domingo, 15 de março de 2009

A Bollywood da Globo

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Encontrei no site da revista Veja uma reportagem interessante revelando alguns dos truques do cenário montado pela Globo para a novela Caminho das Índias. Longe de eu estar defendendo a maquiavélica e parcial Veja, apenas acho que esse tipo de matéria vale a pena ser compartilhado.

A Bollywood da Globo
por Silvia Rogar

As novelas da Rede Globo já tiveram gravações em Atenas e Macau, em Praga e Miami, em Moscou e Bali. Sempre uns poucos capítulos, em geral para dar um brilho ao começo da história e garantir flashbacks glamourosos ao longo da trama. Não é o que ocorre em Caminho das Índias, o atual folhetim das 8 horas da Globo. Do início ao fim, a novela de Glória Perez terá peripécias ambientadas no Rajastão, o maior estado indiano, onde vivem os personagens do núcleo central da história. Ao longo de um mês, uma equipe de quarenta pessoas se dividiu entre cinco cidades indianas e captou imagens de monumentos e palácios, de festas e da vida cotidiana, de cerimônias religiosas e do trânsito caótico. Também foram gravadas cenas com parte do elenco em locais turísticos como o Taj Mahal (que não fica no Rajastão). Manter uma equipe estacionada na Índia pelos sete meses de duração de uma novela seria, contudo, impraticável. Por isso, o drama do amor impossível de Maya (Juliana Paes) e Bahuan (Márcio Garcia) desenrola-se na cidade cenográfica mais imponente da história da Globo. São 12.100 metros quadrados de Índia reproduzidos no Projac, a central de produções da emissora, num trabalho que levou dois meses e envolveu 180 operários, mais sessenta profissionais responsáveis pelo paisagismo e pelos detalhes do cenário. A cidade propriamente dita, com suas ruas, becos, casas, lojas, palácio e templo hindu, ocupa 9 600 metros quadrados. Os outros 2 500 metros quadrados pertencem ao Rio Ganges, construído a partir de um lago artificial que já existia no Projac. Os custos de produção só não explodiram porque esse Rajastão de folhetim aproveitou em grande parte a estrutura da Portelinha de Duas Caras, que ocupava 8 000 metros quadrados. O arruamento e 50% das construções do núcleo indiano são adaptações da favela que movimentou o enredo da novela de Aguinaldo Silva. Com isso, manteve-se o custo por capítulo em 430 000 reais, dentro da média do horário.

A Índia criada pela equipe de Glória Perez é bem bollywoodiana (a pujante indústria de cinema indiana tem o apelido de Bollywood). O país tem uma sujeirinha aqui e um quebradinho acolá, mas não deixa entrever nem de longe a miséria da Índia real. Só ficaram o pitoresco e o colorido: riquixás, tuk-tuks (triciclos motorizados), ônibus enfeitados e barraquinhas e lojas com produtos populares. Desses últimos, 80% foram comprados diretamente na Índia pela produção de arte. São xales, instrumentos musicais, flores e imagens de deuses hindus em profusão. Uma indiana que mora no Brasil se encarrega de revisar os cartazes e letreiros escritos em hindi. Também fazem parte da festa três vacas e três cabras, que perambulam pelos cenários à vontade, fazendo o que bem entendem, e 100 figurantes, que encarnam transeuntes e profissionais de rua, como vendedores de chá, entregadores de marmita, dentistas e limpadores de orelha (quem já foi à Índia sabe que limpadores de rua seriam mais úteis).

Em Caminho das Índias, várias técnicas de construção de cenários vêm sendo testadas pela Globo, algumas pela primeira vez. Alguns pisos, por exemplo, são reproduções de originais indianos, fotografados e impressos digitalmente em uma lona fosca, inclusive com suas imperfeições. Treliças e grades trabalhadas, que mais lembram rendas, ganharam forma por meio de um processo computadorizado, que recorta fibras de madeira com precisão. Já os relevos decorativos das construções foram artesanalmente esculpidos em isopor e, depois, recriados em fibra de vidro. Foi dessa maneira que se moldaram uma versão reduzida do Palácio dos Ventos, cujo original está em Jaipur, e o templo cenográfico, com esculturas de deuses hindus trabalhados em sua fachada. "É um tipo de acabamento que apenas dois anos atrás não seria possível", afirma o diretor de arte Mário Monteiro, há 41 anos na emissora.

Em novelas anteriores, a Globo reproduzia no máximo bairros, com esquinas e casas bem marcadas e identificáveis. Em Caminho das Índias, a lógica é inversa. Para dar a ideia de uma grande cidade, foi preciso construir espaços versáteis. O beco onde se concentram algumas lojas, por exemplo, foi erguido com cinco saídas. As lojas de Opash (Tony Ramos) e Manu (Osmar Prado) ficam praticamente frente a frente no cenário. Para evitar que o espectador perceba a proximidade física (afinal, no início da novela os dois personagens não se conheciam), o truque é fazer Manu usar sempre a entrada dos fundos.

