_

Estou devendo já faz tempo uma postagem sobre o mestre indiano das trilhas sonoras, A.R. Rahman.
Rahman nasceu no dia 6 de janeiro de 1966 e foi batizado como A.S Dileep Kumar, em Chennai (antiga Madras), capital do Tamil Nadu, no sul da Índia. Seu pai, R.K. Shekhar, era um músico e trabalhava há tempos na produção de trilhas sonoras para os filmes malayalam, no estado vizinho do Kerala. Embora seu pai fosse hindu, sua mãe, Kareema, era de família muçulmana. Seu pai morreu cedo e Rahman ficou somente aos cuidados de sua mãe. Em 1989, como forma de agradecer a todo o carinho que dela recebeu, converteu-se ao islamismo, seguinto a linha Sufi, sendo então rebatizado como Allah Rakha Rahman. Hoje é casado com Saira Banu e tem três filhos: Khadijah, Rahima e Aameen.
Ainda jovem, começou a trabalhar tocando teclado em bandas de rock do Chennai e fundou o grupo Nemesis Avenue. Nessa banda, tocava teclado, piano, harmônica e violão, além de ter aprendido a dominar o sintetizador. E foi aprendendo a usar o sintetizador que ele ficou mais curioso com o mundo da música, experimentando o que a tecnologia podia fazer.
Logo cedo também foi ter aulas com o Mestre Dhanraj, um famoso professor de música do Chennai. A partir dele, acabou sendo tecladista do grupo de Ilaiyaraaja aos 11 anos de idade. Em seguida, com seu reconhecimento, foi tocar na orquestra de M.S. Viswanathan e Ramesh Naidu, que rodou o mundo fazendo apresentações. Finalmente, o seu talento rendeu-lhe uma bolsa na Trinity College of Music, no Reino Unido, onde graduou-se em Música Clássica Ocidental.
De volta pra Índia, Rahman criou seu estúdio nos fundos de sua casa, em 1992, chamado Panchathan Record Inn, que posteriormente tornou-se o mais avançado estúdio de música de toda a Índia. Incialmente, seu estúdio compunha jingles para peças publicitárias e para programas de televisão da Índia. No entanto, no mesmo ano, o diretor de cinema tamil Mani Ratman convidou-o a fazer a trilha do filme Roja. A trilha foi tão bem sucedida que Rahman levou o prêmio Rajat Kamal de Melhor Trilha Sonora no National Film Awards, a primeira vez que isso ocorria para um compositor estreante. Depois disso, ele levou o mesmo prêmio mais três vezes (também recorde pra um compositor indiano), para Minsaara Kanavu (1997), Lagaan (2002) e Kannathil Muthamittal (2003).
A trilha de Roja, na verdade, criou um novo marco na história do cinema indiano, com letras e composições mais trabalhadas. Como o filme foi filmado também em outras línguas indianas para ser passado em todo o país, da mesma maneira Rahman fez as mesmas músicas nas diferentes línguas. Ele foi em seguida premiado pelas trilhas de Gentleman, Kandhalan e Bombay, este último que disparou sua fama, com a música tema do filme.
Em 1995, o filme Rangeela, de Ram Gopal Varma, marcou sua estreia em Bollywood e seus primeiros prêmios pelo Filmfare Awards, de melhor trilha sonora e melhor compositor estreante. Depois fez sucesso com Taal e Dil Se (a música Chaiyya Chaiyya, desse último filme, foi classificada como a nona música entre as dez melhores de todos os tempos, de acordo com o BBC World Service), ambos rendendo de novo prêmios de melhor trilha sonora pelo Filmfare Awards. Alguns diretores confessam que não conseguem mais fazer filmes sem ter Rahman como o compositor das músicas. O próprio Ratnam, do estreante Roja, nunca usou outro músico além de Rahman. Ashutosh Gowariker, após tê-lo em Lagaan, permaneceu com ele em Swades e em Jodhaa Akbar. As trilhas dos três filmes da Trilogia dos Elementos de Deepa Mehta foram feitas por Rahman. Rakesh Omprakash Mehra, também após chamá-lo para a trilha de Rang De Basanti, tornou a chamá-lo para Delhi 6. Foi Rahman que fez a trilha de filmes como Mangal Pandey, Guru, Jaane Tu Ya Jaane Na e o sucesso Ghajini.
