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segunda-feira, 27 de junho de 2011

IIFA Awards 2011

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Seguindo o calendário de premiações do cinema indiano, chegou a vez do super aguardado IIFA Awards de 2011, que aconteceu no último sábado, dia 25 de junho. A premiação do International Indian Film Academy desta vez desembarcou em Toronto, no Canadá, realizando o evento pela primeira vez no continente americano.

Conforme a tendência indicada pelo Filmfare Awards, o IIFA Awards não teve surpresas, mas ganhou em homenagens - o que não é raro, mas os homenageados do ano mereceram. Sharmila Tagore e Dharmendra são história e estavam lá, sob a reverência do mundo. E Irrfan Khan também merece enquanto projeção no cinema internacional. Só desconheço as ações de Priyanka Chopra pelo meio ambiente, mas como ela vai ser uma das mães dos meus filhos, eu não questiono o prêmio!


E quem me conhece sabe que desde que Dabangg entrou em cartaz e fez uma bilheteria assustadora no primeiro fim de semana eu fiquei sem entender o que se passava. Daí veio o Filmfare Awards e essa "obra" me leva o prêmio de melhor filme. Daí no IIFA o evento se repete.

E não é nem dizer que a safra de 2010 não tenha sido expressiva. Verdadeiras pérolas saíram das conchas bollywoodianas - algumas, inclusive, com potencial unânime de virarem marcos do cinema indiano. Mas premiações são premiações e eu to aqui comprando briga com uma legião de gente que ama Dabangg e seu *cof* protagonista Salman Khan. Quando eu fizer minha própria premiação do cinema indiano na Praça da Sé as coisas serão diferentes, e tenho dito!

No fim das contas, além de Dabangg, outros grandes premiados da noite foram My Name is Khan e Baand Baaja Baarat.

Mas vamos lá, este post tem que ser mais informativo que debativo. Segue a lista!

Melhor Filme: Dabangg

Melhor Diretor: Karan Johar (My Name is Khan)

Melhor Ator: Shahrukh Khan (My Name is Khan)

Melhor Atriz: Anushka Sharma (Baand Baaja Baarat)

Melhor Ator Coadjuvante: Arjun Rampal (Raajneeti)

Melhor Atriz Coadjuvante: Prachi Desai (Once Upon a Time in Mumbai)

Melhor Ator Estreante: Ranveer Singh (Baand Baaja Baarat)

Melhor Atriz Estreante: Sonakshi Sinha (Dabangg)

Melhor Ator em Papel Negativo: Sonu Sood (Dabangg)

Melhor Ator em Papel Cômico: Riteish Deshmukh (Housefull)

Melhor Roteiro: Abhinav Kashyap e Dilip Shukla (Dabangg)

Melhor Roteiro Original: Shibani Bhatija (My Name is Khan)

Melhor Diálogo: Vishal Bhardwaj (Ishqiya)

Melhor Edição: Namrata Rao (Baand Baaj Baarat)

Melhor Fotografia: Sudeep Chatterjee (Guzaarish)

Melhor Edição de Som: Shankar-Ehsaan-Loy (My Name is Khan)

Melhor Trilha Sonora: Sajid-Wajid e Lalit Pandit (Dabangg)

Melhor Letra de Música: Niranjan Iyengar - "Sajdaa" (My Name is Khan) 

Melhor Cantora de Playback: Mamta Sharma - "Munni Badnaam" (Dabangg)

Melhor Cantor de Playback: Rahat Fateh Ali Khan - "Tere Mast Mast Do Nain" (Dabangg)

Melhor Figurino: Niharika Khan (Baand Baaja Baarat)

Melhor Maquiagem: Ranu (Endhiran)

Melhor Coreografia: Farah Khan - "Munni Badnaam" (Dabangg)

Melhor Mixagem de Som: Pritam Das (Love, Sex aur Dhokha)

Melhor Direção de Arte: Sabu Ciryl (Endhiran)

Conquista Notável no Cinema Internacional: Irrfan Khan

Conquista Notável no Cinema Indiano: Sharmila Tagore e Dharmendra

Green Globe Award: Priyanka Chopra

Casal Mais Sexy: Anushka Sharma e Ranveer Singh
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domingo, 14 de março de 2010

My Name is Khan (2010) - माय नेम इज़ ख़ान

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Desfiz um jejum de quase dois meses sem ver filmes indianos. E embora, como sempre, eu tivesse uma lista longa de filmes esperando por serem vistos, atropelei tudo em nome da minha ansiedade e vi My Name is Khan. Havíamos já citado este filme aqui e da projeção que ele ganhou no Festival de Berlim.