Graças aos efeitos visuais, imagens feitas na Índia tornam-se pano de fundo de cenas gravadas no Brasil. Assim, os onipresentes morros de Jacarepaguá, bairro onde fica o complexo de estúdios da Globo, foram substituídos pelas colinas do Rajastão. O recurso também é usado para dar vida ao falso Rio Ganges. A Globo construiu uma escadaria que serve de palco para atividades como a lavagem de roupa e cremações à beira da água. Atrás, veem-se imagens captadas na Índia e selecionadas de acordo com o contexto da cena. Sagrado para os hindus, o Ganges da Globo tem, como vizinho, uma construção para lá de profana: a casa do Big Brother.


terça-feira, 10 de março de 2009

Holi Hai!!!

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Eu, pós Holi, em março de 2008; Nova Délhi, Índia

Hoje, 10 de março de 2009, é o Chhoti Holi, ou Pequeno Holi, preparativo pra amanhã, que é o feriado oficial do Holi.

Holi é o festival das cores, que marca a chegada da primavera na Índia, e é celebrado na lua cheia do mês do calendário hindu de Phalgun. Sua origem é controversa, mas estudiosos tendem a concordar que provavelmente seja um dos festivais mais antigos do subcontinente indiano, e que provavelmente tenha absolutamente a mesma origem que o carnaval. O fato é que ele marca a chegada da primavera na Índia, que fica no hemisfério norte, indicando o retorno das colheitas após o inverno.

A origem do carnaval é absolutamente a mesma e muito antiga, dos tempos em que as sociedades baseavam-se nos ciclos lunissolares (da lua e do sol) e da agricultura, e festejavam os tempos de colheita; o cristianismo, muito posterior à origem do carnaval, não conseguiu eliminá-lo do calendário do povo, agregando-o aos seus festivais, embora fosse ele um festival pagão. No hinduísmo, esse "carnaval" foi adaptado à religião e a explicação mais comum diz que surgiu com Krishna, mas outras dizem que foi com Shiva. O fato é que o Holi deve ter uma origem bem mais antiga que o próprio hinduísmo.

No Holi as pessoas vão às ruas e jogam pós coloridos uns nos outros, além de, por vezes, também tinta e água. Embora o feriado seja oficialmente um dia, as pessoas comemoram o Holi por cerca de uma semana, tal qual o carnaval. Em muitos casos esses encontros de pós, tintas e águas misturam-se a muita dança por várias horas seguidas.

Entrem também no Indi(a)gestão para ver a postagem que a professora Sandra Bose fez e aproveitem pra ver um vídeo em que eu e ela brincamos de Holi, antes de eu ficar do jeito que estou na foto. Abaixo fiz uma coletânea de alguns vídeos famosos e desconhecidos de Bollywood e do cinema indiano, com músicas cujo tema principal é o festival do Holi. Existem muitos outros, pois os indianos adoram ver o Holi no cinema, mas peguei apenas alguns. O primeiro vídeo é o mais famoso deles, do filme Mangal Pandey, com Aamir Khan. Divirtam-se, e Holi Hai!!!!!!!











segunda-feira, 9 de março de 2009

A fama é passageira

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Recebi de uma leitora uma reportagem que saiu no jornal Times of India, falando da fama passageira de atores-mirim de filmes que ficam famosos. A reportagem, na verdade, encontrou Shafiq Syed, que foi estrela de Salaam Bombay!, filme de Mira Nair indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 1989. Mas a despeito do sucesso internacional do filme, e do papel de protagonista do então criança Shafiq, ele é hoje um motorista de riquixá em Bangalore. Esse tema tem tudo a ver com o momento, enquanto discutimos sobre os atores-mirim de Quem Quer Ser um Milionário?. Leiam a reportagem:

"Salaam" estrela agora um motorista de riquixá
05/03/09, Seethalakshmi S., do Times of India

BANGALORE: O mundo não pode tanto quando as crianças de rua de Quem quer ser um milionário?. Rubina Ali e Azharuddin vivem agora o brilho de que são feitos os sonhos. Bajulados com os Oscars e prêmios do Filmfare, elogiados pelos Shah Rukhs e Brad Pitts, você tem certeza que, como Jamal, eles também terão um lindo destino.

Terão mesmo? Essa é a pergunta do milhão. E se a vida de Shafiq Syed é um exemplo, então o pó de ouro desaparecerá rápido de suas vidas. A história de Syed é impressionantemente semelhante à das crianças de Milionário. Ele foi a estrela-mirim do filme indicado ao Oscar de Mira Nair, Salaam Bombay!. Ele ganhou a medalha do presidente pela melhor atuação de uma criança, mas caiu no obscurantismo - e na pobreza.