Neste ano de 2009, porém, A.R. Rahman ficou internacionalmente conhecido por ter feito a trilha sonora de Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire) e levar consigo os Oscars de melhor trilha sonora e de melhor música, por Jai Ho. Mas essa não foi a estreia de Rahman no Oscar e menos ainda em um filme não indiano. Duas de suas músicas em Rang De Basanti concorreram ao Oscar de melhor música original, mas não levaram o prêmio. Em 2003, fez a trilha para o filme chinês Warriors of Heaven and Earth. E o filme americano
Elizabeth: The Golden Age, com Cate Blanchett, teve trilha sonora composta conjuntamente com Rahman e Craig Armstrong, em 2007.
Em 2005 ele resolveu ampliar seus estúdios, criando a AM Studios, em Chennai, agora considerado o melhor estúdio de toda a Ásia. No ano seguinte ele criou também seu próprio selo, o KM Music.
Nas suas músicas, Rahman tenta fazer uma convergência das músicas clássicas indianas, com a música ocidental, seja a clássica, sejam as populares, como o rock, o reggae, o jazz e o rap. No total, já levou até agora 34 prêmios, sendo 2 óscares.
Assim como o trio SEL, Rahman também está envolvido com obras sociais, focando desde as crianças desprotegidas da Índia, até as famílias afetadas pelo tsunami em 2004. Ele também criou uma composição para o hino nacional indiano, o Jana Gana Mana, que hoje passa nos cinemas da Índia antes de os filmes começarem. Em 2006, fez a música do vídeo de campanha do projeto The Banyan, que resgata mulheres de rua com problemas mentais em Chennai. Em 2008, criou a música Jiya se Jiya, para a campanha Free Hugs na Índia, que hoje passa em quase toda a Índia.
E aqui vai o site oficial de Rahman.

Estou devendo já faz tempo uma postagem sobre o mestre indiano das trilhas sonoras, A.R. Rahman.
Rahman nasceu no dia 6 de janeiro de 1966 e foi batizado como A.S Dileep Kumar, em Chennai (antiga Madras), capital do Tamil Nadu, no sul da Índia. Seu pai, R.K. Shekhar, era um músico e trabalhava há tempos na produção de trilhas sonoras para os filmes malayalam, no estado vizinho do Kerala. Embora seu pai fosse hindu, sua mãe, Kareema, era de família muçulmana. Seu pai morreu cedo e Rahman ficou somente aos cuidados de sua mãe. Em 1989, como forma de agradecer a todo o carinho que dela recebeu, converteu-se ao islamismo, seguinto a linha Sufi, sendo então rebatizado como Allah Rakha Rahman. Hoje é casado com Saira Banu e tem três filhos: Khadijah, Rahima e Aameen.
Ainda jovem, começou a trabalhar tocando teclado em bandas de rock do Chennai e fundou o grupo Nemesis Avenue. Nessa banda, tocava teclado, piano, harmônica e violão, além de ter aprendido a dominar o sintetizador. E foi aprendendo a usar o sintetizador que ele ficou mais curioso com o mundo da música, experimentando o que a tecnologia podia fazer.Logo cedo também foi ter aulas com o Mestre Dhanraj, um famoso professor de música do Chennai. A partir dele, acabou sendo tecladista do grupo de Ilaiyaraaja aos 11 anos de idade. Em seguida, com seu reconhecimento, foi tocar na orquestra de M.S. Viswanathan e Ramesh Naidu, que rodou o mundo fazendo apresentações. Finalmente, o seu talento rendeu-lhe uma bolsa na Trinity College of Music, no Reino Unido, onde graduou-se em Música Clássica Ocidental.
