segunda-feira, 17 de maio de 2010

Entrevista com Atul Kumar

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Conforme havia sido anunciado na postagem sobre o espetáculo The Blue Mug, que ocorreu aqui em São Paulo há duas semanas, hoje trago a entrevista concedida a nós pelo diretor da peça, Atul Kumar. 

Numa conversa super descontraída, Atul contou-me como é viver do teatro na Índia e como foi a preparação do espetáculo The Blue Mug, antes e depois dos atores serem famosos, dentre outras coisas. A entrevista foi originalmente feita em inglês, e ao vivo. Isso significa que esta versão aqui presente está transcrita, ligeiramente editada e traduzida. Confiram!

Cinema Indiano: Atul, muito obrigado por essa oportunidade. Por favor, faça um pequeno resumo de como você chegou ao mundo do teatro.

Atul: Isso começou na escola, quando costumávamos fazer algumas peças. Nós fazíamos outras coisas, como esportes e outras atividades, mas isso realmente tomou minha atenção. E então... eu cresci em Delhi, eu nasci lá. Um dia eu estava vendo uma peça de teatro, numa noite e o Rajat Kapoor estava na plateia também. Ele me viu, chegou até mim, viu esse rapaz novo assistindo o espetáculo, perguntou se eu estava interessado em teatro e eu disse "sim!". Rajat fazia parte de um grupo maior e perguntou-me se eu não queria juntar-se a eles. No dia seguinte eu já estava lá. E então 15 anos se passaram e nós fizemos várias peças juntos e pra mim isso ficou sem volta. Foi assim que tudo começou, em 1984.

CI: E então você começou atuando?

A: Sim, e eu ainda atuo. Eu sou principalmente ator, mas amo dirigir, faço as duas coisas.

CI: Desde 1984 você só faz teatro?

A: Apenas teatro, não fiz nada mais.

CI: Você gostaria de ir pro cinema?

A: Não, não... eu amo assistir filmes, mas eu ficaria muito cansado com cinema. Na verdade eu fiz um filme ou outro, mas não gostei. Eu achava muito chato. Amo assistir, mas o processo de fazer cinema não me atrai em nada.

CI: Mesmo se for pra dirigir?

A: É muito técnico, tem muita espera... no teatro eu tenho a reação imediata da plateia, entende? É vivo, são meus atores pessoalmente, é emocional, é menos técnico... eu prefiro isso. Eu vejo beleza nisso, na coisa do momento, gosto disso.

Mas amo bom cinema. É lindo assistir e reassistir os filmes, comprar DVDs, ou se há um festival de cinema eu posso ir e assistir. Ver Chaplin de novo, Casablanca de novo, o que seja, entende? É bonito ver e rever eles. Mas... são coisas diferentes, na verdade. O público é completamente diferente. O teatro é vivo e essa é a beleza. Se você comete um erro, será um erro. E ele fica pra sempre. É um bonito momento que vem e passa.

CI: Então vamos falar do Blue Mug. Vocês começaram em 2002, certo? Quem teve essa ideia?

A: Eu li o livro "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu" [The Man Who Mistook His Wife For a Hat], de Oliver Sacks, que é um neurologista do Reino Unido. O livro tem um monte de ensaios, que são histórias de seus próprios pacientes, e a maioria fala sobre anormalidades do cérebro. Algumas sobre perdas de memória, outras sobre perda de movimentos do corpo. Daí a parte da perda de memória realmente me atraiu e eu fiz todos lerem essa história. Eu ficava me questionando sobre o que fazer com essa história. Então percebi que não seria legal atuarmos a história, mas sim basearmos-nos nela e explorarmos nossas próprias memórias, nossas próprias perdas de memória. E daí foi assim que o processo começou.

CI: Quem escreveu a peça?

A: Nós não escrevemos. A peça é improvisada. Os atores vão ao palco e começam a narrar suas próprias memórias. Então ontem à noite [no espetáculo em São Paulo], por exemplo, houve muitas coisas que eles disseram que eles nunca tinham dito antes. E de novo na próxima apresentação, em Chicago, haverá novas coisas. Apenas as memórias que eles contam são fixas, mas o jeito que eles contam elas sempre muda. Não há roteiro escrito.

CI: Na apresentação de São Paulo não tivemos Konkona Sen Sharma. Como vocês se viraram?

A: Na verdade a Konkona já não estava nas últimas três apresentações. Ela ficou doente na apresentação de Nova Iorque. Ela foi operada e teve de ficar de cama. Talvez a tenhamos no próxima apresentação, mas não temos certeza. Bom, no começo eu estava em pânico, mas logo tive a ideia de me colocar no lugar de Konkona e eu fiz o médico no microfone. E é esse o papel dela no espetáculo, ela vai no palco e faz o médico, ao lado do Ranvir. Então conseguimos nos virar. Mas ela faz muita falta, a peça toda sofre porque ela não está, claro. Ela é uma ótima atriz.