Em Bangalore, se você pegar um riquixá com a placa KA-01-9770, pare e veja o motorista de perto. Ele é "Krishna", o garoto de 12 anos que vendia paav e chá e roubou corações no premiado filme. Hoje, ele ganha a vida com miseráveis 150 rúpias por dia (pouco menos de 4 dólares), dirigindo seu auto pelas ruas de Bangalore.

Syed diz que foi por uma grande sorte que ele acabou ganhando o papel de Krishna. "Em 1986, junto de alguns amigos, eu fugi de casa apenas pra ver como era Mumbai. Nós não tínhamos casa, então ficamos nas calçadas da Churchgate", diz.

Um dia, a vida mudou dramaticamente pra vida dos garotos. Uma mulher aproximou-se deles dizendo que pagaria 20 rúpias por dia se eles participassem da oficina de drama dela. "Meus amigos disseram que isso seria um negócio pra explorar crianças e foram embora. Eu fui com ela. Eu estava muito feliz de ganhar 20 rúpias por dia, pois assim eu poderia ir ver filmes e comer bhelpuri. Havia cerca de 120 garotos como eu na oficina. Eles fizeram uns testes de gravação e eu acabei ganhando o principal papel do filme".

"Nós gravamos por 52 dias e eles pagaram-me 15.000 rúpias. Eu estava muito emocionado. Após as gravações, eu poderia assistir filmes e saborear as comidas de rua de Mumbai. O filme foi o maior sucesso e quando o presidente tirou fotos comigo era como se eu estivesse num sonho."

Mas sonho acabou rapidamente. A equipe de filmagem encerrou-se e desapareceu. "Eu percorri as ruas de Mumbai batendo nas portas de produtores por cerca de oito meses, mas a sorte não sorriu pra mim. Em 1993, eu voltei pra Bangalore e recomecei a vida. Eu tenho três filhos que estão estudando", diz Syed, cogitando se o "reconhecimento é temporário".

Colaborou: Verônica Braga

sábado, 7 de março de 2009

III Mostra Bollywood e Cinema Indiano de São Paulo

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Caros amigos do Cinema Indiano, trago a vocês, em primeiríssima mão, informações sobre a III MOSTRA BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO de São Paulo, que ocorrerá de 17 a 29 de março de 2009. Com a maior parte dos filmes com a temática do terrorismo, a mostra desse ano terá um eixo temático em sintonia com os recentes ataques de Mumbai e a tensão crescente na Índia relacionada à Caxemira e o conflito entre hindus e muçulmanos. A seguir passo o texto presente no site da Cinemateca Brasileira (onde ocorrerá o festival) e da Bollywood Brazil:

"A Cinemateca Brasileria, em parceria com a Academia Internacional de Cinema (AIC), traz mais uma vez a São Paulo uma seleção de clássicos e produções recentes de Bollywood e do cinema indiano. A terceira edição da mostra BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO tem, entre seus destaques, uma amostra da nova produção de filmes policiais rodados na região e um programa especial reunindo longas que tratam de questões relacionadas ao terrorismo na Índia de hoje. A programação inclui ainda os tradicionais romances musicais made in Bollywood - como o clássico Bobby, de Raj Kapoor, um campeão de bilheteria dos anos 70 que inspirou inúmeras imitações - e Gauri: the unborn, de Aku Akbar, terror psicológico que tem como mote o aborto. A mostra BOLLYWOOD E CINEMA INDIANO é composta por 13 longas de ficção e ainda pelo documentário inédito Bollyworld, dirigido pelo produtor, cineasta e editor indiano Ram Prasad Devineni, responsável também pela curadoria do evento. Dia 24, às 19h30, o jornalista Franthiesco Ballerini, coprodutor de Bollyworld, conversa com o público após a projeção do documentário. Os filmes serão exibidos em Inglês."

O festival terá ENTRADA FRANCA. Agora, abaixo, mais informações a respeito da programação:

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)




PROGRAMAÇÃO

- 17/03 - Terça

20h00 - Bobby

- 18/03 - Quarta

18h00 - Johnny Gaddaar
21h00 - Dhokha

- 19/03 - Quinta
18h00 - Bombay
21h00 - Gauri: the unborn

- 20/03 - Sexta
18h00 - 36 China Town
21h00 - The Terrorist

- 21/03 - Sábado
15h00 - Woh Lamhe
17h30 - Cash
20h00 - Red: the Dark Side

- 22/03 - Domingo
15h00 - Roja
17h30 - Bollyworld
18h30 - AAG

- 24/03 - Terça
19h30 - Bollyworld (Debate com Franthiesco Ballerini)