Sendo dirigido por Karan Johar e tendo música feita pelos SEL, My Name is Khan já tinha parte da fórmula garantida pro sucesso. Mas nada substitui a presença do mais unânime casal 20 de Bollywood: Shahrukh Khan e Kajol. E o filme é mesmo deles dois. Talvez o único ator um pouco famoso que também aparece é o jovem Tanay Chheda, que ficou famoso por fazer o amigo de Ishaan, em Taare Zameen Par, e o pequeno Jamal Malik, em Quem Quer Ser um Milionário?. Mas ele aparece pouco e só no começo, fazendo o personagem de SRK quando criança.

Bom, e a história é razoavelmente simples, mas cheia de emoções do começo ao fim. É tanto rir ou chorar que tem vezes que não sabemos o que fazer com nosso rosto e as duas coisas acabam acontecendo ao mesmo tempo. Logo no começo do filme já vemos que a história está sendo narrada por Risvan Khan (Shahrukh Khan), que está, em verdade, escrevendo tudo isso para Mandira (Kajol). É assim que ficamos sabendo que quando pequeno ele não era compreendido nem por seus amigos e nem por sua mãe. Ele visivelmente tinha algum problema, embora fosse ultra inteligente. Não se dando bem na escola, sua mãe acaba contratando um professor particular pra Risvan, potencializando sua inteligência.

Toda essa atenção dada a Risvan deixa seu irmão mais novo, Zakir, muito enciumado e, depois de grande, ele se muda a São Francisco, nos EUA. Mas o rancor não o impede de levar Risvan para lá depois que sua mãe morre. E Risvan leva na bagagem a coisa mais importante que ele tinha aprendido com sua mãe: que no mundo a única diferença que existe entre seres humanos é entre bons e maus.

Assim, lá em São Francisco, a exposa de Zakir, psicóloga, descobre que Risvan é portador da Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo "leve". Pra ajudar o irmão, então, Zakir propõe a Risvan ajudá-lo na venda dos cosméticos da empresa em que trabalha, indo de porta em porta nos salões de beleza em são Francisco.

E lá vai Risvan, com toda sua dificuldade de comunicação e de relacionamento - e toda a sua sinceridade -, vender os cosméticos. E é assim que ele conhece Mandira, uma cabeleireira, apaixonando-se por ela imediatamente. Desde então ele sempre volta lá pra vender os produtos, e ela sempre muito amorosa. Não precisa muito pra ele dizer que quer se casar com ela. Insiste tanto que ela aceita. A verdade é que desde o princípio ela também havia se encantado com a simplicidade e o coração puro de Risvan.

Mandira já tinha um filho de outro casamento, o Samir, e era hindu. Fosse na Índia, esse casamento aconteceria debaixo de mil e duas dificuldades, a começar pela diferença de religiões, já que Risvan é muçulmano. Mas sua mãe havia lhe ensinado somente duas diferenças, e era só isso que importava.

O casamento decorre muito bem até chegar o dia 11 de setembro de 2001. Nesta data, não temos como esquecer, ocorreram os ataques às torres gêmeas, em Nova Iorque, e ao Pentágono, em Washington. E, também nesta data, tem início uma nova era de recrudescimento da xenofobia nos EUA e no mundo, principalmente contra muçulmanos. Pouco a pouco, a vida de Risvan e sua família começa a virar um inferno, afetando inclusive Samir. 

O que por fim acontece não irei contar, para resguardar a emoção. Mas é a partir daí que Risvan promete à sua esposa ir de encontro com o presidente dos EUA e dizer a ele uma única frase: "My name is Khan and I'm not a terrorist" (Meu nome é Khan e eu não sou um terrorista). E é daí que a jornada começa e é daí que o link com o começo do filme é feito, já que tudo isso são apenas recordações que ocorrem nessa peregrinação de Risvan em direção ao presidente estadunidense.

