quinta-feira, 13 de maio de 2010
Atrizes mais famosas dos anos 60
sábado, 30 de janeiro de 2010
John Abraham - जॉन अब्राहम
John Abraham é um daqueles atores de Bollywood que muita gente vê e, num primeiro momento, duvida que ele seja mesmo indiano. Mas sim, ele é integralmente indiano e sua linhagem explica bem essa cara e esse nome. O pai de John é um arquiteto de família cristã do Kerala, enquanto que sua mãe é de origem parsi. Na religião parsi, John foi batizado Farhan, mas seu pai deu-lhe o nome de John Abraham, de acordo com sua base cristã.
Mas ele não desistia. Em 1999, John ganhou um concurso de modelos realizado pela revista Galdrags e foi para a etapa final da competição, nas Filipinas. Lá ele levou o segundo lugar, o que lhe garantiu um contrato com a agência Carrie Models', em Singapura, onde ficou por um tempo, antes de partir para outros lugares, como Hong Kong, Londres e Nova Iorque.
Sua imagem também está diretamente ligada à marca indiana de roupas JA (principalmente calças jeans), da qual é dono. Além de suas roupas, John é garoto propaganda da Yamaha na Índia, da Pepsi, da Castrol Power 1, da Wrangler, da Clinic All Clear, da Fastrack e dos celulares da Samsung.sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Anos Dourados do Cinema Indiano
Originalmente, o documentário estava em um site onde era possível assisti-lo por completo - e foi onde assisti e havia incorporado aqui ao blog quando a postagem foi feita. Hoje (31/01/2010), fui avisado que o vídeo já não abria e descobri que ele foi retirado do site. A única solução que encontrei, portanto, foi incorporar a Lista de Reprodução deste documentário disponível no YouTube (em 8 partes), sem porém, as duas primeiras partes (que foram removidas pela Eros Entertainment). Não lamentemos, ao menos seguiremos com quase uma hora de documentário.
(Ao darem o play, vocês verão a mensagem que o vídeo é de conteúdo da Eros Entertainment, que decidiu bloquear o conteúdo em nosso país. Assim, clique na seta para a direita duas vezes, de forma que avance para a terceira parte)
sábado, 18 de abril de 2009
Os judeus na origem do cinema indiano

É sempre muito interessante descobrir a verdadeira origem das coisas. Ao menos pra mim, desvendar os mistérios por trás do presente é extremamente fascinante, sobretudo quando o fato presente está na Índia, que tem a capacidade de deixar tudo ainda mais interessante, seja no bom ou no mal sentido. Quando criei este blog, pouco a pouco eu fiz postagens sobre cada uma das indústrias regionais de cinema da Índia, contando resumidamente suas histórias. Em nenhum momento das pesquisas que fiz, porém, encontrei informações que revelassem quem executou papel determinante na construção da hoje mais prolífica indústria de cinema do mundo.
O fato é que na origem do cinema indiano - de Bollywood, principalmente - estavam alguns judeus indianos que foram absolutamente fundamentais. Tudo bem, posso ter sido um pouco negligente e preguiçoso por não ter encontrado esses dados antes, mas a verdade é que essas informações parecem ter ido a Israel junto dos tantos indianos judeus que para lá foram quando da criação daquele Estado. E não fosse a Prof. Sandra Bose sugerir-me fazer esta postagem no mesmo dia em que ela fala sobre a história dos judeus na Índia no seu INDI(A)GESTÃO, nós permaneceríamos sem saber de nada do que falarei aqui.
Bom, a história é a seguinte: até a independência da Índia, havia ali cerca de 30.000 judeus, de 4 comunidades diferentes. Hoje há algo em torno de 5.500 que por lá permaneceram ou retornaram. Uma das comunidades mais antigas, a Bene Israel, fixou-se há pouco mais de 2000 anos na região do Konkan, a costa do estado do Maharashtra, incluindo a atual capital, Mumbai.
No início do século XX, quando o cinema chegou à Índia, um certo problema surgiu. Ainda que os filmes fossem mudos naquele princípio, as muito tradicionais famílias hindus e muçulmanas tinham um certo preconceito em ver suas mulheres atuando, mas filmes só de homens seriam um tanto chatos. As famílias judias do Maharashtra, porém, não tinham problemas com isso e logo as primeiras mulheres a aparecerem no cinema mudo indiano eram judias. No entanto, esse laço que inicialmente surgiu pela necessidade de também ter mulheres no cinema, logo se transformou numa relação muito mais íntima.
Imediatamente, nomes como Firoza Begum (originalmente Susan Begum, à direita), Sulochana (Ruby Meyers, abaixo, à esquerda), Nadira (Farhat Ezekiel) e Pramila (Esther Abraham, na foto do início da postagem) eram os nomes mais venerados da recém-nascida Bollywood. Ainda durante o cinema mudo, Sulochana foi a atriz mais bem paga de seu tempo, recebendo um salário de 5 mil rúpias. Já no final da década de 40, com o cinema já falado, Pramila foi a primeira Miss India do país já independente. Pramila também teve uma outra importância para a comunidade judaica indiana, ao representar e dar visibilidade ao grupo de judeus chamados Baghdadis, que chegaram na Índia no século XVIII, quebrando um pouco a hegemonia do grupo dos Bene Israelis.