- 25/03 - Quarta
17h00 - 36 China Town


20h00 - Black Friday




- 26/03 - Quinta
17h00 - Cash
20h00 - Roja



- 27/03 - Sexta

17h00 - Red: the Dark Side
20h00 - Woh Lamhe





- 28/03 - Sábado

17h30 - AAG
21h00 - Gauri: the unborn



- 29/03 - Domingo
15h00 - Bombay
18h00 - Bobby



FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES:


36 China Town, de Abbas Mustan
Índia, 2006, 35mm, cor, 140’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Akshaye Khanna, Kareena Kapoor, Shahid Kapoor, Paresh Rawal
Policial tenta descobrir quem matou a rica proprietária de um cassino em Goa.
sex 20 18h00 | qua 25 17h00

Aag
, de Ram Gopal Varma
Índia, 2007, 35mm, cor, 171’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Amitabh Bachchan, Ajay Devgan, Mohanlal, Prashant Raj
Acerto de contas entre um inspetor de polícia e o mais temido e poderoso gangster de Bombaim. Refilmagem de Sholay, grande hit do cinema indiano dos anos 70.
dom 22 18h30 | sáb 28 17h30

Bobby
, de Raj Kapoor
Índia, 1973, 35mm, cor, 168’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Rishi Kapoor, Dimple Kapadia, Pran, Prem Nath
História do amor impossível entre dois adolescentes de castas diferentes em Bombaim. Campeão de bilheteria do cinema indiano dos anos 70, inspirou inúmeras imitações.
ter 17 20h00 | dom 29 18h00

Bollyworld
, de Ram Devineni
Índia/Brasil, 2009, vídeo digital, cor, 30’ | Versão original em inglês| Exibição em DVD
Um dos focos do documentário são as transformações da indústria de Bollywood para aumentar seu apelo junto a uma classe média indiana emergente e às platéias internacionais.
dom 22 17h30 | ter 24 19h30

Cash
, de Anubhav Sinha
Índia, 2007, 35mm, cor, 137’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Ajay Devgan, Sunil Shetty, Zayed Khan, Ritesh Deshmukh
Criminosos lutam pela posse de preciosos diamantes sul-africanos.
sáb 21 17h30 | qui 26 17h00

Gauri: the unborn, de Aku Akbar
Índia, 2007, 35mm, cor, 98’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Mohan Azaad, Anupam Kher, Atul Kulkarni, Manasi
As lembranças de um aborto, realizado em nome da ascensão profissional de um casal, voltam para aterrorizar uma família em férias.
qui 19 21h00 | sáb 28 21h00

Johnny Gaddaar, de Sriram Raghavan
Índia, 2007, 35mm, cor, 138’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Dharmendra, Rimi Sen, Ashwini Khalsekar, Neil Nitin Mukesh
A história de um criminoso que elimina os companheiros para aumentar sua parte nos lucros da gangue serve de pretexto a esta homenagem à literatura e ao cinema noir.
qua 18 18h00

Red: the dark side, de Vikram Bhatt
Índia, 2007, 35mm, cor, 148’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Aftab Shivdasani, Celina Jaitley, Amrita Arora, Amin Hajee
Saindo das garras da morte, Neil é levado por um desejo incontrolável que o conduz pelo caminho obscuro do passado de sua amada Anahita.
sáb 21 20h00 | sex 27 17h00

Woh Lamhe
, de Mohit Suri
Índia, 2006, 35mm, cor, 135’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Shiney Ahuja, Kangana Ranaut, Shaad Randhawa, Purab Kohli
Baseado na vida de Parveen Babi, o filme conta a história de uma atriz esquizofrênica e seu grande amor.
sáb 21 15h00 | sex 27 20h00

CINEMA INDIANO E TERRORISMO

Black friday
, de Anurag Kashyap
Índia, 2004, 35mm, cor, 167’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Vijay Maurya, Pavan Malhotra, Aditya Srivastava, Dibyendu Bhattacharya
Trata dos bombardeios que aterrorizaram Bombaim em 1993, uma resposta à violência sofrida pelos muçulmanos durante as revoltas que deixaram mais de 1.500 mortos.
qua 25 20h00

Bombay
, de Mani Ratnam
Índia, 1995, 35mm, cor, 141’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Arvind Swamy, Manisha Koirala, Tinnu Anand, Akash Khurana
Hindu se casa com muçulmana num pequeno vilarejo no sul da Índia, mas são obrigados a mudar para Bombaim para fugir do preconceito. A casa do diretor Mani Ratnam sofreu um ataque a bomba após o lançamento do filme nos cinemas.
qui 19 18h00 | dom 29 15h00

Dhokha
, de Pooja Bhatt
Índia, 2007, 35mm, cor, 117’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Muzammil Ibrahim, Tulip Joshi, Aushima Sawhney, Bharat Dabholkar
Muçulmano moderado, policial indiano entra em choque quando sua falecida esposa, vítima de um ataque a bomba, é acusada pelo atentado.
qua 18 21h00