E no caminho há uma oposição ultra óbvia a George Bush e um reverenciamento ultra óbvio a Barack Obama, embora nenhum nome seja citado. Também há uma lembrança ultra óbvia com a tragédia do furacão Katrina em Nova Orleans e as populações negras desassistidas. No filme, o furacão passa no estado da Geórgia. E, nesta comunidade negra, que seja feito um merecido destaque à Mama Jenny e seu filho, que acolheram Risvan em sua passagem por lá.

E claro, também é ultra óbvia a inspiração no filme estadunidense Forrest Gump, com Tom Hanks. Há várias referências a ele e isso não se esconde. Mas a história é outra.

Bom, é um filme muito caricato, com personagens caricatos, com as tomadas de câmera típicas de Bollywood, com forte apelativo emocional, músicas super cativantes e sem song-and-dances. No fim das contas, podia ser um filme ruim. Mas ele não é. Logo no princípio ficamos já muito presos em saber se ele irá, ou não, conseguir falar com o presidente e é isso que segura toda a história e toda a nossa atenção e angústia. E a mensagem que ele passa, por simples e batida que seja, é muito necessária. E não só pra Índia, onde o conflito de religiões é muito presente e borbulhante, mas pra todo o mundo.

Então fiquem com o trailer:

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

My Name is Khan irrompe contra islamofobia em Festival de Berlim

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Publicado pela EFE Brasil e retransmitido pelo Último Segundo, passo a vocês o que foi dito a respeito da premiere de My Name is Khan no Festival de Berlim, conforme já havia sido anunciado aqui. Mas antes de vocês lerem a reportagem, é muito importante que seja esclarecido algo muito grave que está ocorrendo agora na Índia e que o artigo não diz.

Tudo começou quando Shahrukh Khan fez um comentário que deveria ser inofensivo, mas que na Índia, ao contrário, acabou por dar fagulhas ao curto pavio da montanha de pólvora que é a relação entre Índia e Paquistão. Ele apenas apoiou um ministro paquistanês que lamentou o fato de nenhum jogador de críquete do Paquistão ter sido selecionado para a competição indiana de times de críquete, a IPL Twenty20. Com esse comentário, um político indiano  (o do meio nesta foto) instou os partidos hindus radicais a organizarem protestos de repúdio a Shahrukh Khan. 

E como o filme My Name is Khan também estreou hoje na Índia, atacar os cinemas que ousassem exibi-lo seria uma excelente estratégia. E de fato dois pequenos cinemas foram destruídos em Mumbai e outros tantos tiveram seus cartazes queimados.

Com medo, vários multiplexes retiraram o filme que entraria em cartaz hoje e outros tantos decidiram que exibiriam o filme em uma sessão do dia, somente, aproveitando a  sem precedentes proteção da polícia que o governo do Maharashtra estava oferecendo (na foto acima, o governador do Maharashtra, à esquerda, que prometeu proteção também a Shahrukh Khan). Mais de 1100 pessoas foram presas em Mumbai por depredação de cinemas nesta semana. Estes mesmos grupos hindus radicais ameaçam matar Shahrukh Khan se ele voltar para Mumbai, que é onde mora. A estreia do filme, no entanto, acabou ocorrendo sem que nada grave ocorresse, embora em número reduzido de salas.

E um detalhe histórico: foi desses mesmos grupos hindus radicais que saiu o assassino de Mahatma Gandhi.

E agora vamos à reportagem:

"My Name is Khan" irrompe contra islamofobia em Festival de Berlim
12/02 - 19:04 - EFE

Berlim, 12 fev (EFE). - A superestrela do cinema indiano Shahrukh Khan se destacou hoje no Festival Internacional de Cinema de Berlim com "My Name is Khan", no formato Bollywood, contra a islamofobia surgida após os ataques de 11 de Setembro nos estados Unidos.

Khan, ídolo de multidões na órbita "bollywoodiana", repartiu seu habitual recital de galanteios, sorrisos e olhares intensos, só que em vez de defender uma superprodução musical fazia-o como defensor da harmonia ecumênnico.

