quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cinco melhores filmes malayalam de 2008

O site OneIndia fez uma lista dos cinco melhores filmes de 2008 no estado do Kerala, em língua malayalam. Eles dizem que 2008 não foi um ano "memorável" para o cinema de lá, mas que ao menos cinco obras poderiam ser destacadas, a saber:

Aakashagopuram (Castelo no Ar), de K.P. Kumaram. Esse filme não teve boa aceitação do público, já que é um filme sério e trata de um tema demais subjetivo para a mente indiana comum. Confira o trailer:



Thalappavu, de Madhupal. De novo um filme sério, mas dessa vez tratando-se de uma história real ocorrida na década de 70. Conta o caso de um assassinato provocado por um policial na época dos movimentos comunistas do sul da Índia. Essa história acabou sendo mais aceita pelo público já que o Kerala é tradicionalmente um estado socialista. Mas além disso, o papel principal é do famosíssimo ator malayalam Prithviraj.



Thirakkatha (Roteiro), de Renjith. Esse filme teve também boa aceitação do público ao fazer uma homenagem às atrizes que fizeram a história no cinema Malayalam.



Veruthe Oru Bharya, de Akku Akbar. O segundo maior sucesso o cinema malayalam no ano, essa comédia conta sobre as confusões de uma dona de casa e seu marido.



Twenty:20, de Joshy. Eu falei sobre este filme no dia 15 de julho de 2008. Na época o filme ainda não havia sido lançado e o título da postagem era "Twenty:20 - O Mega Sucesso ainda não lançado no Kerala". E de fato o filme, ao ser lançado, foi o maior sucesso do ano. É uma superprodução com os maiores astros do cinema malayalam, feito para resgatar o cinema do Kerala. É o mais bollywoodiano dos cinco filmes dessa lista; a receita dá certo, fazer o quê...

Bollywood lança filme em "homenagem" a Bush

(http://www.abril.com.br/noticias/diversao/bollywood-lanca-filme-homenagem-bush-228591.shtml) Justificar
Da Reuters; Por Tony Tharakan

NOVA DÉLHI (Reuters) - Quase duas semanas antes de George W. Bush deixar a Casa Branca, Bollywood já tem seu presente de despedida: um filme que zomba do presidente prestes a sair.

"The President is Coming" (O presidente está vindo), passado em Mumbai durante uma viagem de Bush à Índia em 2006, conta a história ficcional de seis indianos disputando uma chance de apertar as mãos do chefe de Estado em visita pelo país.

Bush é um tema recorrente no filme, assim como os "bushismos", os escorregões verbais de seus discursos, que ganharam fama durante os seus oito anos na Presidência.

"Bush é mais um tipo de metáfora para as coisas que a América representa, boas ou más, mas ele também é usado um pouco como saco de pancadas porque é um alvo fácil", disse o diretor do filme Kunaal Roy Kapur, de 29 anos.

Filmado em tom de arremedo de documentário, o filme falado em inglês descreve uma série de testes ridículos conduzidos em uma sala do consulado dos EUA para escolher o jovem indiano bom o suficiente para conhecer Bush.

Adaptação de uma peça homônima, o filme estréia nos cinemas indianos na sexta-feira, alguns dias antes de Barack Obama assumir o poder como o primeiro presidente negro dos EUA.

"É certamente um agradável presente de despedida para Bush", disse Kapur.

QUEM INTERPRETA BUSH?

Não se sabe ainda se um ator representa o papel do presidente no filme, embora o diretor tenha afirmado que tratou o problema de diferentes maneiras, incluindo usando imagens de vídeo de Bush.

Os anúncios de televisão para o filme mostram uma pessoa usando uma máscara de borracha com o rosto de Bush e um terno percorrendo diversos marcos de Mumbai.

Kapur disse que o filme, que custou cerca de 618 mil dólares, teria perdido muito de seu charme caso Bush não fosse o presidente dos EUA.

"A premissa não teria sido tão divertida se qualquer outro presidente estivesse na área", afirmou o diretor estreante.