Roja
, de Mani Ratnam
Índia, 1992, 35mm, cor, 137’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Arvind Swamy, Madhoo, Pankaj Kapur, Shiva Rindani
A inocente e recém-casada Roja luta para libertar o marido, sequestrado por terroristas paquistaneses e levado para Kashmir.
dom 22 15h00 | qui 26 20h00

The terrorist, de Santosh Sivan
Índia, 1999, 35mm, cor, 95’ | Legendas em inglês | Exibição em DVD
Ayesha Dharker, K. Krishna, Sonu Sisupal, Vishwas
Produção independente inspirada por eventos em torno do assassinato do ex-Primeiro Ministro Rajiv Gandhi. Primeiro filme indiano exibido no Sundance Film Festival, foi comprado e distribuido nos Estados Unidos pelo ator John Malkovich.
sex 20 21h00

sexta-feira, 6 de março de 2009

Smile Pinki

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Estamos todos falando de Quem Quer Ser um Milionário? e ninguém fala da produção que levou o Oscar de Melhor Curta-Documentário, Smile Pinki (2008), ou "Sorria Pinki", "O Sorriso de Pinki". Exceção seja feita ao blog Indi(a)gestão, da professora Sandra Bose, que fez uma postagem sobre ele. Aliás, foi por sugestão dela que estou fazendo essa postagem.

O documentário de 39 minutos é dirigido por Megan Mylan. Smile Pinki conta a história real de uma menina de oito anos, Pinki Kumari, que nasceu com lábio leporino, na zona rural de Uttar Pradesh, numa das regiões mais pobres da Índia. Devido à sua deformidade, ela é impedida de estudar e leva uma vida inevitavelmente triste. A solução seria uma cirurgia plástica que corrigisse o defeito labial, mas sua família não podia nem sonhar com isso, de pobres que são.

Mas eis que aparece na vila uma pessoa comunicando o trabalho social realizado pelo fantástico projeto
The Smile Train, que anualmente realiza milhares de cirurgias plásticas gratuitas em crianças com lábios leporinos. Como diz a professora Sandra Bose em seu blog, esse documentário mostra uma realidade que poucos têm a coragem de mostrar, assim como fez Quem Quer Ser um Milionário? e os indianos odiaram.

Esse defeito labial, dependendo da gravidade, de fato impede a criança de comer bem e falar, mas a cirurgia para a correção é relativamente simples e barata. E esse documentário revela como uma deformidade pode acabar com uma infância e com um sorriso. Isso em grande parte por causa do descaso e da ignorância.

Vale também dizer que, embora a Índia tenha muitos trabalhos sociais e muita gente trabalhando pelo bem, o grande senso comum que existe ali é o da não-ajuda. Isso significa que uma ação social como essa, exposta em
Smile Pinki, tem um peso ainda mais importante naquele país.

Coloco a seguir o trailer do documentário, e espero que ao menos alguns de vocês se interessem pela realidade e o baixem na internet. O trailer está em inglês.



quarta-feira, 4 de março de 2009

Quem Quer Ser um Milionário?

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E finalmente fui assistir ao filme Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008), em pré-estreia, pois não aguentei esperar que ele estreasse oficialmente aqui em São Paulo (o que ocorrerá na sexta-feira próxima). Conforme prometido, farei aqui a minha crítica a esse filme, ganhador de 8 Oscars.

Bom, antes repetirei algumas informações já ditas. O filme é dirigido por Danny Boyle, um diretor britânico, com codireção do indiano Loveleen Tandan. É baseado no livro Q&A (2005), do indiano Vikas Swarup. No elenco do filme, temos o famoso Anil Kapoor como apresentador do Show do Milhão indiano (que embora não tenha feito nada de muito sucesso em Bollywood, atua desde 1979 e já recebeu alguns prêmios na Índia) e o outro também famoso Irrfan Khan, como o delegado. Eu também não posso deixar de lembrar que o ator que faz Jamal Malik (o protagonista) quando jovem, Tanay Hemant Chheda, é também quem faz Rajan Damodaran, o amigo de Ishaan Awasthi, em Taare Zameen Par.

Bom, e Quem Quer Ser um Milionário? acabou por ganhar 8 Oscars: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Canção Original e Melhor Mixagem de Som. Ambos os prêmios de trilha sonora e canção original foram entregues ao indiano A.R. Rahman de Chenai, Tamil Nadu, sucesso absoluto nas trilhas de Bollywood, virando orgulho nacional. Aliás, Rahman fez de fato um bom trabalho, em se considerando o que é o "normal" dele em Bollywood. As músicas desse filme, embora não se destaquem tanto, são bem sensíveis e bem construídas. "Jai Ho", a música que ganhou o Oscar de Melhor Canção, é até cativante, mas na minha opinião o próprio Rahman já fez coisa muito mais bonita e empolgante em Bollywood. Mas em se considerando o que se costuma premiar em Hollywood (músicas a la "My Heart Will Go On"), "Jai Ho" é divertidíssima e merecia o prêmio. No final dessa postagem vai o clipe dela.