CI: Considerando que em São Paulo a comunidade indiana é muito menor se comparado às cidades dos Estados Unidos, e que aqui as pessoas não conhecem o cinema e atores indianos, posso imaginar que aqui vocês tiveram uma experiência muito diferente. Fale um pouco sobre isso.

A: Eu vou dizer sobre meu ponto de vista, com sinceridade. Quando fizemos esse espetáculo em 2002, esses atores eram rostos desconhecidos e as pessoas vinham ver o espetáculo pelo espetáculo. Quando retornamos nos anos recentes, primeiro na Índia, depois no Oriente Médio e agora nos Estados Unidos, posso dizer que algo em torno de 75% a 80% do público vem principalmente pra ver seus atores favoritos no palco. Mas isso é bom, ou seja, se eles são famosos, são rostos conhecidos e trazem audiência, por que não?

Mas sempre há um pequeno grupo que vem apenas pra ver o espetáculo, pra apreciar a peça. Então fica um pouco difícil de saber no meio da plateia quem está se conectando a que, se a pessoa realmente se conectou à essência do espetáculo ou se houve apenas uma ligação superficial com seus astros do cinema. Então, de certa maneira, pra mim, ontem [na apresentação em São Paulo] foi fabuloso. Pra mim foi muito bom. Ninguém conhecia direito os atores, eles eram apenas atores, o público não sabia muito que eles eram estrelas de cinema. Então nesse sentido achei muito bom.

Mas isso também é um desafio pra gente. Eu geralmente faço peças que são muito mais físicas, visuais, e então se o espetáculo é em alguma língua específica não tem problema, já que pela linguagem corporal nós podemos nos comunicar com diferentes públicos. No entanto, essa peça é extremamente verbal, e é extremamente voltada ao público indiano, às suas memórias passadas. Então ela funciona muito bem na Índia, porque eles podem facilmente se comunicar a essas memórias, assim como nos locais fora da Índia onde haja a diáspora indiana.

Eu recebi uma oferta pra ir pro Festival de Edimburgo com esse espetáculo e eu tive de recusar. A peça não funcionaria ali simplesmente por ser muito verbal e ali haveria um público internacional que não se conectaria a ela. Se eu fosse levar a peça ao Festival Edimburgo eu teria de refazê-la, fazê-la menos verbal e deixá-la mais visual. Mas eu não quis fazer isso. Então a peça funciona nos Estados Unidos, vai funcionar no Reino Unido, quando formos em outubro pra lá, porque lá há a diáspora e o público vai poder se conectar às memórias... na África do Sul igual... mas com as plateias que não são indianas eu acho um tanto difícil de se comunicar nesse caso. As memórias são universais, mas eu tenho que encontrar a linguagem de cada público, talvez mais corporal, talvez mais visual, o que eu sempre costumo fazer com meus espetáculos, mas não nesse caso.

De repente eu poderia mudar o Blue Mug e deixá-lo sem falas, apenas linguagem corporal, apenas movimentos, alguma coisa que fizesse a plateia entender sobre a perda de memória... [nessa hora o Atul fez uma mímica com o corpo e o rosto mostrando como isso pode ser feito sem fala] Isso é memória, isso é perda de memória, entende o que digo? Não preciso falar nada pra fazer você me entender, porque a ideia é se comunicar, se eu perder alguma coisa eu posso te mostrar isso usando outras linguagens. Há milhões de maneiras de se comunicar, eu não preciso usar a fala.

CI: Você trabalha somente com teatro. Como é isso na Índia? No país do cinema, como é o público para o teatro?

A: Há um imenso público pra teatro em toda a Índia. Teatro é muito popular por lá. E há muitos tipos de teatro, também. Há o teatro clássico, que é basicamente o teatro religioso e que há em cada vila, há o teatro folclórico e que está sempre presente em festivais em toda a Índia, mas não estamos falando nem de teatro clássico e nem do folclórico. Estamos falando do teatro moderno. O teatro moderno era muito popular em Delhi pós-Independência, em 1947. Depois mudou-se pra Calcutá e agora é muito popular em Mumbai e Bangalore. Hoje, essas duas cidades abrigam o maior número de companhias de teatro e de espetáculos. Mas ainda assim há muito acontecendo em Pune, Delhi, Chennai, Hyderabad, Calcutá e em cidades menores. Há milhares de grupos de teatro. 

