E para mais interessados, há também filmes brasileiros selecionados, como o já antigo Central do Brasil (1997) e o comentado Besouro (2009).
(PS: Será que algum dia veremos SRK em alguma premiere de filme indiano aqui no Brasil?)
Sua imagem também está diretamente ligada à marca indiana de roupas JA (principalmente calças jeans), da qual é dono. Além de suas roupas, John é garoto propaganda da Yamaha na Índia, da Pepsi, da Castrol Power 1, da Wrangler, da Clinic All Clear, da Fastrack e dos celulares da Samsung.
Do lado paterno, dois de seus tios também são produtores, Joy Mukherjee e Deb Mukherjee. Seu avô, Sashadhar Mukherjee, era um diretor. Três tios-avôs de Kajol eram também atores famosos no passado: Ashok Kumar, Anoop Kumar e Kishore Kumar. Também outros três primos de Kajol são atores de Bollywood: Sharbani Mukherjee, Mohnish Behl e nada mais que Rani Mukerji. Outro primo seu, Ayan Mukerji, é um diretor. E finalmente, a irmã mais nova de Kajol, Tanisha Mukherjee, é também uma atriz. Fechando o parágrafo, Kajol trocou o sobrenome Mukherjee para Devgan após casar com o ator Ajay Devgan, em 1999.
No ano seguinte, o filme Udhaar Ki Zindagi foi super fracassado, mas sua performance foi de novo muito elogiada. Em seguida estrelou no sucesso Yeh Dillagi, ao lado de Akhsay Kumar e Saif Ali Khan, sendo então indicada ao prêmio de melhor atriz no Filmfare Awards.
E assim, a partir das lembranças de Farhan, passamos a conhecer a história da amizade dos três, pouco mais de dez anos antes. Tudo começou quando foram admitidos na fictícia Imperial College of Engineering (inspirada no IIT) e calharam de cair no mesmo quarto do dormitório da faculdade. Muito cedo a irreverência de Rancho é notada por todos e tão cedo ele passa a ser perseguido pelos professores, sobretudo Viru Sahastrabudhhe (Boman Irani), diretor da faculdade (inevitavelmente apelidado de ViruS). Por outro lado, Chatur Ramalingan (Omi Vaidya) é o aluno preferido dos professores, o mais dedicado e inteligente. Mas a grande inteligência de Chatur é colocada à prova tão logo o primeiro exame acontece e quem fica em primeiro lugar é... Rancho. Farhan e Raju, no entanto, ficam nos dois últimos lugares do ranking, respectivamente.
Mas a amizade permanece, embora Raju revolte-se por um breve tempo. Eles seguem aprontando como bons recém-ex-adolescentes e, numa dessas, conhecem por acaso Piya (Kareena Kapoor), por quem Rancho se apaixona, mas é noiva do riquíssimo Suhaas. No entanto, Piya, por ironia do destino, é filha de nada mais que o professor Virus. Rancho não se intimida e tenta mostrar a ela que Suhaas não é um bom partido, pois tudo o que lhe interessa é o status e a ostentação.
Ele não morre, mas entra em coma e fica assim por muitos dias. Durante esse tempo, Farhan, Rancho, Piya e a mãe de Raju fazem o que podem para alegrar Raju que, mesmo em coma, poderia escutar e ver tudo, segundo o médico. No fim das contas, Raju acorda.
Voltando ao presente, quando Farhan e Raju (junto de Chatur, que é que havia ligado para Farhan no começo do filme) chegam ao local em que deveria estar Rancho, em Shimla, eles encontram, na realidade, outra pessoa. Descobrem logo que essa outra pessoa era na verdade o verdadeiro Rancho e que o que eles haviam conhecido era um filho dos empregados da casa que, de tão inteligente que era, foi "contratado" pela família para se passar por Rancho e conseguir os diplomas devidos a ele. E o contrato previa que assim que ele concluísse a faculdade ele deveria simplesmente desaparecer. Descobrem, portanto, que o Rancho que eles conheciam era agora professor numa escola remota no meio do Ladakh, na Caxemira.
Preciso dizer que gostei bastante de 3 Idiots. Ele está longe de ser o melhor filme do mundo, mas seu enredo super simples, seu contexto super irreal - caricato na maior parte das vezes -, as atuações também simplórias, as poucas músicas pouco elaboradas, mas delicadas e divertidas em alguns momentos, tudo isso fez com que o filme se tornasse muito agradável de se ver, além de cativante e muito sensível. Nem se vê as quase três horas de filme passando.
Mas por mais que seja evidente o apoio em Rang De Basanti, por vários cantos da mídia indiana havia inevitáveis comparações dessa obra com Taare Zameen Par, o que foi um pouco exagerado, mas justificado. Se em TZP o foco era a educação infantil a partir do problema de uma criança com dislexia e em 3 Idiots o foco é a educação universitária, em ambos, porém, a maior e principal mensagem transmitida é que, não importando o nível educacional, o que nunca é explorado é o potencial inerente de cada ser humano - e que é inevitavelmente acompanhado de dificuldades não menos inerentes. E o filme deixa de lado revolucionismos e realismos, trazendo, no entanto, uma esperança à juventude. E isso de uma maneira muito leve e tranquila.
Em 2007 foi a vez de aparecer no fracassado Fool and Final e no bem sucedido Jab We Met, ao lado de Kareena Kapoor. Por sua atuação neste filme, Shahid foi indicado ao peêmio de melhor ator pelo Filmfare Awards. Em 2008 ele apareceu somente em Kismat Konnection.