"A graça toda disso é que é o presidente Bush."


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CBFC proíbe um filme Marathi

(http://www.screenindia.com/news/censor-board-denies-clearance-to-marathi-film/405411/)

Pela primeira vez na história do cinema marathi [do estado do Maharashtra], a Central Board of Film Certification (CBFC) proibiu um filme inteiro alegando que o tema não era apropriado para ser exibido. O filme Master Eke Master, estrelando o veterano Ashok Saraf e dirigido por Sanjay Surkar, é uma comédia que expõe falhas no sistema educacional indiano.

A CBFC comunicou aos produtores que o filme glorifica a corrupção e as mal práticas no sistema educaciocal. Os membros da comissão de censura que assistiram ao filme, incluindo o professor Nandini Sardesai, ressaltaram cenas em que aparece licor sendo servido em sala de aula e a degradação de uma mulher com um professor que consentem com a bigamia.

"O filme viola as pautas da Central Board. Mesmo fazendo cortes, o tema do filme não poderá ser mudado. Isso não é apropriado para ser visto por não-adultos e mesmo assim o filme teve o certificado unanimemente rejeitado pra todas as categorias", disse a CBFC.

Chocado com a decisão, Surkar disse que o filme é uma ficção e que isso é dito nos créditos. "Eu sou diretor há 15 anos e sei de minhas responsabilidades. Meus filmes são reconhecidos e premiados pelo governo do estado também", disse. "Master eke Master é uma comédia que expõe o confronto entre dois indivíduos distintos que fazem parte do sistema educacional. Na realidade, as pessoas veem muita corrupção no sistema educacional", esclarece Surkar. Ele ainda disse que fará uma petição após a revisão do comitê da CBFC e que está preparado pra entrar na justiça pra lutar pela exibição do filme.

Central Board of Film Certification - CBFC

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Quem já assistiu a um filme indiano deve se lembrar dessas etiquetas que aparecem logo antes de o filme começar. Se não se lembra, repare da próxima vez. Se o filme for realmente indiano, ou seja, for produzido e gravado na Índia, então essa imagem irá aparecer antes do filme começar. Isso se trata da certificação e classificação do filme, ou seja, é o documento que libera o filme, programa de TV ou propaganda, além de censurá-lo caso haja necessidade. E é neste último quesito - censura - que a incredible maior democracia do mundo por vezes nos surpreende. E essa classificação é feita, em toda Índia, pela Central Board of Film Certification - CBFC.

A Suprema Corte Indiana diz o seguinte: "A censura de filmes é necessária porque um filme motiva pensamentos e ações muito mais que um livro, por exemplo. A combinação de ação e voz, imagens e sons, no escuro do cinema, e sem nenhuma outra distração, tem um poderoso impacto na mente dos espectadores e pode afetar as emoções. Portanto, um filme tem um potencial negativo tanto quanto positivo, e tem um igual potencial de instar a violência ou bons comportamentos. Não dá pra comparar um filme com outros meios de comunicação. A censura prévia é, portanto, não só desejável como necessária."

Até aí está relativamente bem, já que, como sabemos, todos os países tem um órgão de classificação indicativa de filmes. Isso não significa, porém, que um filme feito aqui no Brasil, por exemplo, deva cortar cenas ou até mesmo ser proibido de ser exibido caso contenha cenas e/ou temas que não estejam de acordo com, digamos, a ordem pública. Já na Índia (a maior democracia do mundo, não se esqueçam), as coisas são um tanto diferentes. Eles não só classificam filmes em termos de faixa etária recomendável, como também proíbem certos filmes com temas para eles polêmicos.

A classificação é dada da seguinte forma: U (conteúdo universal, liberado para todas as idades); U/A (conteúdo liberado para crianças na presença dos pais); A (conteúdo adulto, com cenas de violência, sensualidade e linguajar vulgar); e S (classificação rara, apenas uma classe específica pode ter acesso).