Eu li no guia cultural de São Paulo que vocês tem entre 50 a 60 peças acontecendo todos os dias na cidade! Em Mumbai e Bangalore é mais ou menos assim, há muitos espetáculos acontecendo... e lá nós temos a tradição antiga do teatro, o que ajuda muito a garantir nossa audiência. Mas o teatro não é profissional, quer dizer, cerca de 90% das pessoas que fazem teatro pagam do próprio bolso e na verdade acabam tirando o sustento de outra coisa. Então isso não é profissional, não é uma indústria, como é Bollywood, e acaba sendo necessário muito esforço pra sustentar isso, e mesmo assim as pessoas continuam fazendo teatro, porque sempre há maneiras de fazer tudo acontecer.

CI: Você já tinha trabalhado com atores famosos como agora? Você sente diferenças na maneira de atuar deles em relação a atores "comuns"?

A: Nunca, eles são os mais famosos com que já trabalhei. E... nenhum desses atores são apenas atores de teatro... há uma imensa diferença entre pessoas que apenas fazem teatro e pessoas que fazem outras coisa E teatro, mesmo se for cinema, há uma imensa diferença. Eu irei te responder em partes. Em primeiro lugar, o meu maior problema com esses atores são as datas, porque se preciso fazer mais apresentações eu tenho que pedir para cada um deles por mais dias... em algum lugar algum deles está gravando, então isso é um grande problema.

Em segundo lugar, eles me dão data, mas há também os ensaios que são ultra importantes. Daí há mais dias necessários e de novo isso se torna um problema. De qualquer forma, tudo é questão de termos um calendário pra isso. Mas o maior dos problemas é: esses atores não são somente atores de teatro. Porque, normalmente, o que atores de teatro fazem é estarem constantemente treinando, ou ao menos atores sérios de teatro fazem isso. Eles estão sempre treinando, praticando, nunca param, nem quando se consolidam como atores reconhecidos. Significa que por toda a vida eles treinam a voz, o corpo, todas as suas capacidades, porque eles têm que estar constantemente vivos, constantemente mudando com o tempo. Eles são rascunhos, rascunhos de atores, mudando com o tempo.

E sobre os atores do Blue Mug, eles são bons, mas para por aí, eles não mudam. Eles são o que eram em 2002, são exatamente os mesmos. Não há treinamento, não há prática, não há workshops, não há estudos... apenas aprendem com a experiência, apenas isso. Então, nesse sentido, nas minhas outras peças, eu trabalho só com atores de teatro, não com eles, porque é muito diferente, é uma experiência diferente.

CI: E agora falando da apresentação em São Paulo, como foi que isso aconteceu no meio de uma turnê pelos Estados Unidos?

A: Quando começamos a planejar a turnê pelos EUA, nossa agente lá falou da possibilidade de virmos também ao Brasil, já que ela tinha contato com o cônsul de São Paulo. E isso foi muito inesperado pra nós. E todos nós tínhamos uma vontade imensa de visitar o Brasil, então dissemos "sim! Por que não??".

CI: Vocês chegaram aqui há apenas dois dias e já irão hoje à noite. Nem tiveram tempo de andar pela cidade direito. Mas mesmo assim, o que você pode dizer sobre o que viu e o que sente daqui?

A: Eu estou amando o Brasil. Estou amando estar aqui esses dias, amando essa sensação de estar no Brasil, muito mais do que é sentir estar na Europa, por exemplo. Não consigo explicar direito essa sensação, mas é muito boa, é como se eu me sentisse em casa. Quero muito voltar, seja com algum espetáculo de novo, seja apenas para visitar, mesmo.
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sábado, 15 de maio de 2010

As Brasileiras de Bollywood

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Caros, na edição de hoje da revista Época saiu uma interessante reportagem sobre as brasileiras que estão invadindo Bollywood. A versão digital traz o artigo integralmente disponível, então passo abaixo para que vocês também possam conferir.

As Brasileiras de Bolywood
A Índia foi invadida por atrizes e modelos brasileiras que começam a fazer carreira no cinema de Bollywood
Juliana Resende, de Londres - Revista Época

O caso de amor do Brasil com a Índia está longe de acabar com o fim da novela Caminho das Índias. A boa-nova é que o interesse dos brasileiros está sendo correspondido, apaixonadamente. Gisele Bündchen na capa da Vogue India, em outubro do ano passado, assinalou um fenômeno que já virou até tema de filme: a invasão de Bollywood por atrizes e modelos brasileiras. Na semana passada, foi exibida no Festival do Cinema Brasileiro de Paris a primeira coprodução indo-brasileira. O Sonho Bollywoodiano (Bollywood Dream). O longa-metragem de ficção narra a experiência de três atrizes brasileiras que vão à Índia tentar fazer a fama e fortuna em Bollywood.