Além disso, um fato fazia do grupo dos Baghdadis destacarem-se perante os outros judeus da Índia e logicamente em relação aos outros indianos em geral: a pele clara. A teoria diz que, naquele tempo, o modelo de glamour e mulher bonita no cinema era Greta Garbo, de pele logicamente clara, e ser semelhante a ela era algo bacana em todo o mundo. Não que Pramila parecesse exatamente com ela, mas a tentaiva realmente existia. É claro que a polêmica da pele clara na Índia é mais complexa que isso, mas certamente esse fator contribuiu - e muito - para o estabelecimento de uma estética que até hoje Bollywood não superou.Também no princípio do cinema indiano, algumas das primeiras produtoras acabaram sendo fundadas por judeus, alguns maridos dessas atrizes que se faziam tão necessárias. Um dos exemplos é a Bombay Film Lab Pvt Ltd, fundada por Salomon Moses na década de 40 e que até hoje existe em Bollywood.
Mas talvez uma dos fatos mais interessantes da presença judia em Bollywood diz respeito ao filme Alam Ara (Luz do Mundo), o primeiro filme falado da Índia, lançado no dia 14 de março de 1931. O que talvez tenha sido um dos maiores eventos de Mumbai na primeira metade do século XX, o filme Alam Ara teve roteiro e algumas das músicas escritos por Joseph David Penkar, um judeu indiano da comunidade Bene Israel. E foi esse filme - isso é a história que conta - que oficialmente fundou Bollywood, sem tirar nem por.Ainda existem algumas más línguas que dizem que a comunidade Bunt, no estado do Karnataka, fronteira com o Kerala, da qual vieram Aishwarya Rai e Shilpa Shetty, é originalmente da linhagem dos judeus de Kochi. Isso também justificaria a pele mais clara das pessoas dessa comunidade. Mas são apenas más línguas que dizem isso. Oficialmente, a comunidade Bunt nada tem a ver com os judeus.
Pra quem ficou mais curioso sobre a presença dos judeus no cinema indiano, há algumas outras informações mais detalhadas na internet, em inglês. Sobre a história dos judeus na Índia, não deixe de ler a postagem de hoje no INDI(A)GESTÃO.
sábado, 30 de agosto de 2008
Bollywood - बॉलीवुड - Primeira Parte

Finalmente, encerrando nossa série sobre os cinemas regionais da Índia, falaremos sobre a quase onipotente, onipresente e onisciente Bollywood (mistura de Bombay com Hollywood). Tive que utilizar o “quase”, pois embora haja um megalomanismo único nesta indústria, ela ainda não conquistou os quatro cantos do planeta. Mesmo assim, ainda que restem alguns passos para a divindade de Bollywood, seus atores são mesmo deuses para os indianos.
Bom, então vamos ao que interessa. Embora Bollywood seja conhecida por quase que a totalidade de nossos leitores, estou certo que muitos não sabem o que é realmente essa indústria. Diferentemente de outras regiões da Índia, Bollywood não tem um espaço físico próprio, uma sede, ou um complexo de estúdios. A verdade é que Bollywood é sustentada por uma rede de estúdios, diretores e produtoras espalhados por Mumbai, capital do estado do Maharashtra, cuja língua oficial é o marathi. Mas não é do marathi que Bollywood faz sua fama, mas sim do hindi, a língua predominante no norte do país.
Consta que Bollywood produz, sozinha, mais filmes que Hollywood. Os números não são precisos, mas nem sequer os próprios indianos têm noção de quantos filmes estão sendo lançados a cada semana. Embora Bollywood faça filmes em hindi e acabe servindo principalmente à porção norte do país, toda a Índia curva-se à sua magia. As indústrias do sul, na maioria dos casos, conseguem ter maior audiência com as populações locais, mas os grandes sucessos do cinema hindi são, de fato, grandes sucessos de toda a Índia.
E vamos agora falar de história. Quem vem acompanhando esta série talvez se lembre da postagem sobre o cinema marathi, em que se dizia que seu primeiro filme foi lançado em 1913, com o título de Raja Harichandra, feito por Dadasaheb Phalke, um diretor marathi por nascimento. Acontece que Bollywood também pega pra si como sendo este o seu primeiro filme, uma vez que o filme era mudo e que ele tenha sido feito nos embriões desta futura grande indústria. O fato é que o primeiro filme definitivamente hindi foi Alam Ara (1931), de Ardeshir Irani, o primeiro filme falado nesta língua. Foi um grande sucesso.
