista Sanjay Mehra inventa um computador capaz de entrar em contato com alienígenas. Sua felicidade logo é interrompida quando os cientistas de um centro de pesquisa zombam dele e se recusam a acreditar em suas descobertas. Quando está voltando para casa, acompanhado de sua esposa grávida, eles veem uma espaçonave e, na confusão, perdem o controle do carro e sofrem um acidente. Apenas a mulher sobrevive, e o seu filho, Rohit nasce com danos cerebrais. Anos mais tarde, Rohit já é um homem, mas com uma mentalidade de criança. Ele faz amizade com a filha do prefeito da cidade, Nisha e estabelece uma relação afetuosa com ela. Um dia, Rohit e Nisha encontram o computador de Sanjay e seguem as instruções dadas pela máquina. Na mesma noite, sua cidade é visitada por uma espaçonave e um dos alienígenas é deixado para trás. Muitos consideram que o filme é uma adaptação do conto “The alien”, escrito Satyajit Ray, que a princípio também originou E.T. – o extraterrestre (1982), de Steven Spielberg. Foi um grande sucesso na Índia, exibido também no Festival de Cinema de Jerusalém e no Festival de Cinema da Dinamarca. Com  Rekha, Hrithik Roshan, Preity Zinta, Rakesh Roshan, Rajeev Verma, Prem Chopra.
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13 comentários:

Isa disse...

Acho que tô lá pra ver Zubeidaa, quem sabe Devdas, né? Pena que não vai ter 3 Idiots.

Ibirá Machado disse...

Vá ver todos, Isa! ;)

Iseedeadpeople disse...

Nossa, esse Koi...mil gaya me despertou a curiosidade! Ficção científica indiana, será q presta?

Juzé disse...

Aconselho a todos ver o filme Koi... Mil Gaya. é um filme muito bom, com uma grande interpretação de Hrithik Roshan.

barbie-o disse...

Eu aconselho todos menos a Sheila... já imagino a reacção :D :D :D

Iseedeadpeople disse...

Poxa, que preconceito comigo =(

Eu só não gosto de filmes idiotas como Kuch Kuch Hota Hai. O resto eu tolero =)

SPOILER
Destes daí só assisti Dil chahta hai e ODIEI. Filme arrastado, se perde no roteiro, além de preconceituoso - a mulher "mais velha" morre no final, afinal, que coisa mais deprimente e inaceitável para eles,né? Casar-se com uma divorciada quarentona e mãe de 1 filho! Como "mulher mais velha" casada com indiano mais novo, me senti ultrajada!!!

Carol disse...

Quero ver Zubeidaa mas não sei ser chegaria a tempo

QUERO VER O MADHAVAN, GENTE

CADÊ O PONTO FINAL, GENTE

Ibirá Machado disse...

Eu, particularmente, não gosto muito do Koi... Mil Gaya, tanto que ainda não tive ânimo de escrever sobre ele. Ainda assim, super recomendo a todos, porque é um clássico.

Carol, vá ver todos. ;)

Renata MMP disse...

Dessa vez eu vou conseguir ver Zubeidaa!

Foi um dos que eu mais queria e não consegui.

Ibirá Machado disse...

Oba! Zubeidaa merece ser visto :)

Claudia Lopes disse...

Ai, que pena que não consegui ainda ver nenhum na repescagem. Eu queria muito ver Zubeidaa, mas o horário não permitiu. Vou fazer o possível para chegar a tempo de assistir Dil Se nesta quinta. Não gosto de Devdas, e Lagaan é fantástico, mas já vi umas três vezes. Acho que vou dar uma chance para Koi... Mil Gaya no domingo.
Concordo com quem não gostou de Dil chahta. Vi na Caixa e achei a conclusão do filme totalmente preconceituosa.

Isa disse...

Não fui. :(

Claudia Lopes disse...

Também não fui...
Estou sentindo falta de filmes indianos no Festival do Rio, ou me escapou algum?