"Por incrível que pareça, o filme é anterior a este boom", diz a diretora Beatriz Seigner, de 25 anos. Ela é tão apaixonada pela Índia que morou no país por seis meses, em 2006. Foi nessa época que teve a ideia de fazer o filme, o segundo mais votado pelo público na 33a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2009. "As brasileiras são sensuais, dançam bem, usam biquíni e são um ingrediente estrangeiro nos filmes", diz Beatriz. Para a diretora, filmar na Índia foi uma experiência "fascinante e difícil". "Por eu ser mulher, tinha de falar com a equipe por meio de um homem e sentia que não me levavam a sério", afirma.

As modelos convertidas em atrizes que mais fazem sucesso em Bollywood são Giselli Monteiro [direita, na foto], Maria Gomez e Bruna Abdullah [esquerda]. Cada uma delas a sua maneira. Enquanto o rebolado de Bruna Abdullah, numa dança no filme Cash (Dinheiro), a alçou ao status de celebridade de Bollywood, Giselli Monteiro conseguiu transcender a barreira da língua e está fazendo uma sólida carreira na Índia. "Vim primeiro com a intenção de trabalhar como modelo, pois em todos os outros países que havia visitado as pessoas sempre me perguntavam se era indiana", diz. Nos primeiros 20 dias na Índia, ela conheceu Imtiaz Ali, que viria a ser o diretor de seu primeiro filme, Love Aaj Kal (Amor Ontem e Hoje). "Depois que eu fiz o teste, ele disse que que eu me encaixava perfeitamente no papel da típica indiana dos anos 60, para o qual ele havia procurado uma atriz no país inteiro", diz Giselli, de 22 anos. "Não é uma tremenda ironia?". Depois dessa estreia bem-sucedida, outras oportunidades surgiram. A brasileira já acertou sua participação no próximo filme do diretor Ravi Chopra, Puraani Jeans (Jeans Surrados), e se prepara para outros papéis. "Estou estudando híndi", afirma Giselli. Ela acredita que portas se abrem para as brasileiras pelo fato de a "fisionomia ser parecida com a das indianas" e pela união do "jeitinho brasileiro com o modo de ser indiano". Para a modelo, adaptar-se é natural, mas difícil. "Amo os indianos. Posso dizer que achei uma família aqui", diz. "Mas eles fazem uma comida muito apimentada, e com isso eu ainda não em acostumei."

Bruna Abdullah, de 23 anos, também tinha como planos trabalhar como modelo e participar de reality shows na Índia. Agora, se divide entre campanhas publicitárias - o mercado indiano atende à demanda local e global - e um papel no filme I Hate Luv Storys (Odeio Histórias de Amor), do diretor Karan Johar. Outra morena que está prosperando em Bollywood é Maria Gomez, de 22 anos, cuja semelhança com a mexicana Salma Hayek é constantemente apontada pela imprensa indiana, e constitui um diferencial a seu favor. Leena Yadav, diretora do filme Teen Patti (o título se refere a um jogo de cartas indiano), no qual Maria atuará, diz que a brasileira está sendo procurada para várias outras produções.

Teen Patti terá sir Ben Kingsley no elenco. Será a estreia do ator britânico descendente de indianos em Bollywood. Adorado na Índia pela interpretação do líder pacifista Ghandi, pelo qual ganhou o Oscar em 1982, Kingsley se prepara para filmar na Índia o romance Taj, em referência ao palácio Taj Mahal. O projeto é de sua produtora, Lavender Films, que leva o sobrenome de sua mulher, a atriz brasileira radicada em Londres Daniela Lavender. Na produção britânica, Daniela, de 35 anos, fará a mulher do imperador Shah Jahan (1628 - 1658), vivido por Kingsley. Jahan construiu o Taj Mahal para sua esposa mais amada, Mumtaz Mahal.

"Estivemos na Índia recentemente e é impressionante algumas semelhanças com o Brasil", diz Daniela. "O povo indiano cultua a família e a alegria de viver. Eles têm uma atitude relaxada e positiva perante as adversidades de uma sociedade longe do ideal, assim como os brasileiros". Ela mesma uma estrangeira, premiada no Reino Unido pela atuação no filme Emotional Backgammon (Gamão Emocional), de 2003, Daniela diz que admira o triunfo das brasileiras na Índia. "Isso é resultado de trabalho duro", afirma.