Embora nos anos 30 e 40 a Índia tenha sofrido os efeitos da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial, as indústrias de cinema puderam resistir, aproveitando inclusive o cenário externo e os temas relevantes ao país no momento, como a luta pela independência. Nas décadas seguintes a indústria hindi foi caminhando a passos nem tão largos assim. Alguns atores ficaram muito famosos e ganharam projeção nacional, como Dev Anand, Dilip Kumar e Meena Kumari. Os temas eram desde romances até filmes de ação, passando até para filmes sobre gângsters – foi em um desses que surgiu o hoje divindade Amitabh Bachchan, ainda nos princípios dos anos 70.
Foi somente nos anos 90 que a Bollywood deu a volta por cima e transformou-se na grande indústria de cinema da Índia, com o tema que até hoje ainda se repete como fórmula de sucesso: família - amor “impossível” - song-and-dance. O primeiro a surgir assim foi Hum Aapke Hain Kaun (1994), seguido pela unanimidade Dilwale Dulhania Le Jayenge – DDLJ (1995). Foi aí que surgiu nada mais nada menos que a outra divindade Shahrukh Khan. Durante esta década nenhum filme fez mais sucesso que DDLJ, que segue até hoje como o “grande filme” hindi. Mas nos anos 2000 uma nova série de produtoras, diretores e atores surgiram com novas idéias e tecnologias – na verdade aproveitando-se da onda de crescimento econômico indiano que ainda não terminou.
A era dos efeitos especiais e das mega produções estava só começando na Índia, liderada por Bollywood. Produtoras como Yash Raj Films e Dharma Productions encabeçaram os lançamentos. Ao mesmo tempo, novos shoppings eram construídos pelo país, e novas salas multiplex eram inauguradas, dando respaldo para o lançamento de filmes cada vez mais bem elaborados e mais caros. Foi nesses anos recentes que lançaram os mega sucessos Devdas, Koi... Mil Gaya, Kal Ho Na Ho, Veer-Zaara e a série Dhoom. Também surgiram e se consolidaram novas divindades, como o próprio Shahrukh Khan, Amitabh Bachchan, Hrithik Hoshan, Aamir Khan, Aishwarya Rai, Karina Kapoor e Rani Mukerji.
No entanto, nesta segunda metade dos anos 2000, uma nova mudança vem sendo notada em Bollywood. Após a grande onda de euforia e entrada de dinheiro em caixa, a repetição de temas e fórmulas parece estar se esgotando; ou ao menos irão se manter, ao mesmo tempo que um novo estio começa a aparecer. Alguns diretores, na maior parte novatos, estão aproveitando um novo terreno que surge na Índia, ao mesmo tempo que ajudam a construí-lo com a força que o cinema tem nessa país. Um processo de ocidentalização acelerado na Índia – que ocorre graças ao crescimento econômico também acelerado – está trazendo novos padrões sociais, quebrando alguns dogmas, regras e preconceitos. Os filmes estão ficando mais sérios, embora às vezes mantenham cenas de song-and-dance, ou ao menos apenas cenas com música, como se fossem clipes no meio da trama. São exemplos recentes disso o próprio premiado Taare Zameen Par e Shaurya. O primeiro trata sobre a dislexia (veja as postagens que já existem sobre este maravilhoso filme) e o segundo sobre a tensa relação hinduísmo-islamismo e a Caxemira. Também não posso deixar de citar Black, já comentado também neste blog, que nem sequer cena de música tem, embora tenha apoiado-se sobre as ótimas atuações de Amitabh Bachchan e Rani Mukerji.
E nos tempos mais recentes ainda, talvez eu possa afirmar que agora, no ano de 2008, filmes ainda mais ousados para aquela indústria estão surgindo, como adiantou a Sandra no Indi(a)gestão (www.indiagestao.blogspot.com). São filmes que talvez causem polêmica, ou talvez ninguém nem fique sabendo. A produção Hostel tratará sobre um garoto que é estuprado; It's a Man's World contará sobre a prostituição masculina no país; e Pankh revelará o drama de um jovem em relação à sua opção sexual. É importante que vocês saibam que na Índia os indianos afirmam com unhas e dentes não haver homossexualidade por lá, o que é a mais profunda mentira. Até mesmo indianos esclarecidos falam que por lá não há gays como no ocidente, o que é de novo uma mentira. Ainda que estes filmes não façam sucesso, talvez sejam o início de um processo de aceitação sobre uma realidade presente para eles.
Bollywood, mais que outras indústrias indianas, tem um importantíssimo papel de trazer novos valores para a sociedade indiana. Alguns podem afirmar que isso é negativo, que é um processo de aculturação, ocidentalização e descaracterização da verdadeira cultura indiana. Pode até ser que seja mesmo isso que esteja ocorrendo, mas prefiro pensar que se a característica de um povo é ser hipócrita e preconceituoso, então que mudem mesmo para melhor; não por mim, não pelo mundo globalizado, mas por eles mesmos.
Falar sobre Bollywood dá muito pano pra manga. Este post já está muito grande e, por isso, continuarei numa segunda postagem. Clique aqui e leia a continuação!







