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Há menos de um mês falamos da importância de Mani Ratnam para o cinema indiano. Coincidentemente - ou não -, no Festival de Veneza deste ano ele receberá uma homenagem por sua obra, além de ter exibido lá seu mais recente filme, a megaprodução Raavan.
O prêmio Glória ao Cineasta (Glory to the Filmmaker) é dado àqueles que, de alguma forma, trazem uma contribuição mais significativa ao cinema que outros cineastas são capazes de fazer. No caso de Mani Ratnam, o júri do Festival de Veneza resolveu este ano reconhecer a capacidade que ele teve - e tem - de realizar um efetivo diálogo dentro dos cinemas regionais indianos.
Nascido e crescido no Tamil Nadu, sede de Kollywood, indústria que disputa com Bollywood o posto de maior indústria de cinema da Índia, Mani começou seu trabalho fazendo filmes em língua tamil, logo consagrando-se como cineasta de destaque. Mas tão logo começou incursões pelo cinema hindi, sem nunca abandonar o cinema de Chennai, estando, ainda por cima, sempre ao lado do incontestável e também tamil A.R. Rahman, dono das mais significativas trilhas sonoras do cinema indiano.
Os organizadores de Veneza acreditam, também, que Mani foi um dos grandes responsáveis pela atual cara do cinema indiano contemporâneo. Dizem, também, que o poder de seus filmes foi capaz de entrar no imaginário popular indiano ao longo dos últimos vinte anos, coisa que quase nenhum outro cineasta consegue fazer, num país de mais de 800 filmes por ano.
E então, durante o Festival de Veneza, que ocorre de 1 a 11 de setembro próximos, o filme Raavan terá sua premiere, com direito ao próprio Mani Ratnam presente, além dos dispensa apresentações Abhishek Bachchan, Aishwarya Rai e Vikram. A.R. Rahman também estará lá.
E pouco a pouco o cinema indiano vai ganhando mais reconhecimento por aí. O caminho é natural, basta agora torcermos pra que esse reconhecimento também ajude a quebrar certas barreiras aqui e ali, fundamentais pro cinema da Índia ganhar o espaço que efetivamente merece.
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