Se o mundo está descobrindo Bollywood, como acredita a diretora Beatriz Seigner, Bollywood está descobrindo o Brasil - e vice-versa. Para o expert e autor do blog cinemaindiano.blogspot.com, Ibirá Machado, o olhar dos produtores indianos está convergindo para o Brasil desde 2006, quando o longa-metragem Dhoom (Explosão) foi parcialmente filmado no Rio de Janeiro. "A indústria de cinema indiano quer novos rostos bonitos" - coisa que há de sobra no país de Juliana "Maya" Paes.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Atrizes mais famosas dos anos 60

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A gente assiste aos filmes atuais do cinema indiano e fica com uma ideia praticamente fixa de que aqueles atores e atrizes mais recorrentes são a verdade inquestionável de Bollywood e afins e que sempre será assim, oras! Mas ei, daqui dez ou quinze anos os atores principais provavelmente não serão mais os mesmos de hoje, assim como há dez ou quinze anos não tínhamos grande parte das estrelas atuais. 

Eu sei que é meio óbvio o que estou dizendo, mas pra quem acha que Aishwarya Rai é Bollywood e vice-versa, pois há pouco mais de quarenta anos, quando Bollywood já era inegavelmente Bollywood, as estrelas eram outras - se não ainda mais adoradas que as de hoje! Aliás, a Aish nem tinha nascido, nem nenhuma das Top 5 do momento. E hoje, enquanto a Aish e outras sobem no pódio da fama, algumas daquelas dos anos 60 seguem fazendo filmes aqui e ali, mas pra muitos passam desapercebidas. Ou seja... é, acho que entenderam o que quero dizer quanto ao futuro.

E nós já tínhamos visto que Bollywood, em verdade, teve seus saudosos anos dourados, lá nas décadas de 50 e 60. Hoje, portanto, vamos ver um vídeo de nove minutos que faz um pequeno resumo sobre quem eram as principais atrizes de Bollywood nos anos 60. O vídeo está em inglês, mas dá pra acompanhar, já que basicamente aparece o rosto da atriz com seu respectivo nome, sendo seguido por algumas imagens de filmes que ela fez. Alguns desses filmes, aliás, são simplesmente clássicos que um verdadeiro fã de cinema indiano não pode ficar sem ver!

Preparado pela Bollywood Hungama, o vídeo chama-se Vintage Touch - Top Actresses of 1960's. Pois então confiram:

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Trilogia de Apu em Guarapuava

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E então a Trilogia de Apu pegou a estrada mais uma vez e foi parar em Guarapuava, no interior do Paraná, ainda no circuito SESC.

Eu sei que estamos super em cima da hora, já que o primeiro filme da Trilogia começa daqui a pouco, mas ainda há tempo ao menos de se programar para as próximas exibições. E aconselho que quem estiver pelo centro-oeste paranaense não deixe de conferir essa obra prima do mestre Satyajit Ray.

A programação da mostra diz o seguinte: "O cinema indiano, marcado por sensibilidades e realismos, deve muito de sua história a Satyajit Ray, cineasta e responsável pela Trilogia de Apu: 'A Canção da Estrada' (1955), 'O Invencível' (1956) e 'O Mundo de Apu' (1959). O diretor baseou-se no romance 'Aparajito', de Bibhutibhushan Bandopadhyay para contar a história de Apu, personagem que aparece em diferentes fases da vida ao longo dos três filmes, retratado com a beleza e a crueza do estilo inspirado no neorrealismo italiano e na nouvelle vague francesa, acompanhado da trilha sonora original composta por Ravi Shankar."

E a programação é a seguinte:

- Segunda-Feira - 10 de maio, às 19h30
A Canção da Estrada (Pather Panchali, 1955), 122min

- Terça-Feira - 11 de maio, às 19h30
O Invencível (Aparajito, 1956), 110min

- Quarta-Feira - 12 de maio, às 19h30
O Mundo de Apu (Apur Sansar, 1959), 105min

Na quarta feira, dia 12 de maio, após a exibição do filme haverá o Cinefórum com o professor Francismar, que falará sobre o cinema indiano.

Os filmes serão exibidos no cinema da UNICENTRO, em Guarapuava, Paraná, no bairro Santa Cruz. Os ingressos são gratuitos.
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domingo, 9 de maio de 2010

L'India a Torino - Filmes indianos no Salão do Livro de Turim

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A Itália receberá mais uma vez produções indianas em seu território, dessa vez no Salão Internacional do Livro de Turim (Salone Internazionale del Libro di Torino), que vai de 13 a 17 de maio. Como vem ocorrendo desde 2001, o Salão do Livro de Turim elege um país para acolher e realizar uma ampla programação envolvendo o país escolhido. 