E falando em orgulho nacional, devo dizer que os indianos tiveram uma reação muito estranha com esse filme. Por um lado, a primeira reação foi de ódio e raiva pela obra de Danny Boyle. Ódio por não verem o que há de bonito na Índia ali na telona, segundo eles mesmos. Ódio por mostrar uma Índia muito feia; feia no sentido material, suja, bagunçada, fedida... mas mais feia ainda no sentido espiritual, rompendo com uma imagem por muitos ainda solidificada, e revelando uma estrutura social e espiritual pra lá de corrompida, mais suja e fedida que a própria realidade material. E os indianos não gostam de saber que eles são assim, não gostam mesmo. Indiano só gosta do que há de progresso na Índia, da Índia que constroi o futuro, e também da Índia que já foi, a que inventou a matemática, a medicina, a astrologia e astronomia, a navegação, a universidade, a música e muito mais. Mas a realidade presente, feita por eles neste momento, isso eles não querem saber. E nem sabem que são responsáveis também.

Eu falo isso, mas sei também do que temos por aqui. Digo isso antes que receba críticas por falar dos outros. Eu reconheço, por exemplo, o que aparece nos filmes nossos que tanto sucesso fizeram, como Central do Brasil e Cidade de Deus, de Walter Salles e Fernando Meirelles, respectivamente. Ambos vão pra estética da pobreza, é verdade, mas mostram a realidade e reconhecemos isso, não temos ódio. E o filme de Meirelles, tanto dito ter inspirado Danny Boyle, eu discordo. São formas diferentes de direção e edição. Pode ter havido alguma coisa inspirada, mas só alguma coisa.

E finalmente, minha opinião é que o filme é bom e somente bom. Eu não daria um Oscar de Melhor Filme a ele. Fiquei com a profunda sensação que a Academia quer agora tirar o foco mundial da China e tranferir para a Índia. Me pareceu demais uma grande jogada política-econômica, isso sim. O roteiro não é assim tão complexo, muito pelo contrário. A direção não achei tão original, muito pelo contrário. A trilha sonora é mesmo boa, mas nada excepcional (ou será que esse ano não havia nada melhor mesmo?). E a fotografia, daí sim, essa merecia.

Eu acho que talvez Danny Boyle tenha um mérito que seja de fato uma tentativa de convergência entre as estéticas do cinema ocidental e de Bollywood. Muitas das técnicas de edição utilizadas nesse filme são mesmo de Bollywood. Algumas cenas com a câmera acelerada, de maneira um pouco tosca até, lembra muito o tosco que por vezes faz Bollywood em cenas de ação. A história, ou seja, o enredo, é muito simples, na verdade. O filme é muito simples, tentando ser bonito, até. Se por um lado os indianos odeiam a realidade mostrada no filme, eu diria que é muito mais interessante a realidade que mostra Quem Quer Ser um Milionário?. O filme inteiro se desenrola com o personagem principal, Jamal Malik (Dev Patel), provando que as duras circunstâncias de sua vida construíram a sua sabedoria. Pra mim essa é a grande beleza do filme, embora chegue a tender até pra um tanto brega. Mas isso é universal, e é também muito bonito vermos como o ser humano é de fato igual em qualquer lugar. Somos muito bonitos e muito horrosos em qualquer lugar do planeta. Em alguns locais temos algumas complexidades sociais a mais, e a Índia é um campo fértil pra complexidades.

E na questão da direção ter-se baseado em alguns fatores de Bollywood, eu diria até que há inspirações além. Num dado momento do filme, Jamal combina com sua amada que ele estará sempre na mesma estação de trem, no mesmo horário. E no mesmo momento que vi isso, imediatamente lembrei-me do filme alemão Sombras do Passado (Shadows of Time, 2004), também rodado na Índia, que tem como enredo os desencontros de um casal apaixonado, e que em um dado momento o garoto combina com a amada que estará todos os dias no mesmo local e no mesmo horário, até o dia que ela aparecer.

Mas fora tudo isso, o filme mostra uma realidade muito interessante - e muito real. Eu vi com meus próprios olhos a polícia corrupta da Índia, e mais de uma vez. Eu sofri as consequências diretas da malandragem indiana, friamente mostrada no filme, e me assustei com as favelas de Mumbai. Na vida real, o pai do pequeno Azharuddin Mohammed Ismail, que fez o pequeno Salim quando criança, surrou o coitado em pleno público (veja aqui). Na vida real, a mãe da pequena Rubina Ali, que fez Latika criança, reclamou que Danny Boyle poderia também dar uma casa a eles, não apenas o generoso salário, educação e saúde até que fiquem adultos (veja aqui). Parece-me que o diretor acatou a "sugestão".