De volta pra Índia, Rahman criou seu estúdio nos fundos de sua casa, em 1992, chamado Panchathan Record Inn, que posteriormente tornou-se o mais avançado estúdio de música de toda a Índia. Incialmente, seu estúdio compunha jingles para peças publicitárias e para programas de televisão da Índia. No entanto, no mesmo ano, o diretor de cinema tamil Mani Ratman convidou-o a fazer a trilha do filme Roja. A trilha foi tão bem sucedida que Rahman levou o prêmio Rajat Kamal de Melhor Trilha Sonora no National Film Awards, a primeira vez que isso ocorria para um compositor estreante. Depois disso, ele levou o mesmo prêmio mais três vezes (também recorde pra um compositor indiano), para Minsaara Kanavu (1997), Lagaan (2002) e Kannathil Muthamittal (2003).
A trilha de Roja, na verdade, criou um novo marco na história do cinema indiano, com letras e composições mais trabalhadas. Como o filme foi filmado também em outras línguas indianas para ser passado em todo o país, da mesma maneira Rahman fez as mesmas músicas nas diferentes línguas. Ele foi em seguida premiado pelas trilhas de Gentleman, Kandhalan e Bombay, este último que disparou sua fama, com a música tema do filme.Em 1995, o filme Rangeela, de Ram Gopal Varma, marcou sua estreia em Bollywood e seus primeiros prêmios pelo Filmfare Awards, de melhor trilha sonora e melhor compositor estreante. Depois fez sucesso com Taal e Dil Se (a música Chaiyya Chaiyya, desse último filme, foi classificada como a nona música entre as dez melhores de todos os tempos, de acordo com o BBC World Service), ambos rendendo de novo prêmios de melhor trilha sonora pelo Filmfare Awards. Alguns diretores confessam que não conseguem mais fazer filmes sem ter Rahman como o compositor das músicas. O próprio Ratnam, do estreante Roja, nunca usou outro músico além de Rahman. Ashutosh Gowariker, após tê-lo em Lagaan, permaneceu com ele em Swades e em Jodhaa Akbar. As trilhas dos três filmes da Trilogia dos Elementos de Deepa Mehta foram feitas por Rahman. Rakesh Omprakash Mehra, também após chamá-lo para a trilha de Rang De Basanti, tornou a chamá-lo para Delhi 6. Foi Rahman que fez a trilha de filmes como Mangal Pandey, Guru, Jaane Tu Ya Jaane Na e o sucesso Ghajini.
Neste ano de 2009, porém, A.R. Rahman ficou internacionalmente conhecido por ter feito a trilha sonora de Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire) e levar consigo os Oscars de melhor trilha sonora e de melhor música, por Jai Ho. Mas essa não foi a estreia de Rahman no Oscar e menos ainda em um filme não indiano. Duas de suas músicas em Rang De Basanti concorreram ao Oscar de melhor música original, mas não levaram o prêmio. Em 2003, fez a trilha para o filme chinês Warriors of Heaven and Earth. E o filme americano
Elizabeth: The Golden Age, com Cate Blanchett, teve trilha sonora composta conjuntamente com Rahman e Craig Armstrong, em 2007.
Em 2005 ele resolveu ampliar seus estúdios, criando a AM Studios, em Chennai, agora considerado o melhor estúdio de toda a Ásia. No ano seguinte ele criou também seu próprio selo, o KM Music.
Nas suas músicas, Rahman tenta fazer uma convergência das músicas clássicas indianas, com a música ocidental, seja a clássica, sejam as populares, como o rock, o reggae, o jazz e o rap. No total, já levou até agora 34 prêmios, sendo 2 óscares.Assim como o trio SEL, Rahman também está envolvido com obras sociais, focando desde as crianças desprotegidas da Índia, até as famílias afetadas pelo tsunami em 2004. Ele também criou uma composição para o hino nacional indiano, o Jana Gana Mana, que hoje passa nos cinemas da Índia antes de os filmes começarem. Em 2006, fez a música do vídeo de campanha do projeto The Banyan, que resgata mulheres de rua com problemas mentais em Chennai. Em 2008, criou a música Jiya se Jiya, para a campanha Free Hugs na Índia, que hoje passa em quase toda a Índia.
E aqui vai o site oficial de Rahman.