Neste ano, portanto, o país acolhido é a Índia e, dentro da extensa programação de palestras e afins, teremos também alguns filmes, cujos nomes, dias e horários seguem abaixo. Com 10 produções, a programação está bem variada, com filmes de Bollywood, documentários e produções independentes. Todas as obras de Bollywood escolhidas são excelentes e fazem um perfeito retrato do que vem ocorrendo no cinema indiano contemporâneo, embora os filmes de apelo popular tenham sido excluídos. Confiram:
Terça-feira, 11 de maio
20h
Quarta-feira, 12 de maio
20h

- Anthardwani 
Quinta-feira, 13 de maio
20h
Quinta-feira, 13 de maio
22h

- Superman of Malegaon
Sexta-feira, 14 de maio
20h
Sexta-feira, 14 de maio
22h

- Land Gold Women
Sábado, 15 de maio
20h
Sábado, 15 de maio
22h

- Remembering Bimal Roy
Domingo, 16 de maio
20h

- A Wednesday
Domingo, 16 de maio
22h

Os filmes serão exibidos na Sala Movie, à Via Cagliari, 42, em Turim. Os ingressos são gratuitos. Mais informações sobre a programação dos filmes (em italiano), clique aqui.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Comentários a respeito de The Blue Mug

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Em primeiro lugar, perdoem-me os que esperaram esta postagem já ontem, mas preciso dizer que ontem eu precisava da minha cabeça descansada e por isso não fiz postagem alguma. Aos que não estão sabendo de nada, explico: na última quarta-feira, 5 de maio, tivemos aqui em São Paulo uma apresentação única de uma peça de teatro indiana, chamada The Blue Mug, com atores que também estão presentes em alguns filmes de Bollywood e do cinema independente indiano. Foi uma oportunidade raríssima e eu fui lá conferir.

Também preciso já logo dizer o que muitos já estão sabendo e tantos outros devem estar ansiosos por saber. Nossa querida Konkona Sen Sharma, tão aguardada, não veio ao Brasil, infelizmente. No meio da turnê nos Estados Unidos uma apendicite atacou a atriz, que teve de ser operada e, consequentemente, foi proibida de viajar de avião. Cogitou-se cancelar o evento aqui em São Paulo, mas como tanto esforço já tinha sido feito pra trazê-los, tudo foi mantido e a peça foi realizada sem ela. Posteriormente eu soube que nos últimos três espetáculos nos EUA ela já não estava presente. Mas mesmo com essa ausência, os outros atores, Ranvir Shorey, Rajat Kapoor, Vinay Pathak, Sheeba Chaddha e Munish Bhardwaj, porém, conseguiram se virar no palco perfeitamente.

Pois vamos lá. Eu simplesmente adorei o espetáculo. Embora quase metade das falas tenham sido em hindi e o restante que foi em inglês tenha sido por vezes difícil de entender, foi uma experiência e tanto. O espetáculo é inteirinho composto por memórias reais dos próprios atores, contadas mais ou menos de forma improvisada. Não há um roteiro escrito, mas há uma ordem das memórias a serem contadas, e as memórias são sempre as mesmas. O que muda - e isso o diretor Atul Kumar revelou-me posteriormente - é a maneira com que os atores decidem contar suas lembranças no momento em que estão no palco.

O espetáculo é emoldurado por uma cenografia composta unicamente por luzes, cuidadosamente posicionadas e dirigidas de maneira a proporcionar efeitos cênicos únicos e tocantes. Há também uma trilha sonora muito bem selecionada que não deixou a desejar e tampouco se sobrepôs aos atores.

Ao que parece, a parte mais engraçada do espetáculo, e aparentemente o eixo da peça, era liderada por Ranvir Shorey. O problema, no entanto, é que ele falava somente em hindi. Pelo que entendi, Ranvir era o único que tinha especificamente um personagem, interpretando uma pessoa que sofre de amnésia momentânea, embora se recorde de muitas coisas de sua infância. De tempos em tempos ele aparecia sozinho no meio do palco, todo vestido de branco, e se punha a falar com o médico, que se manifestava somente pelas caixas de som (a voz era do diretor, mas quem cumpria anteriormente esse papel era a Konkona, que aparecia junto no palco). E então Ranvir falava e falava e falava, e rápido, muito rápido, e nos pouquíssimos momentos em que o "médico" falava em inglês podíamos entender que o que estava ali acontecendo era uma tentativa de mostrar que nós só somos nós mesmos porque temos memória.

E então é mais ou menos essa a ideia do espetáculo. É dizer que nós construímos nossa própria identidade a partir de nossas lembranças, e que a partir delas podemos ter um acesso universalizado a todos os outros seres humanos. E é óbvio que a capacidade dos atores permite que o espetáculo seja um sucesso por onde passe, mas, antes, ele tem a capacidade de tocar o cerne de nossas próprias personalidades, de nossas próprias identidades, únicas, mas universais.