O resumo é que o filme vale a pena ser visto. Se não há assim tanta coisa que o destaque efetivamente, vale muito pelo que ele vem representando nessa mobilização mundial que se criou. A reação é mesmo ambígua, mas as vezes a ambiguidade tras mais coisas a nós do que aquilo que identificamos mais facilmente.

Abaixo vão o trailer do filme e a música que ganhou o Oscar (com a letra, em hindi).





terça-feira, 3 de março de 2009

Astro de filme ganhador de Oscar leva surra do pai em público

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A professora Sandra Bose, do Indi(a)gestão, enviou-me agora mesmo uma reportagem que saiu no site do Jornal do Brasil, sobre a agressão que uma das crianças do filme Quem Quer ser Milionário? sofreu do próprio pai. Acho que vale a pena postá-la aqui, já que estamos todos discutindo sobre isso, não só no Brasil, mas em todo o mundo.

Astro de filme ganhador de Oscar leva surra do pai em público
Portal Terra

MUMBAI - O ator-mirim Azharuddin Mohammed, que interpreta o Salim em Quem quer ser um Milionário?, foi surrado pelo pai em público depois que se recusou a dar entrevistas a uma rede de televisão em Mumbai, na Índia. Segundo o tablóide The Sun, Ismail Mohammed, deu tapas no rosto da criança e a chutou na barriga. As imagens foram registradas pela mídia indiana.

Depois da surra, Azharuddin caiu no choro e disse aos repórteres que estava cansado para dar entrevistas. Na quarta-feira, ele passou quase 24 horas entre o aeroporto de Los Angeles e a viagem para a Índia.

A mãe do garoto chorou diante das câmeras e pediu desculpas pelo marido, que depois disse estar "arrependido".

- Eu estava confuso e estressado com o retorno do meu filho e não me controlei. Eu amo ele e estou feliz que ele tenha voltado - declarou.

Devido ao esgotamento da maratona, Azharuddin não foi à escola nesta sexta-feira. O diretor Danny Boyle e os produtores do filme prometeram acompanhar todas as crianças que participaram de Quem Quer ser um Milionário? até a idade adulta. O cachê foi trocado por serviços de saúde, alimentação e educação.

17:34 - 27/02/2009

domingo, 1 de março de 2009

Caminho das Índias - Música Chori Chori Hum Gori Se

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Duas leitoras atentas do blog (e noveleiras!) me passaram o nome de mais uma música indiana que está tocando na novela Caminho das Índias e que ainda não estava aqui no Cinema Indiano! Ainda não tenho certeza se assim teremos fechado todas as músicas indianas da novela, mas assim que isso for confirmado eu farei uma postagem que feche de vez esse assunto, e que agregue o nome de todas as músicas, facilitando o trabalho de vocês, ok?

Bom, então a música de hoje é Chori Chori Hum Gori Se, escrita por Sameer e Roshan, e cantada pelos ídolos da música bollywoodiana Udit Narayan e Abhijeet. Originalmente, essa música foi feita para o filme Mela (Festival, 2000), de Darmesh Darshan, estrelando os irmãos Aamir Khan e Faisal Khan, além de contar com Twinkle Khanna e Tinnu Verma. No entanto, dois anos depois, o filme O Guru do Sexo (The Guru, 2002), de Daisy von Scherler Mayer, uma coprodução britânica, francesa e estadunidense, lançou essa mesma música em sua trilha sonora, lançando-a ao sucesso internacional. Tanto é que só consegui encontrar no Youtube um só vídeo dessa música do filme original (e ainda não completo), enquanto que do segundo filme há mais filmes no Youtube, mas também nenhum completo. Colocarei os dois aqui.

O filme Mela conta a história de uma mulher, Roopa (Twinkle Khanna), que vive em uma vila que anualmente celebra um festival. Neste ano eles convidam um ministro para a abertura do festival, quando ocorre um assassinato seguido da devastação da aldeia. A família de Roopa é aniquilada e ela busca a vingança, quando aparece em sua vida dois homens, Kishan (Aamir Khan) e Shankar (Faisal Khan). Apesar do criterioso Aamir Khan, o filme foi o maior fracasso de bilheteria de Bollywood no ano 2000. Já o filme O Guru do Sexo (facilmente encontrado nas locadoras) é bem diferente, mas, apesar de não ser de Bollywood, tem de fato uma cena song-and-dance muito mais bollywoodiana que o próprio filme indiano. Conta a história de um indiano, Ramu, que vai tentar a vida em Nova York e, confusão após confusão, acaba virando um guru do sexo acidental e consegue assim ganhar a vida.