Mas não pense você que dentro da Índia isso é normal. Lá o debate é também grande, sobretudo dos que fazem os filmes. Muitos diretores estão ficando revoltados porque a CBFC impõe censuras para trechos dos filmes, que, se cortados, estragarão a sequência. Em alguns casos, até, a Suprema Corte interveio a favor dos diretores, cancelando a censura. Mas a polêmica ainda é grande e deve se prolongar por ainda décadas.

Filmes como o Gulab Aina, já falado neste blog, foi produzido mas proibido na Índia. Ele trata sobre transexuais indianos e a CBFC o considerou o tema ofensivo e vulgar. Mesmo assim o filme foi lançado em outros países e ganhou vários prêmios, sendo considerado um dos filmes mais sensíveis sobre uma classe marginalizada. Outro documentário feito sobre um polêmico conflito entre muçulmanos e hindus no estado do Gujarat, em 2002, também foi proibido com a alegação de que ele poderia incitar mais conflitos. Mas após uma série de protestos, a proibição foi derrubada e o documentário pode ser exibido.

E a censura vale pros filmes estrangeiros exibidos na Índia. A grande maioria dos filmes de Hollywood não passam na Índia e praticamente nenhum filme europeu vai pra lá. O motivo não é só uma falta de interesse dos indianos pelos filmes parados e sem dança do ocidente, mas principalmente porque grande parte das produções ocidentais contêm cenas que, para a CBFC, são vulgares, ofensivas e incitam a mal costumes. Mas por vezes cada estado pode também censurar filmes de acordo com seus critérios. O filme "O Código Da Vinci", por exemplo, foi proibido em sete estados, bem como a publicação do livro. O por quê não me perguntem.

O filme de Bollywood Jodhaa Akbar, lançado em 2008, foi banido nos estado de Uttar Pradesh, Rajastão, Haryana e Uttarakhand. O motivo alegado é a falta de fidelidade aos fatos históricos da história real do rei Akbar. Mas a polêmica é maior e a Suprema Corte indiana recorreu dizendo que esses banimentos também tratavam-se de manipulações dos fatos históricos, já que também não se podia afirmar que o rei Akbar, muçulmano, não tinha se apaixonado por uma mulher hindu, Jodhaa. Mas a proibição caiu apenas em Uttar Pradesh.

Enfim, não vou me alongar muito aqui. O fato é que este tema é longo e muito polêmico. É apenas mais um dos tantos fatos que mostram a confusão social, cultural e política que existe na Índia, por vezes desafiando os princípios constitucionais no país. E de fato, o YahooGroups, por exemplo, chegou a ser inteiramente cancelado na Índia após denúncias de grupos separatistas utilizarem esta ferramenta. Mas como a internet é muito prolixa e a Índia, em princípio, não é uma ditadura (e sim a maior democracia do mundo), também perceberam que a censura não podia ser, assim, tão generalizada. E é assim que muitos indianos, não podendo ter um acesso permitido a materiais pornográficos (que são totalmente proibidos na Índia), usam e abusam do que a internet oferece, e que não é pouco!
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008


Na esteira do blog INDI(A)GESTÃO, que acaba de publicar uma retrospectiva de 2008 segundo o jornal Delhi Times, farei uma breve retrospectiva do blog Cinema Indiano, que termina 2008 com apenas pouco mais de 6 meses de vida! Bom, por ironia do destino (e confesso que só percebi isso depois, mas Freud explica!), este blog foi fundado no dia 12 de junho de 2008. Enquanto muitos brasileiros estavam muito ocupados com suas companheiras e companheiros (no Brasil, 12 de junho é o Dia dos Namorados), eu, aqui sozinho, preocupava-me em ocupar meu tempo criando um blog de utilidade pública (olha só minha pretensão...).