E por fim, o nome "blue mug" (caneca azul) vem de uma das lembranças compartilhadas por Rajat Kapoor. Ele conta o caso de sua caneca azul preferida, que só nela ele tomava seu chá matinal, até o dia em que ele a perde.

Sem mais delongas, aguardem para logo uma entrevista que o diretor do espetáculo concedeu-me e, depois uma com o ator, diretor e produtor do cinema indiano, Rajat Kapoor. Ah, sim, e em seguida ao espetáculo tivemos a oportunidade de desfrutar de um coquetel ao lado dos atores e da comunidade indiana de São Paulo, que compôs basicamente 80% da plateia, ocupando metade do teatro. (ATUALIZAÇÃO: Clique aqui para ler a entrevista com Atul Kumar, diretor da peça)

E o que torcemos e queremos é que esta tenha sido somente a primeira oportunidade desse tipo no Brasil, não?

Fotos: Primeira com Vinay Pathak e segunda com  Ranvir Shorey. Créditos: Geni Macedo.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Konkona Sen Sharma - কঙ্কনা সেন শর্মা

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Aproveitando o ensejo do momento, hoje é dia de falarmos de uma das mais refinadas atrizes indianas do momento: a bengalesa Konkona Sen Sharma. Uma das mais versáteis atrizes que o cinema indiano conhece no momento, Konkona transita entre filmes de grande sucesso em Bollywood e filmes do cinema paralelo indiano, aclamados pela crítica.

Filha do cientista e jornalista Mukul Sharma e da excelente e aclamada cineasta Aparna Sen, Konkona nasceu no dia 3 de dezembro de 1979, em Nova Delhi. Ainda pequena, no entanto, mudou-se pra Calcutá, no West Bengal, onde estudou na Calcutta International School e na Modern High School for Girls. Em seguida retornou a Delhi e graduou-se em inglês na St. Stephen's College. Konkona tem somente mais um irmão, mais velho, chamado Kamalini Chatterjee.

E as raízes do cinema em Konkona já vêm de antes. Seu avô materno, Chidananda Dasgupta é um crítico de cinema, professor, escritor e cofundador da Calcutta Film Society.

A estreia de Konkona no cinema foi no filme Indira (1983), de sua mãe, quando ela tinha somente de três pra quatro anos. Em 1989 ela fez uma participação num série de televisão, chamada Picnic, e em seguida, em 1994, apareceu no filme Amodini, também de sua mãe. 

Após isso ela ficou um tempo sem trabalhos no cinema pra poder focar nos estudos. Em 2001, então, ela apareceu no filme bengalês Ek Je Aachhe Kanya. Em seguida ela já estava no filme Titli (2002), de Rituparno Ghosh, também bengalês, filme este que foi muito bem recebido pela crítica.

Mas seu sucesso desbancaria num outro filme, ainda no ano de 2002. Mr. And Mrs, Iyer, dirigido por sua mãe, foi um sucesso de público e de crítica. Contracenando com Rahul Bose, Konkona ganhou projeção por fazer perfeitamente o sotaque de uma mulher tamil, ganhando o prêmio de melhor atriz pelo National Film Award. Em 2005 ela estava em Page 3, que levou o prêmio de melhor filme pelo mesmo National Film Awards, dando a Konkona mais consolidação em sua carreira.

No mesmo ano ela também apareceu em 15 Park Avenue e no ano seguinte em Omkara. Embora nem apareça tanto quanto Ajay Devgan, Saif Ali Khan e Kareena Kapoor, Konkona levou dois prêmios de melhor atriz coadjuvante, um do Filmfare Awards e outro do National Film Award. O imenso sucesso de Omkara escondeu outro filme com ela no mesmo ano, Deadline: Sirf 24 Ghante, embora o filme Dosar, de Rituparno Ghosh, tenha sido também muito bem recebido pela crítica, também com Konkona.

Em 2007, Konkona mostrou sua versatilidade ao interpretar uma prostituta de rua em Traffic Signal ao mesmo tempo em que aparecia em Laaga Chunari Mein Daag, no qual fazia a ingênua e pura irmã de uma prostituta de luxo, interpretada por Rani Mukerji, e fazendo par com Kunal Kapoor. No mesmo ano ela também apareceu em Life in a... Metro, pelo qual ela levou seu segundo Filmfare Awards de melhor atriz coadjuvante. E por fim, ainda em 2007, Konkona interpretou outra ingênua garota que, por sua vez, interpretava a lendária Laila no filme Aaja Nachle, no aclamado retorno de Madhuri Dixit, também ao lado de Kunal Kapoor.