Assim como em Ghajini, no qual Aamir é apenas um ator (protagonista, ok, mas não escreveu o filme, nem dirigiu e nem produziu), dessa vez ele foi de novo o grande responsável pela mais impressionante e rápida quebra de recorde do cinema indiano. Se no filme anterior Aamir instalou os bonecos em tamanho real de seu personagem nas salas de cinema, dessa vez ele foi muito, mas muito além. As salas de cinema da Índia até que ganharam uma intervenção semelhante, que foram os bancos em forma de bunda que viraram símbolo do filme, mas essa foi a estratégia menos importante para promoção de 3 Idiots.
Aamir teve a brilhante ideia de criar para si próprio - e para o filme, é óbvio - a Bharat Darshan (grosseiramente "Visão da Índia), ou seja, uma volta completa pela Índia, por grandes e pequenas cidades, à semelhança do que fez Gandhi ao retornar da África do Sul, como ele mesmo disse. A inspiração vem do próprio filme, no qual o personagem de Aamir Khan some e os outros dois idiotas vão à sua procura, apenas seguindo as pistas. E é daí que Aamir deu a grande cartada.
Nascida Kiran Thakar Singh no dia 14 de junho de 1955, em Mumbai, Kirron é de família sikh originária do Punjab. Ela cresceu na cidade de Chandigarh, onde estudou na Panjab University. Durante seus anos de escola, Kirron era uma das mais proeminentes jogadoras de badminton, onde jogava com sua irmã, Kanwal Thakar Singh, que é hoje uma premiada atleta nesta modalidade, assim como foi sua mãe, Diljit Singh. O irmão de Kirron, Amardeep Singh, era um pintor reconhecido pelo país, falecido em 2003.
Nesse meio tempo, ela acabou trabalhando para Anupam Kher como figurinista de seus filmes, tendo também entrado pra história do cinema indiano ao sugerir o nome do filme Dilwale Dulhania Le Jayenge (1995), um dos mais importantes de todos os tempos da Índia.
Em 2002 ela apareceu no aclamadíssimo Devdas, de Sanjay Leela Bhansali, ao lado de Shahrukh Khan, Madhuri Dixit e Aishwarya Rai. No ano seguinte ela fez Khamosh Pani, um dos mais importantes de sua história. Por seu papel no filme, ela recebeu o prêmio de melhor atriz nos festivais de Locarno, na Suíça, de Karachi, no Paquistão, de Ciepie, na Argentina e no da Cidade do Cabo, na África do Sul.
De 2003 a 2004, entremeada em papéis de séries de TV indianas, Kirron apareceu em filmes como Main Hoon Na, Hum Tum e Veer-Zaara (2004). Em 2005 ela fez Mangal Pandey, pelo qual recebeu ótimas críticas. No ano seguinte, seu papel em Rang De Basanti rendeu-lhe uma indicação ao prêmio de melhor atriz coadjuvante. No mesmo ano de 2006 ela apareceu também em Fanaa e Kabhi Alvida Naa Kehna, recebendo também boas críticas.
Embora o próprio blog Cinema Indiano possua a sua comunidade própria (atualmente com 50 membros), é uma outra que cumpre a principal função de interlocutora entre os desejos dos fãs brasileiros do cinema indiano e o acesso aos filmes e coisas afins. E foi nesta mesma comunidade, chamada Quero cinema indiano no Brasil, que eu pedi aos dedicados membros que fizessem um levantamento de tudo o que eles encontrassem em português sobre o cinema indiano no orkut. E a compilação do que achamos está agora aqui.
Amigos de Florianópolis e catarinenses em geral, a caravana de Apu que vem rodando o Brasil, tendo passado por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (nos respectivos CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil), agora irá ao SESC de Florianópolis, em Santa Catarina, depois de também já ter ido ao SESC de Cuiabá, no Mato Grosso.
A mostra é dedicada ao diretor Satyajit Ray (1921-1992), considerado o pai do cinema indiano e apresenta a trilogia Apu, praticamente inédita no Brasil. Ele baseou-se no romance Aparajito, de Bibhutibhushan Bandopadhyay, para criar essa obra do cinema marginal indiano, que foi fortemente influenciado pelo realismo e também pela Nouvelle Vague. A indústria cinematográfica indiana entrou em crise e só voltou a respirar na segunda metade dos anos 90 com Bollywood.
Para adaptar Aparajito para o cinema, Satyajit dividiu o livro em três filmes, produzidos entre 1955 e 1959. A Canção do Caminho, Aparajito e Mundo de Apu fazem parte da trilogia Apu, criada com música de Ravi Shankar, baixo orçamento e elenco amador. O Mundo de Apu ganhou três prêmios nacionais de cinema e arrebatou os festivais de Cannes, Berlim e Veneza.
A trilogia de Ray foi tão importante que o crítico Tiago Bacelar ressalta: “repercutiu, principalmente no quesito iluminação, nos trabalhos de Martin Scorcese, François Truffaut, Carlos Saura, Isao Takahata, Wes Anderson, Akira Kurosawa e Jean-Luc Godard, dentre outros. A cena final de O Mundo de Apu foi repetida na produção My Family, de 1995, dirigida por Gregory Nava”.
Pelo seu brilhante trabalho, Ray tornou-se a segunda personalidade do cinema, depois de Chaplin, a receber o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford e recebeu em 1992 um Oscar honorário da Academia, poucas semanas antes do seu falecimento, em Calcutá, na Índia, aos 70 anos."
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