Abaixo, então, vão os dois clipes (o primeiro do filme Mela e o segundo de O Guru do Sexo), lembrando que nenhum dos dois estão com a letra completa. Em seguida vai a letra em hindi e traduzida. E para fazer o download dessa música, clique aqui. Para todas as outras músicas indianas da novela, clique aqui e veja postagem por postagem.




Chori Chori Hum Gori Se


Chori Chori Hum Gori Se Pyaar Karengey
Bem secretamente eu amarei essa garota
Chupke Chupke Dil Ki Baatein Yaar Karengey
Bem silenciosamente, amigos, direi as coisas que desejam meu coração
Chori Chori Hum Gori Se Pyaar Karengey
Chupke Chupke Dil Ki Baatein Yaar Karengey

Aane Waali, Kabh Aayegi Koi De Bataa
Alguém, por favor, me diga quando ela vier
Dhoond Rahe Hain, Jaane Kabh Se, Hum Uska Pataa
Eu tenho procurado seu endereço desde não sei quando

Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja Aa
Venha, venha, venha, venha

Chori Chori Hum Gori Se Pyaar Karengey
Chupke Chupke Dil Ki Baatein Yaar Karengey

Aane Waali, Kabh Aayegi Koi De Bataa

Dhoond Rahe Hain, Jaane Kabh Se, Hum Uska Pataa

Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja Aa...


Mahiyaa, Mahiyaa
Oh amor, oh amor
Jaldi Se Aa Ja Sun Mahiyaa
Venha depressa, meu amor
Mahiyaa, Mahiyaa
Oh amor, oh amor
Doli Mein Le Ja Sun Mahiyaa...
Deixe-me no palanquim, oh amor

Ek Na Ek Din Mil Jayeegi

Um desses dias ela será encontrada
Humko Bhi Sapno Ki Rani
A garota dos meus sonhos
Ek Na Ek Din Mil Jayeegi Humko Bhi Sapno Ki Rani
Um desses dias eu encontrarei a garota de meus sonhos
Aise Shuru Phir Ho Jayeegi Pyase Dilon Ki Prem Kahani
É assim que tudo começará... nossa história de amor
Apni Bhi Shaamein Rangeen Hongi
Nossas noites serão coloridas também
Apni Bhi Subhein Hongi Suhaani
Minhas manhãs também serão maravilhosas

Pyaare Pyaare Dekh Na Pyaare Din Mein Taare
Oh meu querido amigo, não espere ver as estrelas durante o dia
Pyaar Ki Baazi Koi Na Jeeta
Ninguém nunca ganhou no amor
Saare Haare
Todos experimentaram apenas a perda
Mar Jayeega, Mit Jayeega
Vocês encontrará o fim da vida
Kar Na Aisi Khataa
Não se engane assim
Nahi Mili Hai, Nahi Milegi Are Teri Woh Dilruba
Você não encontrou e não encontrará quem você pensa que será seu amor

Jaa, Chori Chori Hum Gori Se Pyaar Karengey
Chupke Chupke Dil Ki Baatein Yaar Karengey...


Chakh Le, Chakh Le
Chakh Le, Chakh Le
Experimente isso
Kitney Haseen Hain Saare Nazaarey
As visões são tão maravilhosas
Kitney Haseen Hain Jag Ke Isharey
Os sentimentos são lindos

Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa

Hey Hey, Kitney Haseen Hain Saare Nazaarey
Kitney Haseen Hain Jag Ke Isharey

Jis Ki Tamanna Hai Is Dil Ko
A pessoa que meu coração deseja
Aayengi Jaane Kabh Woh Bahaarein
Eu espero o dia que ela virá
Koi To Ho Jo Raha Mein Roke
Alguém que pare pra mim na estrada
Koi To Ho Jo Naam Pukare
Alguém que chame por meu nome

Pyaare Pyaare, O Mere Pyaare

Oh meu querido
Tu Rukh Ja Re
Por favor, pare
Tere Jaise Aashiq Phirte, Maare Maare
Há muitos apaixonados que nem você por aí
Lut Jayeege, Bik Jayeega
Você perderá tudo
De Na Aisi Sadaa
Não viva com sonhos
Is Dharti Pe Kahin Nahin Hai
Em nenhum lugar na Terra
Teri Woh Dilruba
Há um amor assim pra você

Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja
Venha, venha, venha, venha

Jaa, Chori Chori Hum Gori Se Pyaar Karengey
Vá, eu secretamente continuarei amando ela
Chupke Chupke Dil Ki Baatein Yaar Karengey
Eu irei secretamente, meu amigo, dizer a ela o meu amor
Aane Waali, Kabh Aayegi Koi De Bataa
Alguém me diga quando ela vier
Dhoond Rahe Hain, Jaane Kabh Se, Hum Uska Pataa
Eu a tenho procurado por tanto tempo

Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja Aaja...
Venha, venha, venha, venha....