Em 2008 ela esteve em Dil Kabaddi e no projeto 8, de Mira Nair. No ano seguinte, Konkona fez um filme em inglês, chamado The President is Coming, que foi muito bem recebido pela crítica. Depois foi a vez de Lucky by Chance, ao lado de Farhan Akhtar. No final do ano ela esteve no simpático Wake Up Sid, ao lado de Ranbir Kapoor, pelo qual recebeu de novo excelentes críticas.

Para 2010 há uma extensa agenda de lançamentos pra Konkona. De novo ao lado de Ajay Devgan, ela aparece em Atithi Tum Kab Jaoge. Depois aparece em Right Yaa Wrong. Também aparecerá de novo num filme de Rituparno Ghosh, chamado Sunglass e em outro de sua mãe, chamado Iti Mrinalini. Ainda há o filme Mirch pra estrear.

Konkona aparecerá no filme Mumbai, de Aditya Chopra, que contará a história dos atentados nesta cidade em 2008, e também terá no elenco Arjun Rampal, Shahid Kapoor, Rani Mukerji e Esha Deol.

E Konkona é uma atriz que não se contenta só com cinema. Em 2009 ela entrou para fazer parte do espetáculo de teatro The Blue Mug, ao lado de Rajat Kapoor, Vinay Pathak e Ranvir Shorey, que passou também por São Paulo numa apresentação única.

Desde julho de 2008 Konkona está oficialmente com Ranvir Shorey, com quem já contracenou em muitos dos filmes de sua carreira.

Colaborou: Carolyne Juvenil.
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Notícias

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Eu sei que muitos de vocês sentiam falta desta coluna de notícias, tanto quanto eu senti. Pois vamos novamente ter o gostinho de saber algumas das novidades, fofocas e curiosidades do momento relacionadas ao cinema indiano? Vamos!
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Dessa vez passamos por fofocas desmentidas (é, como quase sempre), fofocas inventadas (é, como quase sempre[2]), capas de revistas e até ordens governamentais. Confiram:
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- Uma das informações que mais circularam nos diz-que-diz-que por aí dizia respeito à hollywoodiana Kristen Stewart, famosa por interpretar Bella Swan na saga Crepúsculo. Rodou uma notícia que dizia que ela teria aceito um papel no filme Paani, de Shekhar Kapoor, no qual ela faria uma estrangeira que teria algum romance com Hrithik Roshan. As informações, porém, foram prontamente desmentidas. (ego.blobo.com, aceshowbiz)

- Bangladesh, que no passado compunha a outra metade da região indiana de Bengala, resolveu manter a proibição à entrada de filmes indianos dentro de seu território. A primeira-ministra do país, Sheikh Hasina, passou por cima de uma ordem ministerial que decidia derrubar a proibição, que está vigente desde 1972. A desculpa é a proteção da indústria local de cinema, mas os bengaleses gastam suas economias comprando cópias piratas nos camelôs da ultra densa Dacca, a capital do país, um dos mais pobres do mundo. (yahoo notícias)

- Saif Ali Khan está na capa desse mês da versão indiana da revista GQ. Na entrevista, ele diz que nunca foi o mais alto da sala, mas sempre teve um ótimo senso de humor, o que garantia o seu sucesso, se é que me entendem. Mas com senso de humor ou não, neste caso sabemos que é a revista que muito mais precisa de Saif do que Saif de uma capa. Ou será que isso vai ajudá-lo a estar entre os cinco mais bem pagos de Bollywood? (bollywoodhungama)

- Enquanto isso, outra revista, dessa vez a Vogue India, colocou Deepika Padukone em sua capa. Na matéria, parece que o assunto central é basicamente o que Deepika veste, com direito a agulhadas em quem não entende seu estilo. Na verdade nada muito além do que ela mesma já fez na mesma revista em outras oportunidades. (bollywoodhungama)

- Enquanto polêmicas envolvem o casal Salman Khan e Katrina Kaif, dizendo que eles estão separados, pra depois dizer que estão juntos, pra depois desmentirem e reafirmarem, e ainda com direito a dizer que Katrina está de caso com Ranbir Kapoor e também que ela está se afundando em chocolate por causa de uma depressão e também que eles irão se casar, uma enquete elegeu o casal como o mais sexy de Bollywood. Eles ficaram com 34%, à frente de Abhishek Bachchan e Aishwarya Rai (27%), John Abraham e Bipasha Basu (13%) e Kareena Kapoor e Saif Ali Khan (6%). (desihits)

- E coitado do Ranbir Kapoor, que na verdade está com tudo. Se disseram que ele estaria de rolo com Katrina, há também quem diga que, na verdade, ele retomou o romance com Deepika Padukone, já que ambos foram vistos recentemente em mais de uma circunstância. Mas não viram nada além disso; vai ver são só amigos, uai. (bollywoodcelebden)
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