Na postagem sobre o cinema punjabi, a Sandra escreveu um comentário a respeito do filme Sing is Kinng, que acaba de ser lançado na Índia e já está causando bagunça. O filme não é de Punjwood, mas de Bollywood mesmo, que, vira e mexe, roda filmes com o tema dos sikhs, religião predominante no estado do Punjab. A produção foi quase toda rodada na Austrália, embora tenha passagens em outros países, como Emirados Árabes e Egito, passagens típicas de Bollywood. A história conta o dilema de um sikh muito bem sucessido no cenário underground australiano, que descobre haver um outro sikh aparentemente mais bem sucedido que ele, o Happy Singh, que vive num pequeno povoado do Punjab. Desenrolando-se em torno da disputa entre os dois, Sing is Kinng (S.I.K, alusão à religião Sikh) não passa de mais um programa de entretenimento com uma mulher bonita (Katrina Kaif, bonita e famosa) e um ator famoso (Akshay Kumar, famoso e, segundo algumas, bonito também...) no meio. Boa parte da inspiração deste filme saiu do bem sucedido Lucky Singh de Lage Raho Munnabhai, que falaremos algum dia.
Sandra ainda chegou a mencionar o status de "macho" do homem sikh, o que não é mentira. Por força das condições geográficas e históricas da civilização indiana, a região do Punjab, como já foi dito, é uma das mais férteis daquele subcontinente e, consequentemente, acaba reunindo grandes fazendeiros e comerciantes. Por causa disso, mas também por outras questões culturais, os sikhs, embora percentualmente poucos no total da população indiana, são tradicionalmente donos de negócios e por vezes envolvidos em esquemas ilícitos (isso confesso pelo que aprendi no que mostram todos os filmes envolvendo esse povo). Não por menos, um sikh costuma ser referido por sardar, ou chefe/patrão, em hindi. Quem já teve a oportunidade de passar pelo Terminal 4 do aeroporto de Heathrow, em Londres, deve ter notado a quantidade de donos ou gerentes de lojas com turbantes; se passou por lá e não notou, não deixe de prestar atenção nos sardars.
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