"Não importa que abracemos o Corão, a Bíblia ou a Torá. Todos podemos conviver se utilizamos a mesma plataforma de diálogo. Um filme pode ser essa plataforma", disse, após a apresentação do seu filme, incluído na seção oficial, embora fora de concurso.

Excessiva, não só pela duração - 167 minutos -, mas também pelas emoções e mensagens pseudo-políticas, seu filme é demasiado forte para um festival internacional.

Dirigido por Karan Johar, "My Name is Khan é, admite o protagonista, um "filme ingênuo", centrado em um ser ingênuo - um muçulmano com um leve autismo, que percorre os Estados Unidos para transmitir uma mensagem ao presidente: "Meu nome é Khan e não sou um terrorista".

Seu propósito é "discutir paranoias". No filme, ele aborda felicidades e dramas públicos ou privados, com a meta de chegar aos dois presidentes, que sintetizam o período transcorrido entre o 11 de setembro que mudou o mundo e hoje, George W. Bush e Barack Obama.

As cenas distinguem claramente o mau e o bom, sem dissimulações.

O ator deixou assim de lado a faceta de galã e se introduziu no papel de um indiano da minoria muçulmana - como ele -, apaixonado por uma bela mulher da maioria hindu - como é sua esposa, na vida real - e que sofre na própria pele nos EUA a paranoia islamofóbica após os atentados de 2001 - como na vida real.

"Não, não fui detido nos EUA. Só me formularam durante horas perguntas e mais perguntas, por mera desconfiança contra os muçulmanos", explicou. Para ele, essa é a realidade de tantos outros muçulmanos que, ao contrário dele, não são identificados como superestrela de Bollywood. EFE

[Clique aqui e veja a postagem sobre o filme]
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Filmes indianos na 60ª Berlinale

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De 11 a 21 de fevereiro é a vez da Alemanha sediar seu mais importante festival de cinema, a 60th Berlinale - Berlin International Film Festival, que, como não podia deixar de ser, exibirá uma seleção de filmes indianos. Mas o mais importante de tudo será a premiere de My Name is Khan, um dos filmes mais aguardados do ano, estrelando Shahrukh Khan e Kajol. Os dois atores, mais o diretor Karan Johar, são esperados para desfilar no tapete vermelho do festival, no dia 12 de fevereiro, às 22h30, antes da premiere. O evento está sendo tão aguardado e vem suscitando tantas dúvidas, que na própria página inicial do site do festival há um link para tirar as dúvidas para o público.

Embora seja a maior economia europeia, a Alemanha é o sexto país com maior número de imigrantes e descendentes de indianos. Ainda assim, por algum fenômeno, é na Alemanha que Bollywood mais cresce na Europa, neste momento, muito além da própria comunidade indiana em si. Nada supera o Reino Unido, é claro, mas produtores e atores não desprezam essa recepção em terras germânicas. E Shahrukh Khan já tem sua orda de fãs não indianos por lá, o que em parte justifica sua ida à premiere alemã do filme My Name is Khan.

Bom, mas independentemente de premiere, esse filme não estará participando da competição oficial. Os filmes participantes selecionados são: Aarekti Premer Golpo (bengali, 2009), Charulata (bengali, 1963), Cinema City (hindi, 2009), Manthan (hindi, 1976), Paltadacho Munis (konkani, 2009), Peepli Live (hindi, 2009), Road Movie (hindi, 2009), The River (inglês, 1949) e Vihir (marathi, 2009).

Fica claro que a intenção do festival de Berlim não é trazer filmes de sucesso, nem mesmo filmes conhecidos. Com exceção do My Name is Khan, ou do Road Movie, o restante são filmes independentes, ou de indústrias locais, como Vihir, da indústria do Maharashtra, por exemplo. É claro que Charulata, de Satyajit Ray, é também um clássico.

Para saber os horários dos filmes e locais de exibição, clique aqui.

E para mais interessados, há também filmes brasileiros selecionados, como o já antigo Central do Brasil (1997) e o comentado Besouro (2009).

(PS: Será que algum dia veremos SRK em alguma premiere de filme indiano aqui no Brasil?)
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