Hoje, 202 dias depois, o
Cinema Indiano conta com um acervo de 83 postagens (contando já com esta) e mais de 5000 visitas de ao menos 43 países (eu tenho ao menos 3 dispositivos de contagem de visitas, cada qual com sua metodologia distinta, então fiz uma aproximação). São já 6 seguidores fiéis inscritos (ou deveria dizer seguidoras?). E ainda fomos agraciados com um prêmio recebido no dia 21 de setembro - o Prêmio Dardos. Mas o mais legal é que o dia 21 de setembro não é um dia qualquer; trata-se do Dia Internacional da Paz, estabelecido pela ONU e, no Brasil, é o Dia da Árvore. Para quem não sabe - e agora chegou a hora de saber -, meu nome significa "árvore" na língua indígena Tupi-Guarani. Então este prêmio não veio a toa neste dia!

As primeiras postagens deste blog foram sobre o filme
Taare Zameen Par, até hoje o meu favorito. Depois seguiram-se as postagens sobre o filme Black, outra obra fantástica. Minha insistência nestes dois filmes mostraram-se sábias depois que descobri que, até hoje, meu blog é encontrado nos sites de procura principalmente por conta destas duas produções, o que me deixa muito feliz. Mas em terceiro lugar da procura, em sites como o Google, estão as postagens sobre o homossexualismo nos filmes indianos e sobre as produções pornográficas. Enfim, prova de que este blog é bem diversificado!...

Fiz uma série sobre as grandes indústrias de cinema da Índia, terminando com a criação de um mapa esclarecendo a localização de todas estas indústrias. Este mapa pode ser conferido aqui: http://cinemaindiano.blogspot.com/search/label/Mapa. Mas sempre que houver a curiosidade, clique no marcador "Mapa" da coluna à esquerda.

Algumas curiosidades sobre a produção indiana foram tratadas, publicando alguns artigos que sairam no Brasil e no mundo, além de ter estado atento às mostras de cinema indiano que aconteceram por aqui.

Mas ainda há muito por fazer e publicar. Sempre tentarei não falar apenas de Bollywood, embora já tenha dito que é mais difícil, já que Bollywood realmente domina. Mas o mais importante de tudo será a contribuição de vocês, e espero ter cada vez mais visitas!

E de novo, um FELIZ ANO NOVO!!!
Justificar

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mudanças - Segunda Parte

JustificarHoje resolvi tomar uma nova decisão em relação ao blog e deixei a cor do fundo em preto - ou deixei em não-cor, como queiram. De novo imagino que alguns de vocês possam não gostar dessa mais nova mudança, mas se todos gostássemos igual de tudo o mundo já seria um local perfeito. Ou não. O que importa é que eu não pus o preto a toa, mas por um motivo muito claro e digno: economia de energia. O raciocínio é simples: um fundo de tela (ecrã) branco, ou claro, emite luz e, assim, gasta um tanto específico de energia. Já um fundo preto não emite luz e, consequentemente, gasta muito menos energia.

Em tempos de conscientização global dos nossos recursos e de nosso consumo, ao menos não deixo de fazer minha parte gastando um pouco menos da energia da nossa famosa usina de Itaipu. Por sorte o Brasil não se vê obrigado de ter seu ar esbranquiçado, como da Índia, por usinas termelétricas a carvão, mas nem assim gastarei mais energia só porque temos rios de sobra.

E aproveitando o tema "mudanças", todos nós, lusófonos, estamos sabendo das mudanças ortográficas que começarão a ser vigentes na nossa língua a partir do dia 1° de janeiro de 2009. Se alguém não sabia, então passe a saber a partir de agora. É claro que eu falo o português brasileiro - e isso significa uma série de palavras que eu corro o risco de usar que são provenientes da língua Tupi, e outras tantas que vêm de línguas africanas -, mas todas as palavras que falamos em comum e que mudarem eu tentarei estar atento para atualizá-las. Espero que até 2013 (prazo para a adaptação) eu já tenha me acostumado!

E meus votos para o próximo ano permanecem os mesmos. Nos vemos em 2009!

OM SHANTI OM

Filmes Indianos no Porto

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Sem pedir permissão, estou aqui copiando uma postagem que encontrei no blog da Barbarella , o
Grand Masala, que pode ser de muita utilidade para os portugueses, brasileiros e afins que residirem no Porto (ou que passarem por lá). Confira:

A pedido de algumas famílias - e de mim mesma, que acho que o cinema indiano merece ser visto e amado por todos - aqui fica o contacto de uma loja no Porto que vende filmes de qualidade, grandes sucessos do passado e do presente com os grandes actores de Bollywood que têm vindo a marcar geração após geração.

Alguns lembrar-se-ão de filmes mais antigos como O Sofrimento do Amor ou de filmes modernos incontornáveis com actores como Shah Rukh Khan ou Aamir Khan.
Está tudo lá, com legendas em Português ou, garantidamente, em Inglês e com o selinho do Ministério da Cultura e tudo.

E não, eu não ganho comissão, mas esta loja é muito simpática e tem um distribuidor impecável a quem eu comprava filmes em Lisboa e cujos DVD tinham sempre qualidade, o que é muito importante. Já sabem:

MANRAJ
R Cedofeita 315 4050-181 Porto
222083451

Uma nova postagem foi escrita no mesmo Grand Masala, agora mais completa e com mais locais onde encontrar filmes indianos à venda em Lisboa e no Porto. Clique aqui e veja.

Um ano de lições pra Kollywood

Shreedhar Pillai, do Times of India (tradução livre)


Um recorde de 114 filmes tamil foram lançados em 2008 (com Panchamritam sendo o último a ser lançado, em 25 de dezembro), o maior na última década. Desses, 19 deram lucros aos seus produtores - ou 16% do total, um sucesso. No ano, houve um blockbuster (Subramaniapuram), três foram super sucessos (Dasavatharam, Yaaradi Nee Mohini e Kathalil Vizhunthen) e seis foram sucessos normais (Saroja, Santosh Subramaniyam, Dhaam Dhoom, Vaaranam Aayiram, Anjaathe e Thenavattu). E dos outros, ainda nove obtiveram uma pequena margem de lucro.

A indústria de filmes tamil passou por uma metamorfose em 2008. Uma indústria conhecida por filmes populares com superstars e orçamentos de mais de 3 milhões de dólares (algo perto de 10 milhões de reais na cotação atual, ou algo perto de um milhão de euros, o que é bem muito pra Índia) viu muitos deles bombando. Mas apenas dois dos sete filmes com super orçamento no ano deu o retorno completo aos produtores.

"O resultado das bilheterias em 2008 mostram claramente que os filmes de grande orçamento viraram de alto risco, enquanto que filmes de orçamento pequeno (de no máximo um milhão de dólares) são comparativamente mais seguros", diz Tiruppur Subramaniam, um veterano distribuidor dos filmes tamil.

"Small is beautiful" parece ser a chave aqui. Diretor e produtor estreante, Sasikumar Subramaniapuram viu sua produção de menos de um milhão de dólares arrecadar, em 100 dias, mais de três vezes mais o valor gasto apenas com direito de imagem na TV. Como o famoso diretor malayalam, Lal Jose, agora na indústria tamil, disse: "Se o filme tem bom conteúdo, com idéias inovadoras e músicas cativantes, as pessoas irão vê-lo inevitavelmente, independentemente dos atores". Filmes de pequeno orçamento como Anjaathe, Saroja e Vizhuenthen deram maravilhosos retornos.

Outro fato que vem se comprovando cada vez mais é a importância das músicas dos filmes, que mais e mais são uma poderosa ferramenta na promoção das produções. E isso acontece sobretudo porque a audiência do cinema tamil é principalmente de jovens entre 15 e 30 anos, a faixa etária que mais "consome" músicas, como afirma o diretor Selvaraghavan. Fosse alguns anos atrás o parâmetro seria outro, já que a maioria do público de Kollywood era composta por mulheres, o que já mudou - mais uma prova das mutações recentes no cinema tamil.

O fato é que Kollywood esteve atenta às mudanças recentes do gosto do povo tamil e aprendeu a tirar proveito. Agora é ver se em 2009 eles conseguem superar-se ainda mais.